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Castelo de Himeji entrará em reforma

Castelo de Himeji

Seguem algumas informações importantes para o pessoal que pretende visitar o Castelo de Himeji (Hyogo).

O festival das cerejeiras será até o dia 11 de abril 2010.

A partir do dia 12 de abril, começará a obra para trocar o telhado da torre principal da fortaleza, Dai-Tenshu, e ela ficará com toda a fachada encoberta, mas as outras partes do castelo estarão abertas para visitação. A reforma se prolongará até o ano 2015.

De 12 de abril de 2010 até o começo de 2011, não será permitida a visita dentro da torre.

Veja aqui e aqui maiores detalhes sobre a obra de reforma (em inglês ou japonês).

A torre principal do Castelo de Himeji
Comunicados | 18:18 | comentários (5) | -

Terremoto de Kobe, impossível esquecer

Dia 17 de janeiro de 1995. Acordei às 6h30 para ir trabalhar na fábrica. Liguei a televisão como fazia todas manhãs. Sempre assistia ao noticiário tomando café. Dessa vez, porém, os canais só estavam transmitindo imagens ao vivo da grande tragédia que fez 6.434 vítimas fatais e deixou 43.792 feridos. O grande terremoto de Kobe.

Os bairros centrais da cidade ficaram arrasados. Viadutos caídos e muitas casas ainda sendo consumidas pelo fogo. O mais comovente, o mais trágico, é que tinha pessoas vivas dentro dessas casas. Elas estavam presas embaixo dos escombros. Não conseguiam sair.

Eu tinha parentes que moravam em Kobe. Tentei telefonar. Blecaute geral. Fiquei desesperado. Mas não podia fazer nada.

Passaram dias até que alguém me ligou do Brasil e deu a notícia que os parentes de Kobe fizeram contato e estavam sãos e salvos. A casa deles foi abalada, mas ficava fora da região mais duramente atingida.

Há dois dias, na terça-feira 12, eu coloquei um post no blog indicando as reportagens que fiz em Kobe, em 2008. Uma das matérias é sobre o terremoto, os locais que ficaram como marco e o museu Bosai Mirai Kan. Nele acontecem atividades educacionais para a prevenção de danos em caso de desastre natural e sobre o terremoto de 1995.

No Bosai Mirai Kan um painel com fotos e maquetes mostra o processo de recuperação da cidade de Kobe.jpg

Coincidentemente, no mesmo dia 12, o Haiti sofreu um terrível abalo sísmico. Segundo as previsões mais pessimistas, o número de mortos pode chegar a 100 mil. Chocante!

Quem vive aqui no Japão sabe que a qualquer momento também pode ser chacoalhado por um grande terremoto. Só nos resta torcer para que, se acontecer, que estejamos em um local seguro.

Também podemos nos previnir com pequenas medidas dentro da própria casa. (1) Não deixar armários e objetos que possam cair sobre nossas cabeças. (2) Encher uma mochila com mantimentos que possam ser facilmente preparados, água e outros artigos de primeira necessidade. Deixe sempre perto da porta, no (genkan). (3) Um fogareiro portátil com gás. Entre outros procedimentos.

Pequenas medidas podem salvar vidas.
Comunicados | 10:07 | comentários (0) | -

O ipê floresce em Kobe

Marina Matsubara e o ipê florescendo na frente do antigo Centro de Emigração

Nos dias 26 e 27 de abril, aconteceu um grande evento na cidade de Kobe (Hyogo) comemorando a data de partida do navio Kasato Maru, que há cem anos levou o primeiro grupo de emigrantes japoneses para o Brasil.

Não foi possível participar da comemoração por causa de outros compromissos em Tokyo, mas deu para conversar com a Marina Matsubara, presidente da NPO que organizou o evento, a Comunidade Brasileira de Kansai (CBK). Ela também nos apresentou todo o prédio do antigo Centro de Emigração, onde os emigrantes ficavam alojados, recebiam informações e treinamento antes de encarar a longa viagem para o outro lado do planeta.

Esse prédio estava meio abandonado antes da CBK instalar ali a sua sede. E graças ao empenho do grupo, ele passará por uma grande reforma e será transformado em um centro de apoio para os moradores estrangeiros da região, além de museu da emigração, espaço cultural e de convivência.

Fiquei contente em conhecer um pouco mais sobre a atuação da CBK e confirmei a idéia de que a comemoração oficial do Centenário de Emigração Japonesa ao Brasil deveria dar maior ênfase, apoio e recursos para as pessoas e entidades que estão trabalhando diretamente em pró da comunidade brasileira no Japão, como a Marina e seu grupo.

Os mais de 300 mil brasileiros que aqui estão continuam a saga dos emigrantes nipônicos que foram ao Brasil. São os atuais protagonistas dessa história que começou a 100 anos e são os agentes vivos, diários, do intercâmbio entre as duas culturas.

por Reginaldo OKada
Província > Kansai > Hyogo | 12:22 | comentários (2) | trackbacks (0)

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