Dia 17 de janeiro de 1995. Acordei às 6h30 para ir trabalhar na fábrica. Liguei a televisão como fazia todas manhãs. Sempre assistia ao noticiário tomando café. Dessa vez, porém, os canais só estavam transmitindo imagens ao vivo da grande tragédia que fez 6.434 vítimas fatais e deixou 43.792 feridos. O grande terremoto de Kobe.
Os bairros centrais da cidade ficaram arrasados. Viadutos caídos e muitas casas ainda sendo consumidas pelo fogo. O mais comovente, o mais trágico, é que tinha pessoas vivas dentro dessas casas. Elas estavam presas embaixo dos escombros. Não conseguiam sair.
Eu tinha parentes que moravam em Kobe. Tentei telefonar. Blecaute geral. Fiquei desesperado. Mas não podia fazer nada.
Passaram dias até que alguém me ligou do Brasil e deu a notícia que os parentes de Kobe fizeram contato e estavam sãos e salvos. A casa deles foi abalada, mas ficava fora da região mais duramente atingida.
Há dois dias, na terça-feira 12, eu coloquei um
post no blog indicando as reportagens que fiz em Kobe, em 2008.
Uma das matérias é sobre o terremoto, os locais que ficaram como marco e o museu Bosai Mirai Kan. Nele acontecem atividades educacionais para a prevenção de danos em caso de desastre natural e sobre o terremoto de 1995.
Coincidentemente, no mesmo dia 12, o Haiti sofreu um terrível abalo sísmico. Segundo as previsões mais pessimistas, o número de mortos pode chegar a 100 mil. Chocante!
Quem vive aqui no Japão sabe que a qualquer momento também pode ser chacoalhado por um grande terremoto. Só nos resta torcer para que, se acontecer, que estejamos em um local seguro.
Também podemos nos previnir com pequenas medidas dentro da própria casa. (1) Não deixar armários e objetos que possam cair sobre nossas cabeças. (2) Encher uma mochila com mantimentos que possam ser facilmente preparados, água e outros artigos de primeira necessidade. Deixe sempre perto da porta, no (
genkan). (3) Um fogareiro portátil com gás. Entre outros procedimentos.
Pequenas medidas podem salvar vidas.