14/10/2010
Um bilhão de barrigas roncando
Da série Plantando arroz no Japão
Pode parecer meio piegas quando uso a expressão “a dádiva do alimento”, mas eu o faço por ter consciência que um sétimo da população mundial ainda passa fome.
Dias atrás, o Instituto Internacional de Investigação sobre Políticas Alimentares (IFPRI) divulgou dados de seu último levantamento indicando que cerca de um bilhão de pessoas sofre de desnutrição.
Em pleno século 21, é um dado abominável. Se o problema fosse apenas pela falta direta de produção de alimento, seria fácil resolver. Infelizmente, não é só essa a causa principal que gera esse um bilhão de famintos. Triste humanidade.
Dividindo o arroz

Essas fotos eu tirei em Shirakawago. Gostei delas por causa dos pardais - sim, no Japão tem pardais! - se banqueteando nas plantas de arroz deixadas para secar. No meu arrozal também acontece a mesma coisa. Até uma família de faisão silvestre se aproveita do fruto (grão) do meu trabalho.

Mas eu fiz um trato com as aves: - podem comer à vontade se em troca vocês colaborarem para diminuir a população de insetos prejudiciais para a lavoura.
E assim a gente vai convivendo – humanos, aves e insetos - ecologicamente integrados. A biodiversidade é aliada da agricultura natural.
Pode parecer meio piegas quando uso a expressão “a dádiva do alimento”, mas eu o faço por ter consciência que um sétimo da população mundial ainda passa fome.
Dias atrás, o Instituto Internacional de Investigação sobre Políticas Alimentares (IFPRI) divulgou dados de seu último levantamento indicando que cerca de um bilhão de pessoas sofre de desnutrição.
Em pleno século 21, é um dado abominável. Se o problema fosse apenas pela falta direta de produção de alimento, seria fácil resolver. Infelizmente, não é só essa a causa principal que gera esse um bilhão de famintos. Triste humanidade.
Dividindo o arroz
Essas fotos eu tirei em Shirakawago. Gostei delas por causa dos pardais - sim, no Japão tem pardais! - se banqueteando nas plantas de arroz deixadas para secar. No meu arrozal também acontece a mesma coisa. Até uma família de faisão silvestre se aproveita do fruto (grão) do meu trabalho.
Mas eu fiz um trato com as aves: - podem comer à vontade se em troca vocês colaborarem para diminuir a população de insetos prejudiciais para a lavoura.
E assim a gente vai convivendo – humanos, aves e insetos - ecologicamente integrados. A biodiversidade é aliada da agricultura natural.


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