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O roteiro da Marilia Pierre

No começo deste ano, o Curtindo o Japão passou a contar com a visita e os comentários de uma pessoa muito bacana, a Marilia Pierre. Ela estava se preparando para uma viagem ao Japão.

Agora, já de volta ao Brasil, Marilia está cumprindo a promessa de fazer um relato aqui para a gente de como foi a sua peregrinação pelo arquipélago das cerejeiras em flor.

Na primeira parte, o que me deixou mais surpreso é que ela disse que foi a viagem mais fácil da vida dela. Estou ansioso para saber quais os segredos para se dar tão bem neste “país ideograma”.

PARTE 1


Sakura - Foto: Marilia Pierre

Texto e fotos Por Marilia Pierre

O Reginaldo pediu para eu escrever um relato sobre a minha viagem para o site, aceitei mais que feliz, afinal, é o mínimo que posso fazer depois de pegar tantas informações com ele aqui no curtindoojapao.com .

O que eu posso dizer, é que...
É que o Japão é o seu próximo destino de viagem.
Obrigatoriamente.
...
(clique abaixo para ver a postagem inteira)
Você não quer ir pra lugar nenhum, você só quer ir para o Japão!
Porque o Japão é uma delícia: é diferente, é bonito, lindo por assim dizer, é organizado, é educado, é prestativo, é limpo, é exótico, é fofo, é cuidado, é brilhante, é moderno, é tradicional, é descolado, é forte, é frágil, é efêmero.

O Japão é um destino formidável porque você se sente acolhido, o povo japonês sente-se prestigiado diante do turista internacional: eles sabem que é longe, eles sabem que é caro, eles sabem que é difícil, eles sabem que é diferente a cama, a comida, o banheiro, a roupa, a religião, a escrita, a direção, a dicção, a educação. E eles fazem tudo para facilitar sua vida nessas terras.

Sakura - Foto: Marilia Pierre


Por que o Japão?

Essa é a pergunta que eu mais ouço. A cultura japonesa e seus atrativos estão tão longe da nossa realidade (não apenas geograficamente) que fica difícil, até para as pessoas do seu círculo pessoal íntimo, compreender porque você vai enfrentar 24 horas de vôo para 10 dias de férias.
Mas a coisa fica feia quando eu respondo que fui ver flor.

EU FUI PRO JAPÃO PRA VER FLOR, A FLOR DA CEREJEIRA!

Ninguém entende, minha sorte é que o Fantástico fez uma reportagem sobre o festival das cerejeiras, aí ficou mais claro, mas aquela cara de ué não vai embora assim não.

Fazendo amizades - Foto: Marilia Pierre

Fazendo amizades - Foto: Marilia Pierre

Foi a viagem mais fácil que eu já fiz, sabe quando tudo dá certo? O universo conspira a seu favor! Resultando de muita reza pra fazer a floração da cerejeira me esperar e de muita peregrinação por templos e santuários (o budismo acredita que a peregrinação aos lugares sagrados ajudam nosso Karma).

Fiquei bem apreensiva com as cerejeiras. Antes de chegar no Japão, parei duas noites em Paris, um soluço rápido, pra evitar problemas circulatórios, e lá, no Jardim de Luxembourg, encontrei uma cerejeira em flor, já com o chão forrado de pétalas. Naquela ansiedade, fiquei triste no momento e fui ver as flores amarelas, imaginei as cerejeiras se desvaindo lá no Japão e eu perdendo tempo nas ruas de Paris!

Mas de dentro do avião eu avistei a primeira árvore florida, toda fofa, branquinha. E no trem foi como um jogo, direita, esquerda, direita, esquerda, esquerda, seguido sempre de um “oohhh!”, “ahhh!”, e partir daí então começou a viagem, a busca pela doçura cor-de-rosa, nosso safári de sakuras.

Sakura - Foto: Marilia Pierre

Fazendo amizades - Foto: Marilia Pierre

Veja também os outros Roteiros Personalizados



PARTE 2



KYOTO - NARA - HIMEJI


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Nosso comandante Riq do VnV ( Viaje na Viagem - http://www.viajenaviagem.com/2009/08/japao-dois-palitos/ ), deu a receita: comece por Kyoto. Eu simplesmente obedeci.

Kyoto é uma cidade grande, mas não assusta, não provoca o choque cultural que é relatado quando se chega por Tokyo, não te dá canseira, não te dá sustos.

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É uma cidade grande e a cidade mais simpática e acolhedora que já conheci na minha vida, Kyoto te oferece tudo o que seu imaginário flutuante vislumbrou sobre o Japão, é aqui que você aprende como funciona a vida que você vai levar nos consecutivos dias.

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Templos e santuários em Kyoto existem na mesma proporção de botecos no Brasil, a cada dois quarteirões. Dos mais suntuosos aos minúsculos num canteirinho escondido dentro de um bequinho no fundo de dois restaurantes. Você quer ver todos - você não vai ver todos.

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Dê uma estudadinha em casa ou pergunte para a recepção do hotel, você sairá com uma listinha dos principais e mais visitados. Acabou a listinha? Pare alguém na rua (ou seja parado) e pergunte o que você deveria visitar, todo mundo tem um preferido.

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Nos templos não vale ter pressa, a ordem é contemplar. Contemplar não só a arquitetura e as cerejeiras, mas os japoneses. Pare, olhe, pergunte, copie. Há todo um ritual pra poder entrar, olhar, participar, passar por ali.


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Dos milhares de templos, visitei apenas 9, sempre de olho nas sakuras dispostas aos redor. Mas do qual mais gostei não tinha sakura aos montes não, o templo ao deus do arroz, Inari, com suas raposas mensageiras foi emocionante. Num país onde se vive o arroz (não apenas come), visitar todos aqueles toris doados por agricultores, produtores ou por todos que dependem do arroz, com inscrições agradecidas ou trazendo súplicas e pedidos expõe uma fé muito forte e bonita, uma expressão pura de sentimento e confiança no meio da floresta.

Andar pela cidade é simples, não fique encanado em se hospedar ao lado da grande estação. Todos os bairros serão novidade, qualquer mercadinho será um ponto turístico e todos os cruzamentos piam como passarinho.

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Nós aproveitamos para andar de ônibus, é muito fácil, as paradas são anunciadas e há letreiros que avisam onde você está (e se ainda assim restar alguma dúvida, você pode perguntar ao motorista), usamos um passe diário de ¥ 500 vendidos na recepção do hotel, mão na roda!


Dos 5 dias que estive em Kyoto, reservei dois para uma fugidinha, viagens bate-e-volta para duas cidades importantes: Nara e Himeji.

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Nara foi a primeira capital do Japão, é a cidade dos cervos sagrados, a cidade do Buda gigante.

Essa história dos cervos é a mesma das vacas na Índia: eles andam livres pela cidade, não podem ser molestados e você corre um pequeno risco de ocorrer um tête-a-tête com eles, nada perigoso, tudo muito curioso - um deles comeu o meu mapa da cidade sem eu ter oferecido – mas até isso foi um toque sagrado: sem mapa, perdida e sem rumo encontrei um bosque de cerejeiras idílico, um dos pontos mais cor-de-rosas e marcantes da viagem.

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A visita ao castelo samurai em Himeji foi uma festa, muito pic-nic, muita sakura, muito sol, comidinhas de rua, muita muita gente e uma grande felicidade de lá estar, participando desse festival florido.

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Em Kyoto tive a sorte de encontrar o Palácio Imperial de portas abertas, dica de uma passageira de ônibus que frisou que isso era uma oportunidade muito especial, única no ano, que não podia ser desperdiçada.

A visita ao bairro de Arashiyama, no limite oeste da cidade, foi realmente agradável, fica longe do centro, mas gostaria de me hospedar um dia nesta vizinhança, é uma atmosfera encantadora, de vila no meio da montanha. Casas de chá, cafezinhos simpáticos, lojas de cerâmicas artesanais, tudo emoldurado por florestas de bambus, cerejeiras nas montanhas, riquixás e um lindo e formoso rio.

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Eu vi uma gueixa (maiko) de verdade – e fiquei paralisada. Não consegui nem esboçar uma foto. São muito graciosas e delicadas, como se um beija-flor se colocasse na sua frente, minha mente cansada e confusa com o fuso só conseguiu olhar, ela se foi sem nenhum registro...

Em compensação centenas de mocinhas de vestes tradicionais e fantasiadas de gueixas que faz a alegria dos turistas e delas mesmas, já que adooooooram posar pras fotos!

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PARTE 3


HAKONE



Saí de Kyoto achando que foi pouco, apesar de passar 5 dias, ficamos perambulando pela cidade por apenas 3, já que visitamos Himeji e Nara neste período. Queria mais uns 3 dias por ali, mas o compromisso estava marcado: buscaríamos agora o Monte Fuji, sabendo que nada poderíamos achar...

Shinkansen

De Kyoto à Odawara viajando de Shinkansen levaram 3h, e foi muito rápido. Lá compramos um Free Pass – a partir dalí nosso JRPass não servia – do trem-bala para um trem e para outro trem extremamente lento: subindo montanhas, passando por desfiladeiros, no meio das florestas até uma pitoresca estação.

E tudo seria pitoresco daqui por diante.

Hotel Fujiya

Escolhi me hospedar no meio da montanha, num hotel que oferecia o banho termal. O Fujiya Hotel era um personagem, enorme, antiguíssimo (desde 1878), com um luxo meio decadente, lembra do pitoresco? É aqui que ele mora.

Cerejeira no hotel Fujiya

Mas fomos atrás do que interessa, uma volta de ônibus pela montanha até chegar ao lago Ashi pra embarcar num... navio pirata?!?!?!!!

Lago Ashi

Navio Pirata

Não entendi, ninguém entendeu, mas todo mundo quis andar de navio pirata!

O tempo que era céu claro e ensolarado em Odawara se transformou em muito, muito nublado lá em Hakone e o que era suspeita se confirmou – O MONTE FUGIU!

Lá está o Monte Fuji - ou deveria estar

Não houve trauma, sabíamos do risco e aceitamos, continuamos o caminho, agora de bondinho, até as minas de enxofre para comprarmos nossos ovos pretos cozidos, prolongadores de vida e saúde (7 anos garantido).

Bondinho

Mina de Enxofre

8 ovos cozidos no enxofre

Dalí um funicular e mais um trenzinho até a estação Miyanoshita, onde está localizado o hotel, dando uma volta completa na montanha.

O hotel possuía 3 restaurantes, todos caríssimos, por sorte conseguimos fazer as últimas reservas da noite num restaurante coreano minúsculo fora dalí (e o único). Anote a dica: tudo fecha muito cedo por aqui, por volta das 19h30.

Jantar Koreano

E então fomos desfrutar do banho termal, o tal do onsen.

É claro que você ficará meio embaraçado em tomar banho em público, sentadinho em um banquinho, mas vale a pena enfrentar este pequeno tabuzinho pessoal. O banho é óóóóóóótimo! Primeiro você vai achar que é muito quente, daqui a pouco você tem certeza que está derretendo e aí você tem certeza que o relaxamento se deu por completo.
Adorei! Adorei! Adorei!

Tanto que repeti o feito na banheira do quarto (sim! As torneiras jorravam água quente do vulcão!)

Yukata do hotel Fujiya

Eu poderia ter feito o passeio a partir de Tokyo, ali pertinho, num bate-e-volta, mas eu realmente queria experimentar o tal do banho onsen e depois de tanto relaxamento a única certeza é a cama! De preferência ali bem pertinho.

Não faria diferente, ainda me hospedaria em Hakone.



PARTE 4


TOKYO


Shinjuku

Depois de sete dias zanzando de um lado pra outro pelo Japão você já tem a petulância de se achar descolada e sabe-tudo da área, é aí você encontra Tokyo. E Tokyo te coloca de volta no seu devido lugar!

Shinjuku


Convenhamos, você nestas terras estrangeiras não sabe ler, não sabe bem onde está, sabe mais ou menos como se comportar, o que te salva é a constante universal japonesa: a cortesia.

Asakusa

Apesar de se sentir novamente perdido, não se sentirá mais um ser estranho porque diferentemente de Kyoto, há muitos, muitos, muitos mesmo, estrangeiros circulando pelas ruas de Tokyo.

Parque de Ueno

Não tente comparar Tokyo com São Paulo, não é.
Não tente comparar Tokyo com New York, não é.
Tokyo traz aquela mistura louca do tradicional e o moderno, da natureza e do concreto, e claro pitadas do excêntrico em todos os cantos, de um jeito, com uma cor, com aromas somente encontrados aqui.

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Fui até o Japão pra encontrar as cerejeiras em flor, até Hakone tudo foi muito bem: sakura aqui, sakura ali, olha lá uma sakura!
Mas em Tokyo elas já estavam esparramadas pelo chão, flutuavam na superfície dos canais, se amontoavam nos cantinhos da Avenida Omotesando. O que sobrou pra mim se não há mais cerejeiras?
Sobraram os japoneses, de safári cor-de-rosa mudamos os planos para visita antropológica, afinal o que mais se vê por aqui, além de letreiros luminosos, é gente.
E foram meninas vestidas de bonecas, jovens vestidos de mangá, estrangeiros tentando se enturmar, japoneses tentando parecer estrangeiros e até um casamento tradicional xintoísta, que mobilizou todos os visitantes do templo Meiji, tornando-se o mais fotografado e admirado daquele momento. Todas essas pessoas que cruzaram conosco em Tokyo foram a imagem que trouxemos do Japão moderno.

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Mesmo diante de tanta gente, de tanta novidade, de tanta luz e agitação, no fundo do coração eu sentia um aperto, vinha assim devagarzinho, como uma marola de melancolia, que significava aquela angústia sem razão?
Apertada dentro de um trem, passando lá por Harakuju, vi a parede do canal salpicadas de branco e rozinha e entendi, sofria de saudades da sakura (e isso não é manha nem birra, aconteceu comigo lá do outro lado do mundo).
O que me salvou for encontrar um pezinho, não maior que eu, ali em Asakusa. Plantei-me ali, do lado da sakura e fiquei debaixo de chuva, frio e vento, matando uma saudade que antes de chegar ao Japão não conhecia.
E com as esperanças renovadas não perdi mais tempo, no parque Ueno a atendente até que tentou me indicar os templos, mas eu recusei e fui direto ao ponto: mostre-me onde ficam as sakuras!

Parque de Ueno

Mais fotos:
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PARTE 5



Dicas facilitadoras da vida do turista no Japão


Não entendi mas gostei

Eu já disse antes e digo novamente: não é tão difícil como parece, é mais fácil do que você imagina. Mas pra isso acontecer lá no Japão você tem que fazer o dever de casa antes, planejamento é a palavra de ordem.

Tem gente que não gosta, gosta de chegar no susto, ver o que acontece, sentir o clima e se deixar levar. Acho que no Japão não dá muito pra fazer, porque tudo é exigido antes, na requisição do visto japonês é pedido onde, quando e quantos dias vai ficar por lá, assim você deve saber e informar quantos dias vai ficar por qual cidades vai passar e onde vai se hospedar e isso já é meio caminho andado.

No planejamento entra também o item como se locomover.
O trem é a unanimidade internacional – todo mundo anda com o JRPASS pra cima e pra baixo – além de ser eficiente e atender suas necessidades, o trem é com certeza um ponto de visitação e novas experiências no Japão.


O passe só é vendido fora do Japão e tem uso limitado de dias 7, 14 ou 21 dias, é caro, mas comprar os trechos independentes sai muito mais caro, além de fazer você perder seu tempo que acredito ser bem mais valioso.
Uma dica: sempre reserve seu lugar nos trens, isso pode ser feito um pouco antes de embarcar nas lojas da JR. Garante sua viagem e uma poltrona num vagão não-fumante.

hotel

hotel

Aliás sempre enfatize sua preferência por quartos não fumantes nos hotéis.
Os japoneses fumam muito, e no frio eles fumam em lugares fechados, parques e templos são livres do tabaco, restaurantes não.

jantar

Mas o fumo não vai te atrapalhar, nem tirar sua fome num restaurante. 
A maior dica pra quem viaja pro Japão é venha com a mente e o estômago aberto a novas experiências.
Te digo que só consegui identificar 1/3 de tudo o que eu comi, tem coisa que até hoje eu não sei se era enfeite ou comida (mas estava no prato e isso significa comida pra mim). Não tenha medo de experimentar e guie-se pelo que te agradar visualmente.
Não freqüentei nenhum restaurante chique ou estrelado, não peguei recomendação nenhuma.

comida de plástico

comida de plástico

Sinceramente eu fui atrás dos restaurantes que tinham foto no cardápio ou comida de plástico na vitrine, aceitei minha limitação de não poder ler ou falar japonês e juntei com minha fome e garanto que saí surpreendida e contente, além de satisfeita.

udon

sopa de feijão

Não freqüentei nenhum Mc’ Donalds, mas fiz da vending machine minha aliada, ainda mais depois que descobri que elas também vendem bebidas quentes como café, chás e chocolates. Abusei das lojas de conveniências (Lawson, Circle K, Seven Eleven), a melhor amiga de uma insone.

conveniencia

E é verdade, a história de fuso horário existe sim e te acorda as 2h da manhã pra não mais dormir.

não entendi nada

não entendi nada

Mas o que você deve manter em mente, o principal que não pode ser esquecido é a paciência e a educação.
Reciprocidade, você deve ser recíproco com os japoneses.
Você será recebido com muita educação, muita cortesia tudo isso com muito cuidado e paciência, e é assim que você deve se comportar, ter cuidado com a fragilidade das tradições, ser cortês, simpático e agradecido com a ajuda que recebe (mesmo que seja uma tentativa frustrada que realmente não te ajude) e paciência para entender a maneira diversa de como as coisas acontecem por lá.

Se você conseguir seguir somente esta última dica a sua viagem será fluída, agradável e qualquer percalço passará desapercebido. 
(Gentileza gera gentileza)

não entendi nada
Roteiros > Personalizados | 12:25 | comentários (29) | -

Comentários

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Adriana Gomes
Que matéria linda! Que vontade de ir ao Japão.
Conheço a Marília já faz algum tempo e quando soube que iria ao Japão, estava no aguardo de suas lindas fotos, maravilhosas! Depois de vê-las, decidi, quero ir também. Parabéns ao blog, parabéns Marília.
25/05/2010
Curtindo o Japão
Olá Adriana, que bom que os relatos e as fotos da Marilia te ajudaram a decidir a viajar ao Japão. Seja bem-vinda!

Curtindo o Japão
06/06/2010
Viviane Barbosa
Olá! Marilia parabéns pela matéria. Muito boa. Com certeza um ótimo roteiro para todos! bjoss
15/06/2010
Monica Freitas
Ola, feliz por encontar seu depoimento. Preciso de uma dica. Chego em Tokyo dia 6/11, saindo dia 24/11. Quero conhecer, no minimo, Kyoto e Nara. Está bom ir para Kyoto no 19, sexta feira, ficar dois dias e depois ir para Nara. Pensei que assim voltaria para Tokyo no dia 23/11 para pegar o voo para o Brasil no dia 24.
O que vcs sugerem? Onde ir pimeiro, Kyoto ou Nara? De trem? De Kyoto vai-se a Nara ou vice-versa?
Grata,
Monica
16/06/2010
Curtindo o Japão
Olá Monica, dá para viajar fácil de Kyoto a Nara ou vice-versa. Pesquise sobre o transporte de trem aqui neste site.

http://www.jorudan.co.jp/english/

http://curtindoojapao.com/blog/sb.cgi?cid=82
16/06/2010
Marilia Pierre
Mônica:

Kyoto e Nara são próximas.

Se você faz questão de se hospedar em Nara vá primeiro pra lá, depois vá para Kyoto, fique por lá e volte para Tokyo. Acho mais conveniente para pegar o trem de volta.

Mas você pode se hospedar apenas em Kyoto e fazer um Bate-e-volta em Nara, o que eu acho mais fácil, já que eu acho que entradas e saídas de hotel sempre consomem muito tempo.
23/06/2010
Suelen
Má, quero ir para o Japão para ver sakurassss, ameiiiii... :)
Parabéns pela matéria, vc como sempre, é d+.
bjs
Su
29/06/2010
Kelen Bueno
Uma fotógrafa que trabalha com comunicação viajando ao Japão. A matéria e as fotos não poderiam ser diferentes. Marília, adorei sua matéria e a minha vontade de conhecer o Japão aumenta a cada saída nossa pra fazer matéria e agora, depis de ler sua experiência...demais. Um super beijo
Kelen
30/06/2010
Victor
Nossa, muito boa a matéria, adorei! Meu maior sonho é poder ir para o Japão, adoro a cultura e culinária, a educação e etc.
As fotos ficaram maravilhosas também.
Obrigado por compartilhar sua experiência conosco!
06/07/2010
Cacá Mourthé
Obrigada pelas dicas sensíveis e práticas . Estou indo para o jajão e com certeza essa foi a melhor matéria que li , cheia de poesia e humanismo .
Obrigada !
09/07/2010
Gisela Freire
Marilia,
Parabéns por esse lindo relato de uma viagem que é um sonho pra muita gente. Me incluo no rol desses sonhadores. Vou para o Japão agora em agosto e seu post me ajudou bastante. Será que Você teria dicas de hotéis em Kyoto e Tokyo? Muito Obrigada. Gisela
13/07/2010
Marilia Pierre
Gisela,

em Kyoto me hospedei no RHINO HOTEL KYOTO
http://www.rhino.co.jp/english/index.html
A região é muito boa com metrô e pontos de ônibus nas esquinas. lojas de conveniência, farmácia, restaurantes, muito segura e policiada.
O hotel é ótimo e eu não deixaria passar o café da manhã.

Fiz as reservas pelo site HOTELCLUB.COM
http://hotelclub.com/

Mas eu sempre fico de olho nas resenhas do TRIPADVISOR
http://www.tripadvisor.com/Hotel_Review-g298564-d1071106-Reviews-Rhino_Hotel_Kyoto-Kyoto_Kyoto_Prefecture_Kinki.html

Em Tokyo me hospedei no Best Western Shinjuku Astina
http://www.bw-shinjuku.com/eng/index.html
Fiz as reservas diretamente no site do hotel.
O hotel é muito bom, a região é cinematográfica, muito perto da estação de trem, mas saiba que a rua do hotel é repleta de boates de striptease e bares de acompanhantes. Mas tudo é muito discreto, não há mulheres na rua nem pessoas mal-encaradas.
O bom é que a rua é movimentadíssima durante toda a noite e sempre nos sentimos seguras por alí.

O correto é procurar hotéis principalmente pela localização. Ache onde você quer se hospedar e então selecione pelo preço, confira a qualificação dele e o retorno dos hóspedes. Essa parte eu sempre checo pelo tripadivisor. Depois eu tento fazer as reservas comparando o preço do site oficial e de sites de reserva (expedia.com; venere.com; hotelclub.com; hoteis.com.br )

Boa sorte e boa viagem
14/07/2010
Marilia Pierre
Victor e Cacá,

obrigada pelos elogios, quando fazemos com o coração tudo sai muito melhor e belo.
14/07/2010
Ricardo Freire
Ispequitécuilar, Marilia!!!!!
14/07/2010
Bruna Franca
Adorei a matéria! As fotos estão lindas. E se antes eu já tinha muita vontade de conhecer o Japão, agora tenho ainda mais.
14/07/2010
Luiz Mota
Parabéns pelo relato. Encantador.
Qual foi o período do ano da sua viagem?
14/07/2010
Oscar
Marília parabens pela matéria!!
Cheguei aqui pelo matéria do VnV. Vira e mexe a gente descobre blogs com reportagens muito bacanas como esta!!
Tenho muita vontade de conhecer o Japão o tempo que morei em Cingapura, infelizmente não foi possivel dar uma passada por lá!! Se pudesse escolher uma data para conhecer o Japão seria nesta época também!! Este ano estive na florada das cerejeiras em Washington e adorei (http://mauoscar.com/2010/05/13/cerejeiras-de-washington/)!!!
Ficava imaginando como deveria ser isso lá no Japão!!
Abraço
14/07/2010
Claudio Evandro
Marília,
Seu relato ficou perfeito!!!
Suas fotos estão lindas
Parabéns!
15/07/2010
Daniela Grumiche Silva
Oi Marília ! Lindo seu relato e as fotos também.Estamos planejando uma viagem pela Ásia em novembro e teremos dois ou tres dias apenas no Japão.O que você recomendaria?Ficar em Tokyo ou outra cidade (me apaixonei por seu relato de Kyoto) ?Agradeço desde já .
15/07/2010
Flora
Marilia,
Parabéns pelo relato. Fiquei morrendo de saudade. Fui em 2009, nesta mesma época e também voltei boqueaberta pelos mesmos motivos. Confirmo e concordo com tudo que li nesta reportagem. Senti as mesmas emoções .
Fui agraciada em visitar o Monte Fuji num dia claro.
Também dormi nas redondezas e desfutei de um onsen ao ar livre com lua cheia.
O Japão é um dos países que mais me encantou, por todos estes motivos que voce descreveu. A gente sai de lá já com vontade de voltar. Ainda bem que encontramos relatos como o seu, que fazem a gente reviver tudo.
Muito obrigada.
Flora
15/07/2010
Marilia Pierre
Luiz,

eu desembarquei em Osaka no dia 05 de abril e embarquei de volta para o Brasil em Tokyo no dia 14 de abril.
Escolhi a data a partir da previsão da floração da cerejeira.
O Reginaldo, aqui do site, tem publicada uma mátéria sobre isso: http://curtindoojapao.com/blog/log/eid139.html
Fiquei de olho também nos boletins sobre a floração no Japan-Guide ( http://www.japan-guide.com/ )
15/07/2010
Marilia Pierre
Daniela,

escolher entre Tokyo e Kyoto é cruel.
O que vem primeiro à cabeça quando se fala em Japão é Tokyo, mas da mesma maneira que você, meu coração a Kyoto pertence.

O Ricardo Freire do VnV ficou 1 noite em Kyoto ( http://www.viajenaviagem.com/2010/02/kyoto-quase-sem-protocolo/ ) e vou grifar aqui uma parágrafo dele: "Kyoto entrega. Se Tóquio banca a difícil, Kyoto é facinha. Aos trinta segundos de caminhada em Higashiyama, finalmente nos sentimos no Japão. (...) Não adianta. Por mais que se viaje, a gente sempre sucumbe ao clichê.

Acho que o Reginaldo devia muito, muito, muito, dar o seu veredicto sobre a questão.
15/07/2010
Marilia Pierre
O Oscar, mesmo sem visitar o Japão, entendeu bem o espírito:

"Por ser uma espécie com flores tão delicadas, que surgem logo no início da primavera, quando quase todas as outras espécies arbóreas ainda estão em período de dormência e ainda por apresentar um ciclo fenológico floral de curtíssima duração (cerca de duas semanas, com apenas três ou quatro dias de pico), a sakura tem um forte simbolismo, e é frequentemente relacionada com a natureza transitória da vida. Servido de inspiração para as mais diversas formas de arte, como música, artes gráficas e até mesmo nos mangás."

http://mauoscar.com/2010/05/13/cerejeiras-de-washington/#comment-705

merece uma visita!
15/07/2010
Rafael
Parabéns pelo texto Marília!
Já fui pro Japão e está batendo a vontade de voltar. Como é esse voô com parada em Paris ($) será q vale a pena maos q parada na Alemanha?
obrigado
Rafel
15/07/2010
Marilia Pierre
Rafael,

a parada significa $100,00 por dia a mais na sua passagem, duas noites saíram por $200,00 a mais.
Pela Alemanha o que encarecia era a taxa de embarque, no final o preço pela Air France com duas noites em Paris incluindo taxas saiu o mesmo que o vôo com uma conexão simples pela Alemanha com as taxas.
Eu ainda não tenho a segurança de comprar trechos aéreos mais complicados sozinha pela internet, neste caso sempre recorro a minha agente de viagem de confiança.
16/07/2010
Reginaldo
Daniela,

Sendo só dois dias, eu escolheria apenas Kyoto. Se tiver mais um dia, então não hesitaria em ir a Tokyo também.

Eu faria o seguinte: nos dois dias em Kyoto viria tudo o que fosse possível da face tradicional e depois, no último dia, curtiria o lado modernoso da capital.

Como diz a Marilia, no seu caso, é fundamental preparar a "lição de casa" com régua e compasso. Venha com tudo estudado para não perder tempo. Siga os roteiros clássicos dos guias e encare todos os clichês que couberem dentro do seu estilo de viajar.

Boa sorte!
16/07/2010
Maryanne
Marilia, sempre achei que ir ao Japao seria experiencia quase impossivel. Adorei seu relato e me animei a ir.
18/07/2010
Marilia Pierre
Maryanne,

vai fundo!
Impossível não é um adjetivo que se aplica ao turismo no Japão.
Prova disso, e isso eu conto pela primeira vez aqui, é que uma das minhas tias que me acompanhou na viagem, tem problemas na perna e no joelho, usou muleta a viagem inteira, não se agacha, nem senta em lugares muito baixos, além de não saber usar os hashis (talheres japoneses).
Mesmo com as limitações físicas não houve problemas, fomos até em restaurantes onde tínhamos que sentar no chão (foi uma operação magaiver) e quanto aos hashis, a fome te ensina rapidinho!
18/07/2010
flavia
marilia,
voce eh unica. como o japao!
que vontade de ir pra la e te levar como guia!
lovely relato, cara amiga : D
25/08/2010
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