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	<title>Curtindo o Japão - Relatos e Fotos</title>
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	<modified>2010-03-10T10:43:48+00:00</modified>
	<tagline><![CDATA[Através de fotos e textos sobre viagens, apresenta a cultura, paisagens e pontos turísticos do Japão ]]></tagline>
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		<title>Gion, a passarela das gueixas em Kyoto</title>
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		<issued>2010-03-10T19:36:16+09:00</issued>
		<modified>2010-03-10T10:36:16Z</modified>
		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1664_Abre15.JPG&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;A rua Hanamikoji-dori é a passarela das gueixas em Kyoto&quot; title=&quot;A rua Hanamikoji-dori é a passarela das gueixas em Kyoto&quot; width=&quot;439&quot; height=&quot;348&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quer ver gueixas autênticas - em carne e osso e maquiagem e quimono e tamancos - bem de perto? Então vá no fim da tarde para a rua Hanamikoji-dori, no bairro Gion. Elas estarão passando por ali para ir aos locais de apresentação. Depois, aproveite e assista as meninas dançando no Gion Corner, o teatro que fica na mesma rua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O bairro Gion é uma das atrações de Kyoto. Ele fica bem no centro da cidade, na parte final da avenida Shijo-dori, próximo ao famoso templo xintoísta Yasaka-jinja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O santuário foi criado no ano 656, mais de um século antes de Kyoto se tornar a capital do Japão. Ele sempre recebeu uma enorme quantidade de visitantes e foi por causa do grande fluxo de pessoas que o bairro Gion acabou se transformando em um concorrido local de diversão e boa gastronomia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Arte tradicional&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Em Kyoto, esqueça a palavra gueixa e passe a chamar essas artistas que fazem apresentação de dança e música tradicional de – &lt;em&gt;maiko&lt;/em&gt; – se tiver entre 15 e 19 anos (aprendizes), e – &lt;em&gt;geiko&lt;/em&gt; – as que têm mais de 20 anos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No final da tarde as &lt;em&gt;maiko&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;geiko&lt;/em&gt; se dirigem - andando a pé - aos vários locais de apresentação que existem no bairro Gion. Na Hanamikoji-dori sempre junta muitas pessoas com câmeras, tentando uma chance para fazer foto delas na rua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1663_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Apresentação da dança tradicional de Kyoto feita por duas maiko no teatro Gion Corner &quot; title=&quot;Apresentação da dança tradicional de Kyoto feita por duas maiko no teatro Gion Corner &quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;175&quot; align=&quot;left&quot; /&gt; Todas as noites no teatro Gion Corner acontece um show com demonstrações de artes tradicionais voltadas para turistas. Em cada sessão de 50 minutos, além da apresentação de dança das &lt;em&gt;maiko&lt;/em&gt;, também tem apresentação de &lt;em&gt;koto&lt;/em&gt; (harpa japonesa), &lt;em&gt;gagaku&lt;/em&gt; (música da corte imperial), &lt;em&gt;kyogen&lt;/em&gt; (teatro cômico), &lt;em&gt;bunraku&lt;/em&gt; (teatro de bonecos), &lt;em&gt;chado&lt;/em&gt; (cerimônia do chá) e &lt;em&gt;ikebana&lt;/em&gt; (arranjo floral). É uma ótima oportunidade para ver ao mesmo tempo algumas das principais expressões culturais do Japão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align:center&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1642_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Conjunto de instrumentistas do Gagaku, a música tradicional da corte imperial&quot; title=&quot;Conjunto de instrumentistas do Gagaku, a música tradicional da corte imperial&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;177&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
Gion Corner – Endereço: Kyoto-shi, Hanamikoji Shijo-sagaru, Gion, Yasaka Hall. Tel.: (075) 561-1119. Diariamente tem duas sessões: às 19h e 20h. Ingresso: ¥ 3.150. http://kyoto-gion-corner.info/gion_corner/kyomai/index.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;*Se for visitar, reconfirme os dados por telefone ou no site&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
O Gion Corner fica a 10 minutos a pé da estação Keihan Shijo.&lt;br /&gt;
Da estação de Kyoto, tome um ônibus Kyoto City Bus #100 ou #206 e desça na parada Gion. Depois caminhe 10 minutos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1663_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Apresentação da dança tradicional de Kyoto feita por duas maiko no teatro Gion Corner &quot; title=&quot;Apresentação da dança tradicional de Kyoto feita por duas maiko no teatro Gion Corner &quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;175&quot; /&gt;</summary>
		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Gueixa</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<!-- begin entry_body --><br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1664_Abre15.JPG" class="pict" alt="A rua Hanamikoji-dori é a passarela das gueixas em Kyoto" title="A rua Hanamikoji-dori é a passarela das gueixas em Kyoto" width="439" height="348" /><br />
<br />
Quer ver gueixas autênticas - em carne e osso e maquiagem e quimono e tamancos - bem de perto? Então vá no fim da tarde para a rua Hanamikoji-dori, no bairro Gion. Elas estarão passando por ali para ir aos locais de apresentação. Depois, aproveite e assista as meninas dançando no Gion Corner, o teatro que fica na mesma rua.<br />
<br />
O bairro Gion é uma das atrações de Kyoto. Ele fica bem no centro da cidade, na parte final da avenida Shijo-dori, próximo ao famoso templo xintoísta Yasaka-jinja.<br />
<br />
O santuário foi criado no ano 656, mais de um século antes de Kyoto se tornar a capital do Japão. Ele sempre recebeu uma enorme quantidade de visitantes e foi por causa do grande fluxo de pessoas que o bairro Gion acabou se transformando em um concorrido local de diversão e boa gastronomia. <br />
<br />
<strong>Arte tradicional</strong><br />
Em Kyoto, esqueça a palavra gueixa e passe a chamar essas artistas que fazem apresentação de dança e música tradicional de – <em>maiko</em> – se tiver entre 15 e 19 anos (aprendizes), e – <em>geiko</em> – as que têm mais de 20 anos. <br />
<br />
No final da tarde as <em>maiko</em> e <em>geiko</em> se dirigem - andando a pé - aos vários locais de apresentação que existem no bairro Gion. Na Hanamikoji-dori sempre junta muitas pessoas com câmeras, tentando uma chance para fazer foto delas na rua.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1663_file.jpg" class="pict" alt="Apresentação da dança tradicional de Kyoto feita por duas maiko no teatro Gion Corner " title="Apresentação da dança tradicional de Kyoto feita por duas maiko no teatro Gion Corner " width="266" height="175" align="left" /> Todas as noites no teatro Gion Corner acontece um show com demonstrações de artes tradicionais voltadas para turistas. Em cada sessão de 50 minutos, além da apresentação de dança das <em>maiko</em>, também tem apresentação de <em>koto</em> (harpa japonesa), <em>gagaku</em> (música da corte imperial), <em>kyogen</em> (teatro cômico), <em>bunraku</em> (teatro de bonecos), <em>chado</em> (cerimônia do chá) e <em>ikebana</em> (arranjo floral). É uma ótima oportunidade para ver ao mesmo tempo algumas das principais expressões culturais do Japão.<br />
<br />
<div style="text-align:center"><img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1642_file.jpg" class="pict" alt="Conjunto de instrumentistas do Gagaku, a música tradicional da corte imperial" title="Conjunto de instrumentistas do Gagaku, a música tradicional da corte imperial" width="266" height="177" /></div><br />
<br />
Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
<!-- end entry_body --><br />
<br />
<!-- begin entry_info1 --><br />
Gion Corner – Endereço: Kyoto-shi, Hanamikoji Shijo-sagaru, Gion, Yasaka Hall. Tel.: (075) 561-1119. Diariamente tem duas sessões: às 19h e 20h. Ingresso: ¥ 3.150. http://kyoto-gion-corner.info/gion_corner/kyomai/index.html<br />
<br />
<br />
<em>*Se for visitar, reconfirme os dados por telefone ou no site</em><br />
<!-- end entry_info1 --><br />
<br />
<!-- begin entry_info2 --><br />
O Gion Corner fica a 10 minutos a pé da estação Keihan Shijo.<br />
Da estação de Kyoto, tome um ônibus Kyoto City Bus #100 ou #206 e desça na parada Gion. Depois caminhe 10 minutos.<br />
<br />
<!-- end entry_info2 --><br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1663_file.jpg" class="pict" alt="Apresentação da dança tradicional de Kyoto feita por duas maiko no teatro Gion Corner " title="Apresentação da dança tradicional de Kyoto feita por duas maiko no teatro Gion Corner " width="266" height="175" />]]></content>
	</entry>
	<entry>
		<title>Kyoto, cerimônias do chá sem muita cerimônia</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid92.html" />
		<id>http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid92.html</id>
		<issued>2010-03-08T01:38:00+09:00</issued>
		<modified>2010-03-07T16:38:00Z</modified>
		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1614_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Uma das atrações do jardim japonês do templo Heian Jingu é a casa típica de cerimônia do chá&quot; title=&quot;Uma das atrações do jardim japonês do templo Heian Jingu é a casa típica de cerimônia do chá&quot; width=&quot;439&quot; height=&quot;292&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Kyoto + Sakura + Cerimônia do Chá&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não é preciso vestir quimono, nem ficar de joelhos e muito menos seguir a rígida etiqueta que caracteriza um dos ícones da cultura nipônica. Em Kyoto, é muito fácil ter a oportunidade de tomar o &lt;em&gt;matcha&lt;/em&gt; - o tipo de bebida preparada na cerimônia do chá. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1636_Foto3.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Matcha, a bebida da cerimônia do chá&quot; title=&quot;Matcha, a bebida da cerimônia do chá&quot; width=&quot;180&quot; height=&quot;138&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; Nas lojas e lanchonetes de doces japoneses, nos restaurantes típicos, nos templos, nos festivais e até na casa das pessoas comuns, o chá verde em pó, “batido na água quente com uma vassorinha”, pode ser apreciado sem nenhum protocolo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas seria um desperdício ir à antiga capital imperial e não ter pelo menos uma visão macro do que é essa arte. Por isso, eu vou servir de guia e te levar num passeio por Kyoto para participar de cerimônias do chá sem muita cerimônia. E mais: num jardim de estilo japonês com cerejeiras em plena floração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Primeiro, vamos ao templo Kenninji. Quero lhe apresentar a pessoa que introduziu no Japão a planta de chá e ensinou a fazer o &lt;em&gt;matcha&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1634_Foto7.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Monge Yousai&quot; title=&quot;Monge Yousai&quot; width=&quot;135&quot; height=&quot;200&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; Aquela pintura ali na parede do salão principal é o retrato do monge Yousai. No século 10, ele foi estudar na China e trouxe o zen budismo para o Japão, além do chá. Em 1202, criou este santuário. Aliás, o Kenninji é o templo zen budista mais antigo em Kyoto: já ultrapassou oitocentos anos de existência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Yousai divulgou pela primeira vez no Japão a maneira de beneficiar as folhas da planta para se conseguir o &lt;em&gt;matcha&lt;/em&gt;. Elas devem ser levemente cozidas no vapor e, após a secagem, moídas até se tornarem um pó bem fino. Prepara-se dissolvendo em água quente, sem necessidade de coar ou filtrar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1639_0406Kyoto054faixa.JPG&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Jardim zen do templo Kenninji&quot; title=&quot;Jardim zen do templo Kenninji&quot; width=&quot;439&quot; height=&quot;177&quot; /&gt; Agora, contemple o jardim zen do templo. Essa estética despojada é a mesma que serviu de base para a cerimônia do chá. A sofisticação, na verdade, está na simplicidade do ambiente, dos utensílios e dos movimentos de quem prepara, serve e bebe o chá - apesar de parecer o contrário à primeira vista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Mestre dos mestres&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
A visita seguinte será ao museu Chado Shiryōkan, que é dirigido por descendentes do mestre dos mestres. Foi Rikyu Sen (1522-1591) quem criou a essência e a forma da cerimônia do chá. Ele baseou-se na filosofia zen budista, buscando a sofisticação e elegância dentro da “rusticidade e simplicidade”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após a morte do mestre Rikyu, três netos continuaram a desenvolver o estilo criado pelo avô e fundaram linhas diferentes. Uma delas é a Urasenke, a que tem maior número de discípulos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Urasenke mantém o museu Chado Shiryōkan. Aqui você vai ver exposições elucidativas e valiosos objetos relacionadas com a arte do chá. O ingresso dá direito a tomar &lt;em&gt;matcha&lt;/em&gt; e comer um doce, sem cerimônia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;O museu também realiza cursos de cerimônia do chá para iniciantes, cinco vezes ao dia (às 10h, 11h, 13h, 14h e 15h) e com uma hora de duração. Estrangeiros podem participar, mas as explicações são em japonês. É gratuito (paga-se apenas o ingresso no museu) e a reserva deve ser feita por telefone (pode ser em inglês) pelo menos com uma semana de antecipação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O museu fecha nas segundas-feiras. De 5 a 16 de abril de 2010 também permanecerá fechado.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1638_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Uma vez por mês, mestres de linhas tradicionais preparam o chá no templo Heian Jingu&quot; title=&quot;Uma vez por mês, mestres de linhas tradicionais preparam o chá no templo Heian Jingu&quot; width=&quot;133&quot; height=&quot;200&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; &lt;strong&gt;Sem reserva e com sakura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
A última visita será para, agora sim, participar de uma cerimônia do chá. Vamos ao templo xintoísta Heian Jingu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O jardim japonês desse impressionante santuário tem mais de três hectares e é dividido em áreas com estilos diferentes. Numa delas, na Nishi Shin’en, fica a casinha típica de cerimônia do chá. Normalmente, só “funciona” uma vez por mês, mas durante as duas primeiras semanas de abril, época da floração da cerejeira, a atividade é diária.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O bom nesse local é que não é preciso fazer reserva. É só chegar e ficar na fila para participar da cerimônia. O (A) mestre que prepara a bebida segue à risca o estilo clássico, mas o visitante não precisa suar frio. É uma cerimônia sem muita cerimônia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mais importante não é fazer tudo certinho como manda o protocolo. Fique relaxado e aproveite a oportunidade para se integrar ao ambiente e tentar captar a essência da cerimônia, que é a “sofisticação dentro do simples e do rústico”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;O auge da floração do tipo de cerejeira que tem no jardim do Heian Jingu ocorre no meado de abril. É um dos últimos a florescer, normalmente, quando o someyoshino – o tipo mais plantado no país – já terminou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse local, é realizado um evento chamado Tsukigama no segundo domingo de cada mês (exceto em *abril e agosto), das 9h às 15h. O ingresso no jardim custa ¥ 600 e a cerimônia do chá, ¥ 700 (incluindo um doce).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Em abril, do dia 1 a 16, das 8h30 às 16h, acontecerá uma programação especial do Tsukigama junto com o festival das cerejeiras.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Templo Kenninji&lt;/strong&gt; - Endereço: Kyoto-shi, Higashiyama-ku, Komatsu-machi 584. Ingresso: ¥ 500. Das 10h às 16h. Tel.: (075) 561-0190. Site: http://www.kenninji.jp/english/index.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Urasenke Center Chado Shiryōkan&lt;/strong&gt; - Endereço: Kyoto-shi, Kamigyo-ku, Horikawa-dori, Teranouchi Agaru. Das 9h30 às 16h. Fecha nas segundas-feiras. Ingresso: ¥ 500. Tel.: (075) 431-6474. Site: http://www.urasenke.or.jp/texte/index.html&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Tsukigama do Heian Jingu&lt;/strong&gt; - Endereço: Kyoto-shi, Sakyo-ku, Okazaki, Nishitenou-cho. Ingressos: do jardim japonês é ¥ 600 e da cerimônia do chá, ¥ 700 (incluindo um doce). Tel.: (075) 761-0221. Site: http://www.heianjingu.or.jp/index.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*&lt;em&gt;Se for visitar, reconfirme os dados por telefone ou no site&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
 - O templo Kenninji fica a dez minutos a pé da estação Kawara-machi, da linha Hankyu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 - O Urasenke Center Chado Shiryōkan fica a 15 minutos da estação Kurama-guchi, da linha Karasuma do metrô.&lt;br /&gt;
 - O templo Heian Jingu fica a dez minutos a pé da estação Higashiyama, linha Tozai do metrô.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1637_Foto6.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Jardim zen do templo Kenninji&quot; title=&quot;Jardim zen do templo Kenninji&quot; width=&quot;439&quot; height=&quot;86&quot; /&gt;</summary>
		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Cerimônia do chá</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<!-- begin entry_body --><br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1614_file.jpg" class="pict" alt="Uma das atrações do jardim japonês do templo Heian Jingu é a casa típica de cerimônia do chá" title="Uma das atrações do jardim japonês do templo Heian Jingu é a casa típica de cerimônia do chá" width="439" height="292" /><br />
<br />
<br />
<strong>Kyoto + Sakura + Cerimônia do Chá</strong><br />
<br />
Não é preciso vestir quimono, nem ficar de joelhos e muito menos seguir a rígida etiqueta que caracteriza um dos ícones da cultura nipônica. Em Kyoto, é muito fácil ter a oportunidade de tomar o <em>matcha</em> - o tipo de bebida preparada na cerimônia do chá. <br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1636_Foto3.jpg" class="pict" alt="Matcha, a bebida da cerimônia do chá" title="Matcha, a bebida da cerimônia do chá" width="180" height="138" align="right" /> Nas lojas e lanchonetes de doces japoneses, nos restaurantes típicos, nos templos, nos festivais e até na casa das pessoas comuns, o chá verde em pó, “batido na água quente com uma vassorinha”, pode ser apreciado sem nenhum protocolo.<br />
<br />
Mas seria um desperdício ir à antiga capital imperial e não ter pelo menos uma visão macro do que é essa arte. Por isso, eu vou servir de guia e te levar num passeio por Kyoto para participar de cerimônias do chá sem muita cerimônia. E mais: num jardim de estilo japonês com cerejeiras em plena floração.<br />
<br />
Primeiro, vamos ao templo Kenninji. Quero lhe apresentar a pessoa que introduziu no Japão a planta de chá e ensinou a fazer o <em>matcha</em>.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1634_Foto7.jpg" class="pict" alt="Monge Yousai" title="Monge Yousai" width="135" height="200" align="right" /> Aquela pintura ali na parede do salão principal é o retrato do monge Yousai. No século 10, ele foi estudar na China e trouxe o zen budismo para o Japão, além do chá. Em 1202, criou este santuário. Aliás, o Kenninji é o templo zen budista mais antigo em Kyoto: já ultrapassou oitocentos anos de existência.<br />
<br />
Yousai divulgou pela primeira vez no Japão a maneira de beneficiar as folhas da planta para se conseguir o <em>matcha</em>. Elas devem ser levemente cozidas no vapor e, após a secagem, moídas até se tornarem um pó bem fino. Prepara-se dissolvendo em água quente, sem necessidade de coar ou filtrar.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1639_0406Kyoto054faixa.JPG" class="pict" alt="Jardim zen do templo Kenninji" title="Jardim zen do templo Kenninji" width="439" height="177" /> Agora, contemple o jardim zen do templo. Essa estética despojada é a mesma que serviu de base para a cerimônia do chá. A sofisticação, na verdade, está na simplicidade do ambiente, dos utensílios e dos movimentos de quem prepara, serve e bebe o chá - apesar de parecer o contrário à primeira vista.<br />
<br />
<strong>Mestre dos mestres</strong><br />
A visita seguinte será ao museu Chado Shiryōkan, que é dirigido por descendentes do mestre dos mestres. Foi Rikyu Sen (1522-1591) quem criou a essência e a forma da cerimônia do chá. Ele baseou-se na filosofia zen budista, buscando a sofisticação e elegância dentro da “rusticidade e simplicidade”. <br />
<br />
Após a morte do mestre Rikyu, três netos continuaram a desenvolver o estilo criado pelo avô e fundaram linhas diferentes. Uma delas é a Urasenke, a que tem maior número de discípulos.<br />
<br />
A Urasenke mantém o museu Chado Shiryōkan. Aqui você vai ver exposições elucidativas e valiosos objetos relacionadas com a arte do chá. O ingresso dá direito a tomar <em>matcha</em> e comer um doce, sem cerimônia.<br />
<br />
<em>O museu também realiza cursos de cerimônia do chá para iniciantes, cinco vezes ao dia (às 10h, 11h, 13h, 14h e 15h) e com uma hora de duração. Estrangeiros podem participar, mas as explicações são em japonês. É gratuito (paga-se apenas o ingresso no museu) e a reserva deve ser feita por telefone (pode ser em inglês) pelo menos com uma semana de antecipação.<br />
<br />
O museu fecha nas segundas-feiras. De 5 a 16 de abril de 2010 também permanecerá fechado.</em><br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1638_file.jpg" class="pict" alt="Uma vez por mês, mestres de linhas tradicionais preparam o chá no templo Heian Jingu" title="Uma vez por mês, mestres de linhas tradicionais preparam o chá no templo Heian Jingu" width="133" height="200" align="right" /> <strong>Sem reserva e com sakura</strong><br />
A última visita será para, agora sim, participar de uma cerimônia do chá. Vamos ao templo xintoísta Heian Jingu.<br />
<br />
O jardim japonês desse impressionante santuário tem mais de três hectares e é dividido em áreas com estilos diferentes. Numa delas, na Nishi Shin’en, fica a casinha típica de cerimônia do chá. Normalmente, só “funciona” uma vez por mês, mas durante as duas primeiras semanas de abril, época da floração da cerejeira, a atividade é diária.<br />
<br />
O bom nesse local é que não é preciso fazer reserva. É só chegar e ficar na fila para participar da cerimônia. O (A) mestre que prepara a bebida segue à risca o estilo clássico, mas o visitante não precisa suar frio. É uma cerimônia sem muita cerimônia.<br />
<br />
O mais importante não é fazer tudo certinho como manda o protocolo. Fique relaxado e aproveite a oportunidade para se integrar ao ambiente e tentar captar a essência da cerimônia, que é a “sofisticação dentro do simples e do rústico”.<br />
<br />
<em>O auge da floração do tipo de cerejeira que tem no jardim do Heian Jingu ocorre no meado de abril. É um dos últimos a florescer, normalmente, quando o someyoshino – o tipo mais plantado no país – já terminou.<br />
<br />
Nesse local, é realizado um evento chamado Tsukigama no segundo domingo de cada mês (exceto em *abril e agosto), das 9h às 15h. O ingresso no jardim custa ¥ 600 e a cerimônia do chá, ¥ 700 (incluindo um doce).<br />
<br />
*Em abril, do dia 1 a 16, das 8h30 às 16h, acontecerá uma programação especial do Tsukigama junto com o festival das cerejeiras.</em><br />
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Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
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<strong>Templo Kenninji</strong> - Endereço: Kyoto-shi, Higashiyama-ku, Komatsu-machi 584. Ingresso: ¥ 500. Das 10h às 16h. Tel.: (075) 561-0190. Site: http://www.kenninji.jp/english/index.html<br />
<br />
<strong>Urasenke Center Chado Shiryōkan</strong> - Endereço: Kyoto-shi, Kamigyo-ku, Horikawa-dori, Teranouchi Agaru. Das 9h30 às 16h. Fecha nas segundas-feiras. Ingresso: ¥ 500. Tel.: (075) 431-6474. Site: http://www.urasenke.or.jp/texte/index.html<br />
<strong>Tsukigama do Heian Jingu</strong> - Endereço: Kyoto-shi, Sakyo-ku, Okazaki, Nishitenou-cho. Ingressos: do jardim japonês é ¥ 600 e da cerimônia do chá, ¥ 700 (incluindo um doce). Tel.: (075) 761-0221. Site: http://www.heianjingu.or.jp/index.html<br />
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*<em>Se for visitar, reconfirme os dados por telefone ou no site</em><br />
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 - O templo Kenninji fica a dez minutos a pé da estação Kawara-machi, da linha Hankyu.<br />
<br />
 - O Urasenke Center Chado Shiryōkan fica a 15 minutos da estação Kurama-guchi, da linha Karasuma do metrô.<br />
 - O templo Heian Jingu fica a dez minutos a pé da estação Higashiyama, linha Tozai do metrô.<br />
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<!-- end entry_info2 --><br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1637_Foto6.jpg" class="pict" alt="Jardim zen do templo Kenninji" title="Jardim zen do templo Kenninji" width="439" height="86" />]]></content>
	</entry>
	<entry>
		<title>Okumakabuto Matsuri, um autêntico festival do interior</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid91.html" />
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		<issued>2010-02-28T20:26:39+09:00</issued>
		<modified>2010-02-28T11:26:39Z</modified>
		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1587_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Os carregadores de cada grupo correm várias vezes dentro da área do templo carregando os pesados estandartes, omikoshi e bonecos &quot; title=&quot;Os carregadores de cada grupo correm várias vezes dentro da área do templo carregando os pesados estandartes, omikoshi e bonecos &quot; width=&quot;439&quot; height=&quot;292&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre os vários festivais japoneses que já vi, o Okumakabuto Matsuri, da cidade de Nanao (Ishikawa), foi um dos que mais me impressionaram. Além das “performances e alegorias” serem um pouco diferentes do comum, o que me marcou profundamente foi que a festa estava perfeitamente integrada com o cenário onde ela acontecia: dentro de uma paisagem rural bem típica e tradicional, daquelas que já estão em extinção no país e que quase só vemos em fotografias antigas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1588_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Nos campos em volta do local onde acontece o festival se vê o arroz recém-colhido&quot; title=&quot;Nos campos em volta do local onde acontece o festival se vê o arroz recém-colhido&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;177&quot; align=&quot;left&quot; /&gt; O evento é realizado anualmente no dia 20 de setembro, para se festejar e agradecer à divindade do templo xintoísta Kumakabuto pela colheita do arroz. E neste ano, em volta do santuário ainda se via nos campos o cereal recém-colhido, pendurado para secar em armações de vara. De tal forma que o &lt;em&gt;matsuri&lt;/em&gt; se completava, incorporado no seu ambiente e transmitindo o sentido original da sua criação, a alegria e a gratidão pela dádiva do alimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1590_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;O Sarutahiko é uma das figuras principais do festival. Ele vai à frente de cada grupo, dançando e abrindo a passagem&quot; title=&quot;O Sarutahiko é uma das figuras principais do festival. Ele vai à frente de cada grupo, dançando e abrindo a passagem&quot; width=&quot;133&quot; height=&quot;200&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; &lt;strong&gt;Sarutahiko e Wakubata&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Um dos destaques desse festival é o &lt;em&gt;Sarutahiko&lt;/em&gt;, que se apresenta vestido com uma fantasia estampada e usando uma máscara vermelha com um longo nariz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada grupo tem o seu &lt;em&gt;Sarutahiko&lt;/em&gt;, que na verdade é um personagem da mitologia japonesa que guiou um deus do céu até a Terra. No festival ele segue à frente do grupo, guiando e purificando o caminho enquanto desenvolve uma curiosa dança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um outro destaque são os grandes estandartes vermelhos chamados de &lt;em&gt;Wakubata&lt;/em&gt;. Alguns chegam a ter até 20 metros de altura. Eles são carregados pelos grupos e quando ultrapassam o portal do templo, saem correndo até à frente do pavilhão onde fica o altar. Depois de saldar a divindade erguendo o pesado andor onde está fincada a bandeira, novamente voltam até o portal e saem outra vez em disparada. Cada grupo repete várias vezes esse ritual, esbanjando muita energia e contagiando o público. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1589_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;O pesado andor com o estandarte é levantado diante do altar para saudar a divindade do templo&quot; title=&quot;O pesado andor com o estandarte é levantado diante do altar para saudar a divindade do templo&quot; width=&quot;133&quot; height=&quot;200&quot; align=&quot;left&quot; /&gt; Depois de fazer a saudação no templo, os grupos vão para um outro local e fazem performances movimentado o mastro do enorme estandarte até chegar rente ao chão, porém sem deixar ele tocar no solo. É uma demonstração da virilidade dos carregadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além do &lt;em&gt;Sarutahiko&lt;/em&gt; e do &lt;em&gt;Wakubata&lt;/em&gt;, os grupos carregam um &lt;em&gt;omikoshi&lt;/em&gt; (andor com uma pequena capela xintoísta, bonecos e contam com tocadores de tambor e outros instrumentos. Eles chegam a ter entre 70 e 100 participantes. Cada grupo representa um dos 19 bairros da antiga cidade de Nakajima, que hoje faz parte de Nanao.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Porta para a Ásia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Os enormes estandartes vermelhos juntos (no festival deste ano contei 25) desenham uma cena bem típica da Ásia antiga, lembrando bastante o histórico império chinês. E isso não é de se estranhar, porque acredita-se que a origem do festival foi um ritual introduzido no Japão por pessoas vindas do continente, mais precisamente da península coreana, há cerca de mil anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antigamente a península de Noto, onde fica a cidade de Nanao, era uma porta aberta para a Ásia. Aproveitado a corrente marítima e os ventos do Mar do Japão, muitos barcos coreanos e chineses aqui chegavam com facilidade e estabeleceram um forte intercâmbio cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Museu do festival&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
O museu Noto Nakajima Matsuri Kaikan, que fica bem próximo do templo Kumakabuto, mostra através de exposições de painéis, maquetes, vídeos e outros audiovisuais diversos festivais que acontecem na região que  pertencia à antiga cidade de Nakajima. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O destaque maior é para o Okumakabuto Matsuri, com uma reconstituição com bonecos em tamanho natural da parada feita pelo grupo carregando a grande bandeira. Também tem uma exposição de 44 máscaras verdadeiras do &lt;em&gt;Sarutahiko&lt;/em&gt; e inclusive um robô que imita a sua dança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Museu Noto Nakajima Matsuri Kaikan&lt;/strong&gt; - Endereço: Nanao-shi, Nakajima-machi, Yokota 1-148. Abre das 9h às 17h. Fecha nos finais de semana e Ano Novo. Ingresso: ¥ 500, ¥ 400 e ¥ 300, conforme a idade. Tel.: (O767) 66-2200.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Templo Kumakabuto&lt;/strong&gt; – Fica bem próximo do museu.&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Informação turística da Cidade de Nanao&lt;/strong&gt; – Site em japonês: http://www.city.nanao.lg.jp/odekake/&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
       A JAL tem vôos para o aeroporto de Komatsu a partir de Haneda (Tokyo) e Naha (Okinawa). Deste aeroporto parte ônibus com destino à estação Kanazawa da JR (percurso: 40 min.; tarifa: ¥ 1.100).&lt;br /&gt;
	Na estação Kanazawa deve-se tomar um trem super express com destino a Wakura Onsen (percurso: 30 min.; tarifa: ¥ 2.220). Depois, tomar um outro trem da linha Noto Tetsudo Nanao-sen com destino a Anamizu, e descer na estação Noto Nakajima (percurso: 15 min.; tarifa: ¥ 360). O templo e museu ficam a 5 min. de táxi a partir dessa estação.&lt;br /&gt;
	Para quem viajar de carro a referência é a saída Yokota IC da Rodovia Noto Yuryo Doro, que fica a 2 horas do aeroporto de Komatsu. Da saída até o museu leva 3 minutos.&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info2 --&gt;</summary>
		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Festivais</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<!-- begin entry_body --><br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1587_file.jpg" class="pict" alt="Os carregadores de cada grupo correm várias vezes dentro da área do templo carregando os pesados estandartes, omikoshi e bonecos " title="Os carregadores de cada grupo correm várias vezes dentro da área do templo carregando os pesados estandartes, omikoshi e bonecos " width="439" height="292" /><br />
<br />
Entre os vários festivais japoneses que já vi, o Okumakabuto Matsuri, da cidade de Nanao (Ishikawa), foi um dos que mais me impressionaram. Além das “performances e alegorias” serem um pouco diferentes do comum, o que me marcou profundamente foi que a festa estava perfeitamente integrada com o cenário onde ela acontecia: dentro de uma paisagem rural bem típica e tradicional, daquelas que já estão em extinção no país e que quase só vemos em fotografias antigas.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1588_file.jpg" class="pict" alt="Nos campos em volta do local onde acontece o festival se vê o arroz recém-colhido" title="Nos campos em volta do local onde acontece o festival se vê o arroz recém-colhido" width="266" height="177" align="left" /> O evento é realizado anualmente no dia 20 de setembro, para se festejar e agradecer à divindade do templo xintoísta Kumakabuto pela colheita do arroz. E neste ano, em volta do santuário ainda se via nos campos o cereal recém-colhido, pendurado para secar em armações de vara. De tal forma que o <em>matsuri</em> se completava, incorporado no seu ambiente e transmitindo o sentido original da sua criação, a alegria e a gratidão pela dádiva do alimento.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1590_file.jpg" class="pict" alt="O Sarutahiko é uma das figuras principais do festival. Ele vai à frente de cada grupo, dançando e abrindo a passagem" title="O Sarutahiko é uma das figuras principais do festival. Ele vai à frente de cada grupo, dançando e abrindo a passagem" width="133" height="200" align="right" /> <strong>Sarutahiko e Wakubata</strong><br />
Um dos destaques desse festival é o <em>Sarutahiko</em>, que se apresenta vestido com uma fantasia estampada e usando uma máscara vermelha com um longo nariz.<br />
<br />
Cada grupo tem o seu <em>Sarutahiko</em>, que na verdade é um personagem da mitologia japonesa que guiou um deus do céu até a Terra. No festival ele segue à frente do grupo, guiando e purificando o caminho enquanto desenvolve uma curiosa dança.<br />
<br />
Um outro destaque são os grandes estandartes vermelhos chamados de <em>Wakubata</em>. Alguns chegam a ter até 20 metros de altura. Eles são carregados pelos grupos e quando ultrapassam o portal do templo, saem correndo até à frente do pavilhão onde fica o altar. Depois de saldar a divindade erguendo o pesado andor onde está fincada a bandeira, novamente voltam até o portal e saem outra vez em disparada. Cada grupo repete várias vezes esse ritual, esbanjando muita energia e contagiando o público. <br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1589_file.jpg" class="pict" alt="O pesado andor com o estandarte é levantado diante do altar para saudar a divindade do templo" title="O pesado andor com o estandarte é levantado diante do altar para saudar a divindade do templo" width="133" height="200" align="left" /> Depois de fazer a saudação no templo, os grupos vão para um outro local e fazem performances movimentado o mastro do enorme estandarte até chegar rente ao chão, porém sem deixar ele tocar no solo. É uma demonstração da virilidade dos carregadores.<br />
<br />
Além do <em>Sarutahiko</em> e do <em>Wakubata</em>, os grupos carregam um <em>omikoshi</em> (andor com uma pequena capela xintoísta, bonecos e contam com tocadores de tambor e outros instrumentos. Eles chegam a ter entre 70 e 100 participantes. Cada grupo representa um dos 19 bairros da antiga cidade de Nakajima, que hoje faz parte de Nanao.<br />
<br />
<strong>Porta para a Ásia</strong><br />
Os enormes estandartes vermelhos juntos (no festival deste ano contei 25) desenham uma cena bem típica da Ásia antiga, lembrando bastante o histórico império chinês. E isso não é de se estranhar, porque acredita-se que a origem do festival foi um ritual introduzido no Japão por pessoas vindas do continente, mais precisamente da península coreana, há cerca de mil anos.<br />
<br />
Antigamente a península de Noto, onde fica a cidade de Nanao, era uma porta aberta para a Ásia. Aproveitado a corrente marítima e os ventos do Mar do Japão, muitos barcos coreanos e chineses aqui chegavam com facilidade e estabeleceram um forte intercâmbio cultural.<br />
<br />
<strong>Museu do festival</strong><br />
O museu Noto Nakajima Matsuri Kaikan, que fica bem próximo do templo Kumakabuto, mostra através de exposições de painéis, maquetes, vídeos e outros audiovisuais diversos festivais que acontecem na região que  pertencia à antiga cidade de Nakajima. <br />
<br />
O destaque maior é para o Okumakabuto Matsuri, com uma reconstituição com bonecos em tamanho natural da parada feita pelo grupo carregando a grande bandeira. Também tem uma exposição de 44 máscaras verdadeiras do <em>Sarutahiko</em> e inclusive um robô que imita a sua dança.<br />
<br />
Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
<!-- end entry_body --><br />
<br />
<!-- begin entry_info1 --><br />
<strong>Museu Noto Nakajima Matsuri Kaikan</strong> - Endereço: Nanao-shi, Nakajima-machi, Yokota 1-148. Abre das 9h às 17h. Fecha nos finais de semana e Ano Novo. Ingresso: ¥ 500, ¥ 400 e ¥ 300, conforme a idade. Tel.: (O767) 66-2200.<br />
<br />
<strong>Templo Kumakabuto</strong> – Fica bem próximo do museu.<br />
<strong>Informação turística da Cidade de Nanao</strong> – Site em japonês: http://www.city.nanao.lg.jp/odekake/<br />
<!-- end entry_info1 --><br />
<br />
<!-- begin entry_info2 --><br />
       A JAL tem vôos para o aeroporto de Komatsu a partir de Haneda (Tokyo) e Naha (Okinawa). Deste aeroporto parte ônibus com destino à estação Kanazawa da JR (percurso: 40 min.; tarifa: ¥ 1.100).<br />
	Na estação Kanazawa deve-se tomar um trem super express com destino a Wakura Onsen (percurso: 30 min.; tarifa: ¥ 2.220). Depois, tomar um outro trem da linha Noto Tetsudo Nanao-sen com destino a Anamizu, e descer na estação Noto Nakajima (percurso: 15 min.; tarifa: ¥ 360). O templo e museu ficam a 5 min. de táxi a partir dessa estação.<br />
	Para quem viajar de carro a referência é a saída Yokota IC da Rodovia Noto Yuryo Doro, que fica a 2 horas do aeroporto de Komatsu. Da saída até o museu leva 3 minutos.<br />
<!-- end entry_info2 -->]]></content>
	</entry>
	<entry>
		<title>Wakura Onsen, a fonte termal descoberta por uma garça</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid90.html" />
		<id>http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid90.html</id>
		<issued>2010-02-24T18:13:10+09:00</issued>
		<modified>2010-02-24T09:13:10Z</modified>
		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1569_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Estátuas de garças na praça Yumoto no Hiroba, relembram a lenda da descoberta da fonte de água termal&quot; title=&quot;Estátuas de garças na praça Yumoto no Hiroba, relembram a lenda da descoberta da fonte de água termal&quot; width=&quot;439&quot; height=&quot;292&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Esta reportagem foi feita em setembro de 2008.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para um grande número dos japoneses, uma viagem ideal deve incluir banhos de água termal e boa comida. Analisando por esse prisma, confirmei que o balneário Wakura Onsen, da cidade de Nanao (Ishikawa), é um destino turístico que merece a fama que tem. Acrescentando-se ainda mais uma vantagem: a sua privilegiada localização, à beira de uma linda e calma baía na península de Noto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1570_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Uma das opções de jantar servida no Hotel Suzuka, com os famosos frutos do mar da região &quot; title=&quot;Uma das opções de jantar servida no Hotel Suzuka, com os famosos frutos do mar da região &quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;176&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; As refeições servidas nas boas pousadas e hotéis do balneário são  apreciadas por causa dos pescados dessa região do Mar do Japão, também muito valorizados nos mercados de todo o país. Durante o ano todo os visitantes poderão se fartar com grande variedade de frutos do mar bem frescos e saborosos. Entre eles se destaca o caranguejo zuwai, cuja época de captura vai de novembro a março, por si só um grande atrativo do turismo gastronômico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Fonte da garça&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
A descoberta da fonte termal do Wakura Onsen se deu há 1.200 anos. Conta a lenda que um casal de pescadores viu uma garça se banhando dentro do mar, na beira da baía, bem num ponto onde estava saindo fumaça de vapor. Eles foram ao local e constataram que ali tinha uma nascente de água quente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1571_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;No Hotel Suzuka tem quatro banheiras de água termal, duas internas e duas ao ar livre&quot; title=&quot;No Hotel Suzuka tem quatro banheiras de água termal, duas internas e duas ao ar livre&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;176&quot; align=&quot;left&quot; /&gt; A fonte começou a ficar famosa quando o senhor feudal Maeda, em 1611, teve um doença que fazia aparecer feridas na pele. Ele se submeteu a um tratamento que incluía banhos diários com essa água. Devido à plena recuperação da sua saúde, em 1641, o próprio governo começou a investir no local e transformá-lo num balneário para que muitas outras pessoas também pudessem usufruir desse presente da natureza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A água dessa fonte chega à superfície muito quente, com 89 graus centígrados, é bem salgada e rica em cálcio. Ela é indicada para tratamento de dor nos nervos e reumatismo, entre outras recomendações terapêuticas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1572_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Barcos levam os turistas até a baía Sowajiura para fazer observação de golfinhos&quot; title=&quot;Barcos levam os turistas até a baía Sowajiura para fazer observação de golfinhos&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;176&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; &lt;strong&gt;Hotel e golfinho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
O Wakura Onsen também aparece bastante na mídia porque nele se encontra um dos hotéis turísticos em estilo japonês mais conceituados do país, o Kagaya. Porém, no balneário existem muitas outras opções de hospedagem de boa qualidade e mais econômicos, como o Hotel Suzuka, onde me hospedei. Ele é de médio porte, tem quartos comuns - mas bem amplos -, e boas banheiras internas e externas com água termal natural. O jantar é farto, com os famosos frutos do mar da região e servido no próprio quarto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O hotel também oferece o translado até o porto Kodagyoko para quem quiser participar da atividade “Iruka Watching”, passeio de barco para fazer observação de golfinhos no mar. Há 7 anos, um casal deles começou a viver numa pequena baía e foi procriando. Hoje existem 8 golfinhos no local e eles ficam sempre atraindo a atenção nadando na superfície da água e dando saltos. No verão também tem um serviço turístico de mergulho para ver os animais de dentro do mar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Hotel Suzuka&lt;/strong&gt; – A hospedagem é a partir de ¥ 10.500 por pessoa, com duas refeições. O preço varia conforme as opões escolhidas para o jantar. Tel.: (0767) 62-2420. Site em japonês: http://www.suzukasou.com/&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Associação de Turismo de Wakura Onsen&lt;/strong&gt; - Site em japonês: http://www.wakura.or.jp/&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Observação de golfinho&lt;/strong&gt; – Informações no hotel em que se hospedar ou na Associação de Turismo da ilha Notojima. Tel.: (0767) 84-1113. Site em japonês: http://www.city.nanao.lg.jp/notojima_kankou/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
A JAL tem vôos para o aeroporto de Komatsu a partir de Haneda (Tokyo) e Naha (Okinawa). Deste aeroporto parte ônibus com destino à estação Kanazawa da JR (percurso: 40 min.; tarifa: ¥ 1.100).&lt;br /&gt;
	Para quem viaja de trem a estação Kanazawa também é a principal referência. Nela deve-se tomar um trem super express com destino a Wakura Onsen (percurso: 30 min.; tarifa: ¥ 2.220). Depois, até bairro de água termal, leva 5 minutos de táxi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info2 --&gt;</summary>
		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Águas termais</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<!-- begin entry_body --><br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1569_file.jpg" class="pict" alt="Estátuas de garças na praça Yumoto no Hiroba, relembram a lenda da descoberta da fonte de água termal" title="Estátuas de garças na praça Yumoto no Hiroba, relembram a lenda da descoberta da fonte de água termal" width="439" height="292" /><br />
<br />
<em>Esta reportagem foi feita em setembro de 2008.</em><br />
<br />
Para um grande número dos japoneses, uma viagem ideal deve incluir banhos de água termal e boa comida. Analisando por esse prisma, confirmei que o balneário Wakura Onsen, da cidade de Nanao (Ishikawa), é um destino turístico que merece a fama que tem. Acrescentando-se ainda mais uma vantagem: a sua privilegiada localização, à beira de uma linda e calma baía na península de Noto.<br />
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<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1570_file.jpg" class="pict" alt="Uma das opções de jantar servida no Hotel Suzuka, com os famosos frutos do mar da região " title="Uma das opções de jantar servida no Hotel Suzuka, com os famosos frutos do mar da região " width="266" height="176" align="right" /> As refeições servidas nas boas pousadas e hotéis do balneário são  apreciadas por causa dos pescados dessa região do Mar do Japão, também muito valorizados nos mercados de todo o país. Durante o ano todo os visitantes poderão se fartar com grande variedade de frutos do mar bem frescos e saborosos. Entre eles se destaca o caranguejo zuwai, cuja época de captura vai de novembro a março, por si só um grande atrativo do turismo gastronômico.<br />
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<strong>Fonte da garça</strong><br />
A descoberta da fonte termal do Wakura Onsen se deu há 1.200 anos. Conta a lenda que um casal de pescadores viu uma garça se banhando dentro do mar, na beira da baía, bem num ponto onde estava saindo fumaça de vapor. Eles foram ao local e constataram que ali tinha uma nascente de água quente.<br />
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<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1571_file.jpg" class="pict" alt="No Hotel Suzuka tem quatro banheiras de água termal, duas internas e duas ao ar livre" title="No Hotel Suzuka tem quatro banheiras de água termal, duas internas e duas ao ar livre" width="266" height="176" align="left" /> A fonte começou a ficar famosa quando o senhor feudal Maeda, em 1611, teve um doença que fazia aparecer feridas na pele. Ele se submeteu a um tratamento que incluía banhos diários com essa água. Devido à plena recuperação da sua saúde, em 1641, o próprio governo começou a investir no local e transformá-lo num balneário para que muitas outras pessoas também pudessem usufruir desse presente da natureza.<br />
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A água dessa fonte chega à superfície muito quente, com 89 graus centígrados, é bem salgada e rica em cálcio. Ela é indicada para tratamento de dor nos nervos e reumatismo, entre outras recomendações terapêuticas.<br />
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<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1572_file.jpg" class="pict" alt="Barcos levam os turistas até a baía Sowajiura para fazer observação de golfinhos" title="Barcos levam os turistas até a baía Sowajiura para fazer observação de golfinhos" width="266" height="176" align="right" /> <strong>Hotel e golfinho</strong><br />
O Wakura Onsen também aparece bastante na mídia porque nele se encontra um dos hotéis turísticos em estilo japonês mais conceituados do país, o Kagaya. Porém, no balneário existem muitas outras opções de hospedagem de boa qualidade e mais econômicos, como o Hotel Suzuka, onde me hospedei. Ele é de médio porte, tem quartos comuns - mas bem amplos -, e boas banheiras internas e externas com água termal natural. O jantar é farto, com os famosos frutos do mar da região e servido no próprio quarto.<br />
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O hotel também oferece o translado até o porto Kodagyoko para quem quiser participar da atividade “Iruka Watching”, passeio de barco para fazer observação de golfinhos no mar. Há 7 anos, um casal deles começou a viver numa pequena baía e foi procriando. Hoje existem 8 golfinhos no local e eles ficam sempre atraindo a atenção nadando na superfície da água e dando saltos. No verão também tem um serviço turístico de mergulho para ver os animais de dentro do mar.<br />
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Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
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<strong>Hotel Suzuka</strong> – A hospedagem é a partir de ¥ 10.500 por pessoa, com duas refeições. O preço varia conforme as opões escolhidas para o jantar. Tel.: (0767) 62-2420. Site em japonês: http://www.suzukasou.com/<br />
<strong>Associação de Turismo de Wakura Onsen</strong> - Site em japonês: http://www.wakura.or.jp/<br />
<strong>Observação de golfinho</strong> – Informações no hotel em que se hospedar ou na Associação de Turismo da ilha Notojima. Tel.: (0767) 84-1113. Site em japonês: http://www.city.nanao.lg.jp/notojima_kankou/<br />
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<!-- begin entry_info2 --><br />
A JAL tem vôos para o aeroporto de Komatsu a partir de Haneda (Tokyo) e Naha (Okinawa). Deste aeroporto parte ônibus com destino à estação Kanazawa da JR (percurso: 40 min.; tarifa: ¥ 1.100).<br />
	Para quem viaja de trem a estação Kanazawa também é a principal referência. Nela deve-se tomar um trem super express com destino a Wakura Onsen (percurso: 30 min.; tarifa: ¥ 2.220). Depois, até bairro de água termal, leva 5 minutos de táxi.<br />
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<!-- end entry_info2 -->]]></content>
	</entry>
	<entry>
		<title>Shirayone Senmaida, o arrozal que se tornou patrimônio cultural e paisagístico</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid89.html" />
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		<issued>2010-02-22T19:02:53+09:00</issued>
		<modified>2010-02-22T10:02:53Z</modified>
		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1541_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Várias famílias “metropolitanas” participam dos projetos de preservação da área&quot; title=&quot;Várias famílias “metropolitanas” participam dos projetos de preservação da área&quot; width=&quot;439&quot; height=&quot;292&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Esta reportagem foi feita em setembro de 2008.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em quase todo o Japão a paisagem da zona rural está se transformando drasticamente porque os campos estão deixando de ser cultivados e, no abandono, acabam virando matagais. Em especial os lugares de difícil acesso, onde não há possibilidade de se empregar grandes máquinas agrícolas, como as encostas dos morros. De tal maneira que pouco a pouco estamos vendo desaparecer os pitorescos &lt;em&gt;tanada&lt;/em&gt;, o arrozal em forma de “prateleiras”, símbolo paisagístico da Ásia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas em vários pontos do país estão acontecendo movimentos populares para preservar os maiores e mais famosos &lt;em&gt;tanada&lt;/em&gt;, a exemplo do Shirayone Senmaida, da cidade de Wajima, na península de Noto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1543_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Uma das paisagens mais bonitas da península de Noto é o arrozal em forma de “prateleira”. É raro esse estilo de plantação diante do mar&quot; title=&quot;Uma das paisagens mais bonitas da península de Noto é o arrozal em forma de “prateleira”. É raro esse estilo de plantação diante do mar&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;177&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; A palavra &lt;em&gt;senmaida&lt;/em&gt; pode ser traduzida literalmente como mil tabuleiros de plantação de arroz, mas ela, na verdade, se refere a um local onde existe um grande número de pequenos arrozais juntos, e que invariavelmente está na encosta de um morro ou montanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contudo, em Shirayone a palavra &lt;em&gt;senmaida&lt;/em&gt; exerce o seu significado literal pois esse &lt;em&gt;tanada&lt;/em&gt; tem exatamente 1.004 tabuleiros, aproveitando até os mínimos espaços disponíveis. Andando entres eles, eu vi alguns tão pequenos que não passavam do tamanho de uma banheira de &lt;em&gt;ofuro&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se pensarmos que esse &lt;em&gt;tanada&lt;/em&gt; foi feito em uma época que não existiam máquinas para escavar a encosta, só nos resta admirá-lo como uma fantástica obra humana e agradecer aos ancestrais pelo presente deixado para usufruto das gerações seguintes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Shirayone Senmaida, apesar de ser um campo agrícola, sempre foi uma das atrações turísticas da península de Noto e, em 2001, foi registrado como patrimônio cultural-paisagístico nacional. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1544_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Os projetos de preservação estimulam o intercâmbio entre os agricultores e as pessoas da cidade&quot; title=&quot;Os projetos de preservação estimulam o intercâmbio entre os agricultores e as pessoas da cidade&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;176&quot; align=&quot;left&quot; /&gt; &lt;strong&gt;Preservação do tanada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
A área total do Shirayone Senmaida é de 4 hectares e os donos são 13 famílias de agricultores que vivem nesse bairro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A senhora Michiko, que está na faixa dos 80 anos, é uma das proprietárias. A sua área compreende 110 &lt;em&gt;tanbo&lt;/em&gt; (o tabuleiro de plantação de arroz). Devido à idade avançada, não consegue mais trabalhar num terreno tão íngreme. Todos os outros donos estão na mesma situação e era para esse &lt;em&gt;tanada&lt;/em&gt; estar abandonado. Mas graças ao esforço de várias pessoas e entidades ele se mantêm preservado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há quinze anos, um grupo de 4 agricultores do bairro vizinho começou a ajudar, assumindo uma parte. A prefeitura da cidade e uma cooperativa agrícola também se encarregaram de outras áreas, e assim o arroz continuou sendo plantado até no &lt;em&gt;tanbo&lt;/em&gt; do tamanho de uma banheira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ponto que se destaca é que o movimento de preservação do Shirayone Senmaida abrange um grande número de pessoas, da região e de outras províncias. A prefeitura promove eventos na época da plantação e colheita, convidando estudantes das escolas locais. Também abre a participação para pessoas particulares ou grupos que se inscreverem antecipadamente. Até os turistas que chegarem no dia - e que se dispuserem a arregaçar as mangas - podem participar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já o grupo dos 4 agricultores se responsabiliza por um programa chamado Owner-seido. O sistema consiste em abrir inscrição a cada ano para as pessoas que quiserem assumir um &lt;em&gt;tanbo&lt;/em&gt;. O trabalho principal de preparação e manutenção é feito pelos agricultores e os participantes do projeto comparecem nos dias programados para plantar a muda do arroz, fazer a colheita, entre outras atividades. O preço é ¥ 20 mil anual, e cada inscrito ganha 10 quilos de arroz e outros produtos agrícolas da região.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste ano participaram do sistema de Owner-seido cerca de 130 pessoas. O interessante é que a maioria do membros mora nas grandes cidades de outras províncias e participa para ajudar a preservação. Mas o programa também não deixa de ser uma divertida modalidade de turismo rural, que pode ser feita junto com a família e amigos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Normalmente, a época de plantação das mudas de arroz no Shirayone Senmaida é em abril e a colheita, em setembro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1545_Foto8aMIOLO3A.JPG&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Os caranguejos do Mar do Japão são atrações na feira Wajima Asaichi&quot; title=&quot;Os caranguejos do Mar do Japão são atrações na feira Wajima Asaichi&quot; width=&quot;140&quot; height=&quot;200&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; &lt;strong&gt;Feira Wajima Asaichi&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
O arroz produzido na península de Noto é muito bem conceituado, considerado de excelente sabor, da mesma forma que os frutos do mar da região. Um ótimo local para conhecer e comprar as dádivas gastronômicas da península de Noto é a feira Wajima Asaichi. Ela acontece diariamente na parte da manhã no centro da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa feira é muito famosa - tem uma tradição de nada menos que mil anos - e também é uma das atrações turísticas da região. Os grandes destaques são as barracas que vendem os preciosos caranguejos &lt;em&gt;zuai&lt;/em&gt; e moluscos &lt;em&gt;awabi&lt;/em&gt; (abalone), estes são coletados por mergulhadoras na costa rochosa. Constantemente, a feira aparece em programas de televisão sobre turismo e gastronomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Shirayone Senmaida&lt;/strong&gt; – Telefone para contato: (0768) 23-1146. Site em japonês: http://www.city.wajima.ishikawa.jp/kankou/senmaida/index.html&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Wajima Asaichi&lt;/strong&gt; – Endereço: rua Honmachi-doori, também conhecida como Asaichi-doori. Horário: das 8h às 12h. Normalmente, não tem nos dias 10 e 25 de todos os meses, mas pode sofrer alteração. Site em japonês: http://www.honmachi.or.jp/&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Associação de Turismo de Wajima&lt;/strong&gt; - Site em japonês: http://www.wajimaonsen.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
        A JAL tem vôos para o aeroporto de Komatsu a partir de Haneda (Tokyo) e Naha (Okinawa). Deste aeroporto parte ônibus com destino à estação Kanazawa da JR (percurso: 40 min.; tarifa: ¥ 1.100).&lt;br /&gt;
	Na estação Kanazawa deve-se tomar um ônibus Wajima Tokkyu  e descer na parada Wajima Furattohoumu (percurso: 2 horas; tarifa: ¥ 2.200).&lt;br /&gt;
	Desse ponto até a rua onde acontece a feira leva 10 minutos a pé.&lt;br /&gt;
        Para ir ao Shirayone Senmaida pode-se tomar um ônibus da linha Machino, que parte do Wajima Furattohoumu, e descer na parada Shirayone (percurso: 20 min.; tarifa: ¥ 470).&lt;br /&gt;
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		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Turismo rural</dc:subject>
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<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1541_file.jpg" class="pict" alt="Várias famílias “metropolitanas” participam dos projetos de preservação da área" title="Várias famílias “metropolitanas” participam dos projetos de preservação da área" width="439" height="292" /><br />
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<em>Esta reportagem foi feita em setembro de 2008.</em><br />
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Em quase todo o Japão a paisagem da zona rural está se transformando drasticamente porque os campos estão deixando de ser cultivados e, no abandono, acabam virando matagais. Em especial os lugares de difícil acesso, onde não há possibilidade de se empregar grandes máquinas agrícolas, como as encostas dos morros. De tal maneira que pouco a pouco estamos vendo desaparecer os pitorescos <em>tanada</em>, o arrozal em forma de “prateleiras”, símbolo paisagístico da Ásia.<br />
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Mas em vários pontos do país estão acontecendo movimentos populares para preservar os maiores e mais famosos <em>tanada</em>, a exemplo do Shirayone Senmaida, da cidade de Wajima, na península de Noto.<br />
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<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1543_file.jpg" class="pict" alt="Uma das paisagens mais bonitas da península de Noto é o arrozal em forma de “prateleira”. É raro esse estilo de plantação diante do mar" title="Uma das paisagens mais bonitas da península de Noto é o arrozal em forma de “prateleira”. É raro esse estilo de plantação diante do mar" width="266" height="177" align="right" /> A palavra <em>senmaida</em> pode ser traduzida literalmente como mil tabuleiros de plantação de arroz, mas ela, na verdade, se refere a um local onde existe um grande número de pequenos arrozais juntos, e que invariavelmente está na encosta de um morro ou montanha.<br />
<br />
Contudo, em Shirayone a palavra <em>senmaida</em> exerce o seu significado literal pois esse <em>tanada</em> tem exatamente 1.004 tabuleiros, aproveitando até os mínimos espaços disponíveis. Andando entres eles, eu vi alguns tão pequenos que não passavam do tamanho de uma banheira de <em>ofuro</em>.<br />
<br />
Se pensarmos que esse <em>tanada</em> foi feito em uma época que não existiam máquinas para escavar a encosta, só nos resta admirá-lo como uma fantástica obra humana e agradecer aos ancestrais pelo presente deixado para usufruto das gerações seguintes.<br />
<br />
O Shirayone Senmaida, apesar de ser um campo agrícola, sempre foi uma das atrações turísticas da península de Noto e, em 2001, foi registrado como patrimônio cultural-paisagístico nacional. <br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1544_file.jpg" class="pict" alt="Os projetos de preservação estimulam o intercâmbio entre os agricultores e as pessoas da cidade" title="Os projetos de preservação estimulam o intercâmbio entre os agricultores e as pessoas da cidade" width="266" height="176" align="left" /> <strong>Preservação do tanada</strong><br />
A área total do Shirayone Senmaida é de 4 hectares e os donos são 13 famílias de agricultores que vivem nesse bairro.<br />
<br />
A senhora Michiko, que está na faixa dos 80 anos, é uma das proprietárias. A sua área compreende 110 <em>tanbo</em> (o tabuleiro de plantação de arroz). Devido à idade avançada, não consegue mais trabalhar num terreno tão íngreme. Todos os outros donos estão na mesma situação e era para esse <em>tanada</em> estar abandonado. Mas graças ao esforço de várias pessoas e entidades ele se mantêm preservado.<br />
<br />
Há quinze anos, um grupo de 4 agricultores do bairro vizinho começou a ajudar, assumindo uma parte. A prefeitura da cidade e uma cooperativa agrícola também se encarregaram de outras áreas, e assim o arroz continuou sendo plantado até no <em>tanbo</em> do tamanho de uma banheira.<br />
<br />
O ponto que se destaca é que o movimento de preservação do Shirayone Senmaida abrange um grande número de pessoas, da região e de outras províncias. A prefeitura promove eventos na época da plantação e colheita, convidando estudantes das escolas locais. Também abre a participação para pessoas particulares ou grupos que se inscreverem antecipadamente. Até os turistas que chegarem no dia - e que se dispuserem a arregaçar as mangas - podem participar.<br />
<br />
Já o grupo dos 4 agricultores se responsabiliza por um programa chamado Owner-seido. O sistema consiste em abrir inscrição a cada ano para as pessoas que quiserem assumir um <em>tanbo</em>. O trabalho principal de preparação e manutenção é feito pelos agricultores e os participantes do projeto comparecem nos dias programados para plantar a muda do arroz, fazer a colheita, entre outras atividades. O preço é ¥ 20 mil anual, e cada inscrito ganha 10 quilos de arroz e outros produtos agrícolas da região.<br />
<br />
Neste ano participaram do sistema de Owner-seido cerca de 130 pessoas. O interessante é que a maioria do membros mora nas grandes cidades de outras províncias e participa para ajudar a preservação. Mas o programa também não deixa de ser uma divertida modalidade de turismo rural, que pode ser feita junto com a família e amigos.<br />
<br />
Normalmente, a época de plantação das mudas de arroz no Shirayone Senmaida é em abril e a colheita, em setembro.<br />
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<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1545_Foto8aMIOLO3A.JPG" class="pict" alt="Os caranguejos do Mar do Japão são atrações na feira Wajima Asaichi" title="Os caranguejos do Mar do Japão são atrações na feira Wajima Asaichi" width="140" height="200" align="right" /> <strong>Feira Wajima Asaichi</strong><br />
O arroz produzido na península de Noto é muito bem conceituado, considerado de excelente sabor, da mesma forma que os frutos do mar da região. Um ótimo local para conhecer e comprar as dádivas gastronômicas da península de Noto é a feira Wajima Asaichi. Ela acontece diariamente na parte da manhã no centro da cidade.<br />
<br />
Essa feira é muito famosa - tem uma tradição de nada menos que mil anos - e também é uma das atrações turísticas da região. Os grandes destaques são as barracas que vendem os preciosos caranguejos <em>zuai</em> e moluscos <em>awabi</em> (abalone), estes são coletados por mergulhadoras na costa rochosa. Constantemente, a feira aparece em programas de televisão sobre turismo e gastronomia.<br />
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Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
<br />
<!-- end entry_body --><br />
<br />
<!-- begin entry_info1 --><br />
<strong>Shirayone Senmaida</strong> – Telefone para contato: (0768) 23-1146. Site em japonês: http://www.city.wajima.ishikawa.jp/kankou/senmaida/index.html<br />
<strong>Wajima Asaichi</strong> – Endereço: rua Honmachi-doori, também conhecida como Asaichi-doori. Horário: das 8h às 12h. Normalmente, não tem nos dias 10 e 25 de todos os meses, mas pode sofrer alteração. Site em japonês: http://www.honmachi.or.jp/<br />
<strong>Associação de Turismo de Wajima</strong> - Site em japonês: http://www.wajimaonsen.com/<br />
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        A JAL tem vôos para o aeroporto de Komatsu a partir de Haneda (Tokyo) e Naha (Okinawa). Deste aeroporto parte ônibus com destino à estação Kanazawa da JR (percurso: 40 min.; tarifa: ¥ 1.100).<br />
	Na estação Kanazawa deve-se tomar um ônibus Wajima Tokkyu  e descer na parada Wajima Furattohoumu (percurso: 2 horas; tarifa: ¥ 2.200).<br />
	Desse ponto até a rua onde acontece a feira leva 10 minutos a pé.<br />
        Para ir ao Shirayone Senmaida pode-se tomar um ônibus da linha Machino, que parte do Wajima Furattohoumu, e descer na parada Shirayone (percurso: 20 min.; tarifa: ¥ 470).<br />
<!-- end entry_info2 -->]]></content>
	</entry>
	<entry>
		<title>Wajima-nuri, a excelência da laca japonesa</title>
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		<issued>2010-02-19T18:07:26+09:00</issued>
		<modified>2010-02-19T09:07:26Z</modified>
		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1514_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;As peças de wajiima-nuri são esculpidas na madeira com paredes bem finas e o revestimento de laca fica liso e brilhante&quot; title=&quot;As peças de wajiima-nuri são esculpidas na madeira com paredes bem finas e o revestimento de laca fica liso e brilhante&quot; width=&quot;439&quot; height=&quot;292&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Esta reportagem foi feita em setembro de 2008.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao visitar a cidade de Wajima e conhecer as lojas e ateliês de artesanato de laca produzido nessa região, lembrei que tinha muitas peças decorativas e utensílios parecidos na casa do meu avô, lá no Brasil. Mas, eu não sei dizer se elas eram realmente de laca genuína. Porque aprendi nessa viagem que existe uma grande produção de artigos feitos de plástico imitando esse estilo e que são vendidos nas lojas de departamentos e até nos supermercados nipônicos. A mais comum é a tigela de cor preta e vermelha onde normalmente se coloca o &lt;em&gt;misoshiru&lt;/em&gt;, e que tem em quase todas as casas japonesas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1517_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Arquitetura típica no centro da cidade. Lojas de wajima-nuri funcionam no térreo dessas edificações &quot; title=&quot;Arquitetura típica no centro da cidade. Lojas de wajima-nuri funcionam no térreo dessas edificações &quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;177&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; Além das lojas e ateliês, também fui a um restaurante e a uma cafeteria que servem a comida em utensílios de laca. Pude manuseá-los à vontade. Realmente, existe uma grande diferença, comparando com os feitos de plástico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O &lt;em&gt;wajima-nuri&lt;/em&gt;, como é chamado o artesanato de laca da região, se ajusta à mão transmitindo uma sensação terna e de realmente ter sido confeccionado com materiais retirados da natureza. As peças são gostosas de se tocar e podem proporcionar um prazer ainda maior na hora da refeição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Desde a pré-história&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
A laca é uma resina natural meio transparente, chamada de &lt;em&gt;urushi&lt;/em&gt;, retirada de espécies de árvores originárias do extremo oriente. Além do Japão, a China e a Índia têm longa tradição na sua utilização como verniz, acrescentando pigmentos ou não, para revestir objetos de madeira, de bambu e outros. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em vários lugares do Japão se produz o artesanato de laca, contudo, as peças mais conceituadas dentro do próprio país são as de Wajima. O clima da região, sobretudo a elevada umidade do ar, colabora para que o urushi atinja um alto grau de resistência e durabilidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1518_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Existem diversos estilos de decoração tradicional. Alguns usam o ouro em folha ou em pó.&quot; title=&quot;Existem diversos estilos de decoração tradicional. Alguns usam o ouro em folha ou em pó.&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;176&quot; align=&quot;left&quot; /&gt; Esse artesanato em Wajima tem uma tradição de 500 anos, mas desde a pré-história o &lt;em&gt;urushi&lt;/em&gt; já vinha sendo utilizado. O objeto revestido com laca mais antigo do Japão foi um pente feito a 6.800 anos. A ruína arqueológica onde ele foi encontrado situa-se justamente na península de Noto, na atual cidade de Nanao, vizinha de Wajima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Ateliês e lojas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Uma peça de wajima-nuri pode levar meses ou mesmo um ano para ser concluída. Depois de ser esculpida na madeira, recebe dezenas de camadas de laca. Cada camada é lixada após secar. Até chegar ao acabamento final, ela pode passar pelas mãos de vários artesãos. Devido à necessidade de alta especialização em cada etapa, não há nenhum profissional que domine todo o processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O melhor lugar da cidade para conhecer profundamente esse requintado artesanato é o Wajima Kōbō Nagaya. Nele existe um conjunto de ateliês, onde pode-se ver as peças passando por alguns dos processos de produção, e lojas com diversos tipos de wajima-nuri, com designs clássicos e modernos. Nesse mesmo local também funciona um restaurante que serve a comida em utensílios de laca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cafeteria Wafuan também é imperdivel. Ela funciona no segundo piso da loja de doce Nakauraya. Além dos utensílios, até os móveis são revestidos de laca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na cidade também tem onsen e ótima pousadas com banho de água termal natural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1520_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Grupo Gojinjo Daiko. os monstros tocadores de tambor&quot; title=&quot;Grupo Gojinjo Daiko. os monstros tocadores de tambor&quot; width=&quot;133&quot; height=&quot;200&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; &lt;strong&gt;Monstros Tocadores de tambor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Um outro destaque cultural da península de Noto é o grupo Gojinjo Daiko. Ele existe desde 1576 e a história da sua criação é muito interessante. Nesse ano, a península de Noto estava sendo atacada por navios de um feudo vizinho. Os moradores do povoado Nabune avistaram os inimigos se aproximando, mas não tinham armas para se defender. Então, confeccionaram máscaras de monstros, pegaram algas no mar e usaram como se fosse uma medonha cabeleira. Depois foram até à praia e passaram a tocar tambores com ritmo e movimentos vigorosos. Os invasores se assustaram com a fantasmagórica visão e fugiram.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde então o grupo continuou com a performance, passando-a de geração a geração. Atualmente, ele faz apresentações regulares para os turistas na cidade de Wajima. Entre os membros têm vários que são artesãos de &lt;em&gt;wajima-nuri&lt;/em&gt;. Vale a pena conferir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Wajima Kōbō Nagaya&lt;/strong&gt; – Endereço: Wajima-shi, Kawai-machi 4-66-1. Fica no centro antigo da cidade. Entrada gratuita. Funcionamento: das 9h às 18h. De novembro a fevereiro, até 17h. Fecha nas quartas-feiras. A visita aos ateliês é das 10h às 16h. Tel.: (0768) 23-0011. Site em japonês: http://ringisland.jp/nagaya/&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Loja Nakauraya&lt;/strong&gt; – Wajima-shi, Kawai-machi, Waichi 4-BU-97. A cafeteria Wafuan fica na sobreloja. Das 9h às 17h. Tel.: (0768) 22-0131. Site em japonês: http://www.ysn.am/&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Gojinjo Daiko&lt;/strong&gt; – Informações sobre dia e horário das apresentações na Wajima Furattohoumo. Tel.: (0768) 22-1503. Ou no site do grupo: http://www.gojinjodaiko.jp/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
A JAL tem vôos para o aeroporto de Komatsu a partir de Haneda (Tokyo) e Naha (Okinawa). Deste aeroporto parte ônibus com destino à estação Kanazawa da JR (percurso: 40 min.; tarifa: ¥ 1.100).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da estação de trem Kanazawa deve-se tomar um ônibus Wajima Tokkyu e descer na parada Wajima Furattohoumu (percurso: 2 horas; tarifa: ¥ 2.200). Os locais citados na matéria ficam a cerca de 5 minutos a pé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info2 --&gt;</summary>
		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Arte/Artesanato</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<!-- begin entry_body --><br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1514_file.jpg" class="pict" alt="As peças de wajiima-nuri são esculpidas na madeira com paredes bem finas e o revestimento de laca fica liso e brilhante" title="As peças de wajiima-nuri são esculpidas na madeira com paredes bem finas e o revestimento de laca fica liso e brilhante" width="439" height="292" /><br />
<br />
<em>Esta reportagem foi feita em setembro de 2008.</em> <br />
<br />
Ao visitar a cidade de Wajima e conhecer as lojas e ateliês de artesanato de laca produzido nessa região, lembrei que tinha muitas peças decorativas e utensílios parecidos na casa do meu avô, lá no Brasil. Mas, eu não sei dizer se elas eram realmente de laca genuína. Porque aprendi nessa viagem que existe uma grande produção de artigos feitos de plástico imitando esse estilo e que são vendidos nas lojas de departamentos e até nos supermercados nipônicos. A mais comum é a tigela de cor preta e vermelha onde normalmente se coloca o <em>misoshiru</em>, e que tem em quase todas as casas japonesas.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1517_file.jpg" class="pict" alt="Arquitetura típica no centro da cidade. Lojas de wajima-nuri funcionam no térreo dessas edificações " title="Arquitetura típica no centro da cidade. Lojas de wajima-nuri funcionam no térreo dessas edificações " width="266" height="177" align="right" /> Além das lojas e ateliês, também fui a um restaurante e a uma cafeteria que servem a comida em utensílios de laca. Pude manuseá-los à vontade. Realmente, existe uma grande diferença, comparando com os feitos de plástico.<br />
<br />
O <em>wajima-nuri</em>, como é chamado o artesanato de laca da região, se ajusta à mão transmitindo uma sensação terna e de realmente ter sido confeccionado com materiais retirados da natureza. As peças são gostosas de se tocar e podem proporcionar um prazer ainda maior na hora da refeição.<br />
<br />
<strong>Desde a pré-história</strong><br />
A laca é uma resina natural meio transparente, chamada de <em>urushi</em>, retirada de espécies de árvores originárias do extremo oriente. Além do Japão, a China e a Índia têm longa tradição na sua utilização como verniz, acrescentando pigmentos ou não, para revestir objetos de madeira, de bambu e outros. <br />
<br />
Em vários lugares do Japão se produz o artesanato de laca, contudo, as peças mais conceituadas dentro do próprio país são as de Wajima. O clima da região, sobretudo a elevada umidade do ar, colabora para que o urushi atinja um alto grau de resistência e durabilidade.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1518_file.jpg" class="pict" alt="Existem diversos estilos de decoração tradicional. Alguns usam o ouro em folha ou em pó." title="Existem diversos estilos de decoração tradicional. Alguns usam o ouro em folha ou em pó." width="266" height="176" align="left" /> Esse artesanato em Wajima tem uma tradição de 500 anos, mas desde a pré-história o <em>urushi</em> já vinha sendo utilizado. O objeto revestido com laca mais antigo do Japão foi um pente feito a 6.800 anos. A ruína arqueológica onde ele foi encontrado situa-se justamente na península de Noto, na atual cidade de Nanao, vizinha de Wajima.<br />
<br />
<strong>Ateliês e lojas</strong><br />
Uma peça de wajima-nuri pode levar meses ou mesmo um ano para ser concluída. Depois de ser esculpida na madeira, recebe dezenas de camadas de laca. Cada camada é lixada após secar. Até chegar ao acabamento final, ela pode passar pelas mãos de vários artesãos. Devido à necessidade de alta especialização em cada etapa, não há nenhum profissional que domine todo o processo.<br />
<br />
O melhor lugar da cidade para conhecer profundamente esse requintado artesanato é o Wajima Kōbō Nagaya. Nele existe um conjunto de ateliês, onde pode-se ver as peças passando por alguns dos processos de produção, e lojas com diversos tipos de wajima-nuri, com designs clássicos e modernos. Nesse mesmo local também funciona um restaurante que serve a comida em utensílios de laca.<br />
<br />
A cafeteria Wafuan também é imperdivel. Ela funciona no segundo piso da loja de doce Nakauraya. Além dos utensílios, até os móveis são revestidos de laca.<br />
<br />
Na cidade também tem onsen e ótima pousadas com banho de água termal natural.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1520_file.jpg" class="pict" alt="Grupo Gojinjo Daiko. os monstros tocadores de tambor" title="Grupo Gojinjo Daiko. os monstros tocadores de tambor" width="133" height="200" align="right" /> <strong>Monstros Tocadores de tambor</strong><br />
Um outro destaque cultural da península de Noto é o grupo Gojinjo Daiko. Ele existe desde 1576 e a história da sua criação é muito interessante. Nesse ano, a península de Noto estava sendo atacada por navios de um feudo vizinho. Os moradores do povoado Nabune avistaram os inimigos se aproximando, mas não tinham armas para se defender. Então, confeccionaram máscaras de monstros, pegaram algas no mar e usaram como se fosse uma medonha cabeleira. Depois foram até à praia e passaram a tocar tambores com ritmo e movimentos vigorosos. Os invasores se assustaram com a fantasmagórica visão e fugiram.<br />
<br />
Desde então o grupo continuou com a performance, passando-a de geração a geração. Atualmente, ele faz apresentações regulares para os turistas na cidade de Wajima. Entre os membros têm vários que são artesãos de <em>wajima-nuri</em>. Vale a pena conferir.<br />
<br />
Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
<!-- end entry_body --><br />
<br />
<!-- begin entry_info1 --><br />
<strong>Wajima Kōbō Nagaya</strong> – Endereço: Wajima-shi, Kawai-machi 4-66-1. Fica no centro antigo da cidade. Entrada gratuita. Funcionamento: das 9h às 18h. De novembro a fevereiro, até 17h. Fecha nas quartas-feiras. A visita aos ateliês é das 10h às 16h. Tel.: (0768) 23-0011. Site em japonês: http://ringisland.jp/nagaya/<br />
<strong>Loja Nakauraya</strong> – Wajima-shi, Kawai-machi, Waichi 4-BU-97. A cafeteria Wafuan fica na sobreloja. Das 9h às 17h. Tel.: (0768) 22-0131. Site em japonês: http://www.ysn.am/<br />
<strong>Gojinjo Daiko</strong> – Informações sobre dia e horário das apresentações na Wajima Furattohoumo. Tel.: (0768) 22-1503. Ou no site do grupo: http://www.gojinjodaiko.jp/<br />
<br />
<!-- end entry_info1 --><br />
<br />
<!-- begin entry_info2 --><br />
A JAL tem vôos para o aeroporto de Komatsu a partir de Haneda (Tokyo) e Naha (Okinawa). Deste aeroporto parte ônibus com destino à estação Kanazawa da JR (percurso: 40 min.; tarifa: ¥ 1.100).<br />
<br />
<br />
Da estação de trem Kanazawa deve-se tomar um ônibus Wajima Tokkyu e descer na parada Wajima Furattohoumu (percurso: 2 horas; tarifa: ¥ 2.200). Os locais citados na matéria ficam a cerca de 5 minutos a pé.<br />
<br />
<!-- end entry_info2 -->]]></content>
	</entry>
	<entry>
		<title>&quot;Parthenon&quot; subterrâneo, a tecnologia japonesa antienchente</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid87.html" />
		<id>http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid87.html</id>
		<issued>2010-02-15T21:10:22+09:00</issued>
		<modified>2010-02-15T12:10:22Z</modified>
		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1498_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Os visitantes do museu Ryukyu-kan fazem passeio no colossal tanque subterrâneo apelidado de “Parthenon”&quot; title=&quot;Os visitantes do museu Ryukyu-kan fazem passeio no colossal tanque subterrâneo apelidado de “Parthenon”&quot; width=&quot;439&quot; height=&quot;292&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A impressão que tenho, seguindo as manchetes dos jornais, é que as enchentes que ocorrem no verão em São Paulo estão ficando cada ano mais catastróficas. O que me despertou a curiosidade de saber como a extensa área metropolitana de Tokyo lida com esse relevante enclave urbano. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Descobri que na cidade de Kasukabe (Saitama) tem um local onde se pode fazer “turismo” para conhecer a tecnologia japonesa mais avançada antienchente. É uma espécie de centro de visitação e museu chamado Ryukyu-kan. Ele funciona no prédio da estação de regulagem do fluxo de água pluvial, que é captada e armazenada em canais e tanques subterrâneos. É o maior sistema de drenagem do mundo desse tipo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1499_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Antes do passeio, a guia explica detalhes do sistema de drenagem &quot; title=&quot;Antes do passeio, a guia explica detalhes do sistema de drenagem &quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;176&quot; align=&quot;left&quot; /&gt; Depois da explicação sobre o funcionamento do sistema através de audiovisuais, os visitantes são levados ao interior do tanque apelidado de “Parthenon”. Para mim, pareceu mais uma paisagem de ficção científica do que o célebre templo grego.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da estação de drenagem não estar em local de acesso muito fácil, é grande o número de pessoas que participam do inusitado tour. A reserva deve ser feita com boa antecedência. Os “passeios” são realizados de terça-feira a sexta-feira, em três horários diários. A duração é de 90 minutos e é gratuito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Fundo do prato&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Na região de Kasukabe, as enchentes ficaram cada vez mais graves à medida que os arrozais e brejos foram sendo aterrados por causa da expansão da área metropolitana em volta de Tokyo. O agravante é que esse local fica num nível abaixo dos rios, como se fosse o fundo de um prato. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os tabuleiros de arroz eram verdadeiros reservatórios e, sem eles, a água das tempestades - principalmente quando passava um furacão - só podia se acumular sobre o concreto e asfalto, alagando ruas e casas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1502_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Os visitantes observando o rio Edogawa, do alto do prédio do Ryukyu-kan&quot; title=&quot;Os visitantes observando o rio Edogawa, do alto do prédio do Ryukyu-kan&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;176&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; O projeto de construção do maior sistema subterrâneo de drenagem do mundo teve início em 1993, começou a funcionar parcialmente em 2002 e foi concluído em 2007. Ele inclui um canal com 6.3 quilômetros de extensão, cinco tanques gigantescos e o “Parthenon”, que é o último estágio do sistema, onde ficam as quatro bombas - movidas a turbina de avião - que elevam a água até o rio Edogawa, vizinho à estação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Cenário futurista&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Esse tour do Ryukyu-kan é imperdível para quem gosta de conhecer mega projetos da engenharia. Eu acabei dando uma viajada na maionese e imaginei que caso o ser humano construir colônias em planetas inabitáveis, talvez tenha que viver em locais como o “Parthenon”. Ou se uma guerra atômica mundial obrigar a construção de cidades subterrâneas, elas também teriam esse aspecto. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas não foi só a minha cabecinha delirante que pensou assim. Fotos expostas no centro de visitação mostram que o “Parthenon” tem sido requisitado para servir como cenário de novelas, seriados de tevê, comerciais e até para clipe de músicos, aproveitando o ambiente de ficção científica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1503_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Cada pilar do “Parthenon” pesa 500 toneladas&quot; title=&quot;Cada pilar do “Parthenon” pesa 500 toneladas&quot; width=&quot;133&quot; height=&quot;200&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; &lt;strong&gt;Medidas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
- O nome da estação em inglês é Metropolitan Area Outer Underground Discharge Channel (em tradução livre, Canal de Drenagem Subterrâneo da Periferia da Área Metropolitana).&lt;br /&gt;
- O canal mede 6.3 quilômetro de extensão, cerca de 10 metros de diâmetro e fica na profundidade de 50 metros.&lt;br /&gt;
- Os tanques cilíndricos variam de 15 a 31 metros de diâmetro, com profundidade entre 63 e 71 metros.&lt;br /&gt;
- O “Parthenon” tem 177 metros de comprimento por 78 metros de largura. A altura é de 25 metros. Conta com um total de 59 colunas.&lt;br /&gt;
- O sistema de reservatórios tem capacidade total de 670 mil metros cúbicos de água.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
Museu Ryukyu-kan – Horário: 9h30 às 16h30. Fecha nas segundas-feiras. Entrada grátis. Endereço: Kasukabe-shi, Kamikanasaki, 720. Tel.: (048) 746-0748. Site: http://www.ktr.mlit.go.jp/edogawa/project/g-cans/frame_index.html&lt;br /&gt;
Tour – Horários: das 10h às 11h30, das 13h às 14h30 e das 15h às 16h30, das terças-feiras às sextas-feiras. Capacidade: 20 pessoas para cada turma. Grátis. Deve-se fazer reserva com antecipação de mais de uma semana. Informação em inglês sobre o tour e a reserva: http://www.ktr.mlit.go.jp/edogawa/project/g-cans/frame_index.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
O centro de visitação e museu Museu Ryukyu-kan fica a 7 min. de carro da estação de trem Minamisakurai, da linha Tobu Noda-sen.&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info2 --&gt;</summary>
		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Modernidade</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<!-- begin entry_body --><br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1498_file.jpg" class="pict" alt="Os visitantes do museu Ryukyu-kan fazem passeio no colossal tanque subterrâneo apelidado de “Parthenon”" title="Os visitantes do museu Ryukyu-kan fazem passeio no colossal tanque subterrâneo apelidado de “Parthenon”" width="439" height="292" /><br />
<br />
A impressão que tenho, seguindo as manchetes dos jornais, é que as enchentes que ocorrem no verão em São Paulo estão ficando cada ano mais catastróficas. O que me despertou a curiosidade de saber como a extensa área metropolitana de Tokyo lida com esse relevante enclave urbano. <br />
<br />
Descobri que na cidade de Kasukabe (Saitama) tem um local onde se pode fazer “turismo” para conhecer a tecnologia japonesa mais avançada antienchente. É uma espécie de centro de visitação e museu chamado Ryukyu-kan. Ele funciona no prédio da estação de regulagem do fluxo de água pluvial, que é captada e armazenada em canais e tanques subterrâneos. É o maior sistema de drenagem do mundo desse tipo. <br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1499_file.jpg" class="pict" alt="Antes do passeio, a guia explica detalhes do sistema de drenagem " title="Antes do passeio, a guia explica detalhes do sistema de drenagem " width="266" height="176" align="left" /> Depois da explicação sobre o funcionamento do sistema através de audiovisuais, os visitantes são levados ao interior do tanque apelidado de “Parthenon”. Para mim, pareceu mais uma paisagem de ficção científica do que o célebre templo grego.<br />
<br />
Apesar da estação de drenagem não estar em local de acesso muito fácil, é grande o número de pessoas que participam do inusitado tour. A reserva deve ser feita com boa antecedência. Os “passeios” são realizados de terça-feira a sexta-feira, em três horários diários. A duração é de 90 minutos e é gratuito.<br />
<br />
<strong>Fundo do prato</strong><br />
Na região de Kasukabe, as enchentes ficaram cada vez mais graves à medida que os arrozais e brejos foram sendo aterrados por causa da expansão da área metropolitana em volta de Tokyo. O agravante é que esse local fica num nível abaixo dos rios, como se fosse o fundo de um prato. <br />
<br />
Os tabuleiros de arroz eram verdadeiros reservatórios e, sem eles, a água das tempestades - principalmente quando passava um furacão - só podia se acumular sobre o concreto e asfalto, alagando ruas e casas.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1502_file.jpg" class="pict" alt="Os visitantes observando o rio Edogawa, do alto do prédio do Ryukyu-kan" title="Os visitantes observando o rio Edogawa, do alto do prédio do Ryukyu-kan" width="266" height="176" align="right" /> O projeto de construção do maior sistema subterrâneo de drenagem do mundo teve início em 1993, começou a funcionar parcialmente em 2002 e foi concluído em 2007. Ele inclui um canal com 6.3 quilômetros de extensão, cinco tanques gigantescos e o “Parthenon”, que é o último estágio do sistema, onde ficam as quatro bombas - movidas a turbina de avião - que elevam a água até o rio Edogawa, vizinho à estação.<br />
<br />
<strong>Cenário futurista</strong><br />
Esse tour do Ryukyu-kan é imperdível para quem gosta de conhecer mega projetos da engenharia. Eu acabei dando uma viajada na maionese e imaginei que caso o ser humano construir colônias em planetas inabitáveis, talvez tenha que viver em locais como o “Parthenon”. Ou se uma guerra atômica mundial obrigar a construção de cidades subterrâneas, elas também teriam esse aspecto. <br />
<br />
Mas não foi só a minha cabecinha delirante que pensou assim. Fotos expostas no centro de visitação mostram que o “Parthenon” tem sido requisitado para servir como cenário de novelas, seriados de tevê, comerciais e até para clipe de músicos, aproveitando o ambiente de ficção científica.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1503_file.jpg" class="pict" alt="Cada pilar do “Parthenon” pesa 500 toneladas" title="Cada pilar do “Parthenon” pesa 500 toneladas" width="133" height="200" align="right" /> <strong>Medidas</strong><br />
- O nome da estação em inglês é Metropolitan Area Outer Underground Discharge Channel (em tradução livre, Canal de Drenagem Subterrâneo da Periferia da Área Metropolitana).<br />
- O canal mede 6.3 quilômetro de extensão, cerca de 10 metros de diâmetro e fica na profundidade de 50 metros.<br />
- Os tanques cilíndricos variam de 15 a 31 metros de diâmetro, com profundidade entre 63 e 71 metros.<br />
- O “Parthenon” tem 177 metros de comprimento por 78 metros de largura. A altura é de 25 metros. Conta com um total de 59 colunas.<br />
- O sistema de reservatórios tem capacidade total de 670 mil metros cúbicos de água.<br />
<br />
Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
<br />
<!-- end entry_body --><br />
<br />
<!-- begin entry_info1 --><br />
Museu Ryukyu-kan – Horário: 9h30 às 16h30. Fecha nas segundas-feiras. Entrada grátis. Endereço: Kasukabe-shi, Kamikanasaki, 720. Tel.: (048) 746-0748. Site: http://www.ktr.mlit.go.jp/edogawa/project/g-cans/frame_index.html<br />
Tour – Horários: das 10h às 11h30, das 13h às 14h30 e das 15h às 16h30, das terças-feiras às sextas-feiras. Capacidade: 20 pessoas para cada turma. Grátis. Deve-se fazer reserva com antecipação de mais de uma semana. Informação em inglês sobre o tour e a reserva: http://www.ktr.mlit.go.jp/edogawa/project/g-cans/frame_index.html<br />
<br />
<!-- end entry_info1 --><br />
<br />
<!-- begin entry_info2 --><br />
O centro de visitação e museu Museu Ryukyu-kan fica a 7 min. de carro da estação de trem Minamisakurai, da linha Tobu Noda-sen.<br />
<!-- end entry_info2 -->]]></content>
	</entry>
	<entry>
		<title>Vowz Bar, um boteco de monges budistas</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid86.html" />
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		<issued>2010-02-12T18:19:32+09:00</issued>
		<modified>2010-02-12T09:19:32Z</modified>
		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1474_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;O monge Yoshinobu Fujioka preparando um dos exóticos coquetéis da casa&quot; title=&quot;O monge Yoshinobu Fujioka preparando um dos exóticos coquetéis da casa&quot; width=&quot;439&quot; height=&quot;292&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Monges podem ter bar e servir bebida alcoólica para as pessoas? A religião permite? Eu fui pessoalmente saber qual é a real do grupo de budistas de linhas tradicionais japonesas que tem um boteco em plena Tokyo e que está na pauta da mídia japonesa e estrangeira no momento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No bairro de Yotsuya, numa rua estreita povoada por barzinhos, encontrei a placa do Vowz Bar - lê-se Bōzu Bar - na parede de um prédio meio velho, de poucos andares. Subi ao segundo piso e entrei. Na primeira olhadela geral, parecia um típico &lt;em&gt;nomiya&lt;/em&gt; (boteco japonês) como outro qualquer, com cadeiras em torno de um balcão e mesinhas ocupando o resto do espaço. Depois, comecei a perceber pequenos altares, estatuetas e gravuras sacras na parede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Me apresentei ao careca atrás do balcão e disse que era brasileiro. Quase caí da cadeira quando ele respondeu – &lt;em&gt;Boa noite. Muito prazer.&lt;/em&gt; Exatamente assim, em português! Depois, se desculpou porque já tinha esquecido o português que aprendera e continuou a conversa com o próprio idioma japa. Me explicou que há cinco anos foi ao Brasil. Morou em São Paulo e trabalhou no templo Nishi Hongan-ji durante quatro meses. Seu nome é Yoshinobu Fujioka, 33, monge da linha budista Jōdo Shinshū e gerente do Vowz Bar desde que foi inaugurado, em 2000. Além dele, se revezam no boteco mais dois monges e uma noviça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1475_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;A filosofia budista está presente até nos coquetéis originais da casa&quot; title=&quot;A filosofia budista está presente até nos coquetéis originais&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;176&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; &lt;strong&gt;Aonde o povo está&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Abri o menu. Não consegui segurar a gargalhada quando li o nome dos coquetéis. Pedi logo três de uma vez, para comparar: 1- &lt;em&gt;gokuraku jōdo &lt;/em&gt;(Paraíso da Terra Pura), tinha um colorido &lt;em&gt;dégradé&lt;/em&gt; e sabor adocicado; 2- &lt;em&gt;aiyoku-jigoku &lt;/em&gt;(inferno do desejo carnal), um pouco espumante, vermelhão, meio doce e meio amargo; 3- &lt;em&gt;mugen-jigoku&lt;/em&gt; (inferno eterno), cor preta e amargo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre goles de inferno e paraíso, comecei a interrogar o monge Fujioka. Ele me explicou que o primeiro Vowz Bar foi inaugurado em Osaka (funcionou de 1992 a 2007), depois veio este de Yotsuya (2000) e mais um outro no bairro de Nakano, em Tokyo (2005). O objetivo é cumprir a promessa que os monges da sua linha fazem - o de estar sempre no meio do povo transmitindo o budismo. Por isso, o nome do bar em alfabeto é a palavra inglesa &lt;em&gt;vow&lt;/em&gt; (voto, promessa) acrescida do ‘z’. Na pronúncia japonesa vira &lt;em&gt;bōzu&lt;/em&gt; (monge), que também é o nome em ideogramas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1476_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;O monge Taguchi é deficiente visual. Ele recita sutras diante do altar&quot; title=&quot;O monge Taguchi é deficiente visual. Ele recita sutras diante do altar&quot; width=&quot;133&quot; height=&quot;200&quot; align=&quot;left&quot; /&gt; Antigamente, os templos eram como centros comunitários e o contato com os monges era direto e cotidiano. Hoje em dia, não é mais assim, surgiram certas barreiras e distanciamentos. Por isso, existe um movimento dos religiosos de vários templos no Japão para tentar retomar esse antigo relacionamento. A criação do bar foi uma das idéias de maior êxito. “Qualquer um pode vir aqui e sentir-se à vontade até para desabafar e conversar sobre os seus problemas. O budismo serve para isso, para ajudar as pessoas a encontrar um caminho mais relaxado e feliz de viver”, disse Fujioka.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pedi um exemplo do ensinamento budista que ele acha importante para a atualidade. “Buda identificou os sofrimentos que impedem o ser humano de ser feliz e indicou o caminho para entendê-los e superá-los. É uma filosofia que se aplica até hoje. Por exemplo, todas as pessoas sentem inveja. É normal. Contudo, ao invés de ficar nutrindo ódio por certo alguém que tem ou faz algo que você inveja, é melhor identificar e assumir o que lhe causa o sofrimento. E usar esse sentimento positivamente, como energia para você ter mais força para alcançar o seu objetivo. A outra pessoa, na verdade, está sendo referência para lhe indicar um caminho e você deveria ser grato por isso, em vez de odiar ou alimentar rivalidade. O paraíso ou inferno é aqui e agora, você que escolhe onde quer estar”, ensinou o monge.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1477_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;No balcão as conversas são animadas, como num encontro de amigos&quot; title=&quot;No balcão as conversas são animadas, como num encontro de amigos&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;176&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; &lt;strong&gt;Diversidade e descontração&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Um homem na faixa dos 50 anos entrou no bar. Foi até o fundo onde se encontra um altar. Acendeu um incenso. Tocou um sino e rezou de mãos postadas. Veio até o balcão, sentou ao meu lado e pediu um chope.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois que atendeu o freguês, perguntei a Fujioka se não é uma transgressão religiosa um monge budista servir bebida? “Eu pertenço à escola Jōdo Shinshū. Não existem dogmas rígidos comparando com outras linhas. Aqui no bar as pessoas se relaxam com a bebida e acabam se abrindo, desabafando e conversando mais descontraídas”, afirmou o monge. “Um dos problemas no Japão, atualmente, é a dificuldade das pessoas se comunicarem. Muitos jovens não tem amigos, não têm com quem conversar abertamente. Então, o bar pode ser um ponto de encontro, um lugar para se chegar sem compromisso, apenas para beber. Mas sempre vai ter alguém aqui para ouvir”, acrescentou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lá pelas nove da noite o balcão ficou lotado. Esse é o horário que os bebuns assíduos costumam bater ponto. Me pareceu que era um grupo de amigos se encontrando. Homens e mulheres que chegaram sozinhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As conversas também eram variadas, não apenas sobre religião. Um dos últimos a entrar falou que foi assistir a uma corrida de barco e se deu mal nas apostas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu fiquei impressionado com a diversidade e a descontração das pessoas que frequentam o bar. Tinha um católico e um adepto do &lt;em&gt;shugen&lt;/em&gt;. Até os temas sobre religião foram discutidos pelo ponto de vista filosófico, papo cabeça, sem fanatismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, depois de muito perguntar e muito ouvir, concluí que iluminado é aquele que consegue bebericar os coquetéis que a vida oferece e não se afoga em nenhum. Só o paraíso ou só o inferno, seria monótomo demais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- &lt;em&gt;Obōsan, mou ippai!&lt;/em&gt; (Senhor monge, manda mais um!)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Vowz Bar Tokyo Yotsuya&lt;/strong&gt; – Horário: 19h às 1h. Fecha nos domingos e feriados. Endereço: Shinjuku-ku,  Araki-cho, 6, edifício AG biru, 2º andar. Tel.: (03) 3353-1032. Site: http://vowz-bar.com/&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
Fica a 3 minutos a pé da saída 4 da estação Yotsuya-san-chome, da linha Marunouchi, da Tokyo Metrô.&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info2 --&gt;</summary>
		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Budismo</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<!-- begin entry_body --><br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1474_file.jpg" class="pict" alt="O monge Yoshinobu Fujioka preparando um dos exóticos coquetéis da casa" title="O monge Yoshinobu Fujioka preparando um dos exóticos coquetéis da casa" width="439" height="292" /><br />
<br />
Monges podem ter bar e servir bebida alcoólica para as pessoas? A religião permite? Eu fui pessoalmente saber qual é a real do grupo de budistas de linhas tradicionais japonesas que tem um boteco em plena Tokyo e que está na pauta da mídia japonesa e estrangeira no momento.<br />
<br />
No bairro de Yotsuya, numa rua estreita povoada por barzinhos, encontrei a placa do Vowz Bar - lê-se Bōzu Bar - na parede de um prédio meio velho, de poucos andares. Subi ao segundo piso e entrei. Na primeira olhadela geral, parecia um típico <em>nomiya</em> (boteco japonês) como outro qualquer, com cadeiras em torno de um balcão e mesinhas ocupando o resto do espaço. Depois, comecei a perceber pequenos altares, estatuetas e gravuras sacras na parede.<br />
<br />
Me apresentei ao careca atrás do balcão e disse que era brasileiro. Quase caí da cadeira quando ele respondeu – <em>Boa noite. Muito prazer.</em> Exatamente assim, em português! Depois, se desculpou porque já tinha esquecido o português que aprendera e continuou a conversa com o próprio idioma japa. Me explicou que há cinco anos foi ao Brasil. Morou em São Paulo e trabalhou no templo Nishi Hongan-ji durante quatro meses. Seu nome é Yoshinobu Fujioka, 33, monge da linha budista Jōdo Shinshū e gerente do Vowz Bar desde que foi inaugurado, em 2000. Além dele, se revezam no boteco mais dois monges e uma noviça.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1475_file.jpg" class="pict" alt="A filosofia budista está presente até nos coquetéis originais da casa" title="A filosofia budista está presente até nos coquetéis originais" width="266" height="176" align="right" /> <strong>Aonde o povo está</strong><br />
Abri o menu. Não consegui segurar a gargalhada quando li o nome dos coquetéis. Pedi logo três de uma vez, para comparar: 1- <em>gokuraku jōdo </em>(Paraíso da Terra Pura), tinha um colorido <em>dégradé</em> e sabor adocicado; 2- <em>aiyoku-jigoku </em>(inferno do desejo carnal), um pouco espumante, vermelhão, meio doce e meio amargo; 3- <em>mugen-jigoku</em> (inferno eterno), cor preta e amargo.<br />
<br />
Entre goles de inferno e paraíso, comecei a interrogar o monge Fujioka. Ele me explicou que o primeiro Vowz Bar foi inaugurado em Osaka (funcionou de 1992 a 2007), depois veio este de Yotsuya (2000) e mais um outro no bairro de Nakano, em Tokyo (2005). O objetivo é cumprir a promessa que os monges da sua linha fazem - o de estar sempre no meio do povo transmitindo o budismo. Por isso, o nome do bar em alfabeto é a palavra inglesa <em>vow</em> (voto, promessa) acrescida do ‘z’. Na pronúncia japonesa vira <em>bōzu</em> (monge), que também é o nome em ideogramas.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1476_file.jpg" class="pict" alt="O monge Taguchi é deficiente visual. Ele recita sutras diante do altar" title="O monge Taguchi é deficiente visual. Ele recita sutras diante do altar" width="133" height="200" align="left" /> Antigamente, os templos eram como centros comunitários e o contato com os monges era direto e cotidiano. Hoje em dia, não é mais assim, surgiram certas barreiras e distanciamentos. Por isso, existe um movimento dos religiosos de vários templos no Japão para tentar retomar esse antigo relacionamento. A criação do bar foi uma das idéias de maior êxito. “Qualquer um pode vir aqui e sentir-se à vontade até para desabafar e conversar sobre os seus problemas. O budismo serve para isso, para ajudar as pessoas a encontrar um caminho mais relaxado e feliz de viver”, disse Fujioka.<br />
<br />
Pedi um exemplo do ensinamento budista que ele acha importante para a atualidade. “Buda identificou os sofrimentos que impedem o ser humano de ser feliz e indicou o caminho para entendê-los e superá-los. É uma filosofia que se aplica até hoje. Por exemplo, todas as pessoas sentem inveja. É normal. Contudo, ao invés de ficar nutrindo ódio por certo alguém que tem ou faz algo que você inveja, é melhor identificar e assumir o que lhe causa o sofrimento. E usar esse sentimento positivamente, como energia para você ter mais força para alcançar o seu objetivo. A outra pessoa, na verdade, está sendo referência para lhe indicar um caminho e você deveria ser grato por isso, em vez de odiar ou alimentar rivalidade. O paraíso ou inferno é aqui e agora, você que escolhe onde quer estar”, ensinou o monge.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1477_file.jpg" class="pict" alt="No balcão as conversas são animadas, como num encontro de amigos" title="No balcão as conversas são animadas, como num encontro de amigos" width="266" height="176" align="right" /> <strong>Diversidade e descontração</strong><br />
Um homem na faixa dos 50 anos entrou no bar. Foi até o fundo onde se encontra um altar. Acendeu um incenso. Tocou um sino e rezou de mãos postadas. Veio até o balcão, sentou ao meu lado e pediu um chope.<br />
<br />
Depois que atendeu o freguês, perguntei a Fujioka se não é uma transgressão religiosa um monge budista servir bebida? “Eu pertenço à escola Jōdo Shinshū. Não existem dogmas rígidos comparando com outras linhas. Aqui no bar as pessoas se relaxam com a bebida e acabam se abrindo, desabafando e conversando mais descontraídas”, afirmou o monge. “Um dos problemas no Japão, atualmente, é a dificuldade das pessoas se comunicarem. Muitos jovens não tem amigos, não têm com quem conversar abertamente. Então, o bar pode ser um ponto de encontro, um lugar para se chegar sem compromisso, apenas para beber. Mas sempre vai ter alguém aqui para ouvir”, acrescentou.<br />
<br />
Lá pelas nove da noite o balcão ficou lotado. Esse é o horário que os bebuns assíduos costumam bater ponto. Me pareceu que era um grupo de amigos se encontrando. Homens e mulheres que chegaram sozinhos.<br />
<br />
As conversas também eram variadas, não apenas sobre religião. Um dos últimos a entrar falou que foi assistir a uma corrida de barco e se deu mal nas apostas.<br />
<br />
Eu fiquei impressionado com a diversidade e a descontração das pessoas que frequentam o bar. Tinha um católico e um adepto do <em>shugen</em>. Até os temas sobre religião foram discutidos pelo ponto de vista filosófico, papo cabeça, sem fanatismo.<br />
<br />
Por fim, depois de muito perguntar e muito ouvir, concluí que iluminado é aquele que consegue bebericar os coquetéis que a vida oferece e não se afoga em nenhum. Só o paraíso ou só o inferno, seria monótomo demais.<br />
<br />
- <em>Obōsan, mou ippai!</em> (Senhor monge, manda mais um!)<br />
<br />
<br />
Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
<!-- end entry_body --><br />
<br />
<!-- begin entry_info1 --><br />
<strong>Vowz Bar Tokyo Yotsuya</strong> – Horário: 19h às 1h. Fecha nos domingos e feriados. Endereço: Shinjuku-ku,  Araki-cho, 6, edifício AG biru, 2º andar. Tel.: (03) 3353-1032. Site: http://vowz-bar.com/<br />
<!-- end entry_info1 --><br />
<br />
<!-- begin entry_info2 --><br />
Fica a 3 minutos a pé da saída 4 da estação Yotsuya-san-chome, da linha Marunouchi, da Tokyo Metrô.<br />
<!-- end entry_info2 -->]]></content>
	</entry>
	<entry>
		<title>Aquamarine Fukushima, explosão de vida no encontro de correntes marinhas</title>
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		<issued>2010-02-10T18:56:13+09:00</issued>
		<modified>2010-02-10T09:56:13Z</modified>
		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1449_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;O maior aquário contém peixes que vivem no shiome no umi. O cardume de “dez mil sardinhas” fica nadando na parte de cima&quot; title=&quot;O maior aquário contém peixes que vivem no shiome no umi. O cardume de “dez mil sardinhas” fica nadando na parte de cima&quot; width=&quot;439&quot; height=&quot;292&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Visto de longe, o Aquamarine Fukushima, da cidade de Iwaki, parecia um submarino ou uma baleia de vidro. Depois fiquei sabendo que o desenho da arrojada arquitetura se baseou mesmo na segunda opção. Eu estava do outro lado da baiazinha que foi transformada numa deleitosa área de lazer com mercado de peixes, shopping e barco de passeio turístico. Mas as pernas se apressaram por conta própria para chegar primeiro naquele prédio envidraçado lá da outra ponta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1450_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;A arquitetura futurista do Aquamarine foi inspirada na forma da baleia&quot; title=&quot;A arquitetura futurista do Aquamarine foi inspirada na forma da baleia&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;177&quot; align=&quot;left&quot; /&gt; Aquário, jardim botânico, museu de ciência marinha, centro de educação ambiental, parque temático. O Aquamarine Fukushima é tudo isso ao mesmo tempo, a exemplo de outros espetaculares projetos japoneses dessa área.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu já fiquei admirado logo no primeiro recinto, sobre fósseis. Uma exposição mostra diversos exemplares. Para mim, a novidade foi que no mesmo local também tinha aquários com animais marinhos que são considerados fósseis vivos. Comparando com os que estavam petrificados, realmente, a aerodinâmica tinha certas semelhanças. Fiquei comovido de ver de perto espécies que sobreviveram a milhares de anos e às mudanças ambientais do planeta sem mudar a forma. Em tempos de aquecimento globol, virei fã deles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sequência, uma escada rolante leva para o próximo recinto, uma mistura de aquário com jardim botânico, dentro de uma estufa. Ele reproduz os ecossistemas de rio e da costa de Fukushima. Os aquaterrários são realistas a ponto das árvores perderem as folhas no outono. Essas folhas ficam dentro dos tanques como lição para os visitantes. Se fosse na cidade, seriam lixo, mas dentro do rio entrarão em processo de decomposição e serão alimentos para outros organismos. Um ciclo de vida que beneficia até o mar. Sábia natureza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1451_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Os visitantes passam pelo meio do aquário que representa o encontro da duas correntes&quot; title=&quot;Os visitantes passam pelo meio do aquário que representa o encontro da duas correntes&quot; width=&quot;133&quot; height=&quot;200&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; &lt;strong&gt;Tema principal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Todas as exposições e atividades do Aquamarine gira em torno de um tema, o &lt;em&gt;shiome no umi&lt;/em&gt;. Ele é o responsável pela fartura de pescados do litoral de Fukushima. O nome se refere à área no oceano onde ocorre o encontro de correntes marinhas. No caso, o fenômeno natural envolve a &lt;em&gt;oyashio&lt;/em&gt;, que desce do norte acompanhando a costa do arquipélago japonês e, no sentido contrário, a &lt;em&gt;kuroshio&lt;/em&gt;. A primeira nasce no mar da Rússia e é bem fria, a outra vem dos mares tropicais do sul.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As duas correntes se chocam na costa de Fukushima e depois seguem juntas para o alto mar. No ponto onde elas se misturam acontece uma explosão de vida porque a &lt;em&gt;oyashio&lt;/em&gt; é rica em minerais e outros nutrientes e a &lt;em&gt;kuroshio&lt;/em&gt; contribui com a sua temperatura morna para que aconteça uma grande proliferação de plânctons, base da cadeia alimentar marinha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1452_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Aquaterráreo tropical com o ecossistema de manguezal&quot; title=&quot;Aquaterráreo tropical com o ecossistema de manguezal&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;176&quot; align=&quot;left&quot; /&gt; &lt;strong&gt;Do subártico ao tropical&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Os outros recintos do Aquamarine mostram os seres marinhos que vivem nas regiões por onde passam as duas correntes, a partir do ponto onde nascem até onde se encontram. Uma ampla faixa que abrange desde as regiões subártica do norte até os recifes de corais e manguezais do sul.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na parte de fora do prédio também tem uma reconstituição de vários ecossistemas “banhados”, a criançada pode brincar à vontade e aprender sobre a natureza e o meio ambiente. Os adultos também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma nova área será inaugurada no dia 20 de março. Será um local para os visitantes pescarem os frutos do mar e em seguida preparar comida com eles. Um projeto de educação ambiental para se aprender a respeitar e valorizar os seres que doam suas vidas para nos alimentar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Aquamarine Fukushima&lt;/strong&gt; – Horário: 9h às 17h (de dezembro a 20 de março), 9h às 17h (de 21 de março a novembro). Ingresso: \ 1.600 (adulto), \ 800 (adolescente e criança). Tel.: (0246) 73-2525. Site: http://www.marine.fks.ed.jp/&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Onahama Bishoku Hotel&lt;/strong&gt; – Horário: 10h às 21h (lojas) e até 22h (restaurantes).  Fecha numa quarta-feira do mês em dia não determinado, deve-se confirmar no site ou por telefone. Tel.: (0246) 54-3409. Site: http://www.bishokuhotel.com/&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Iwaki Lalamew&lt;/strong&gt; – Horário: 9h às 18h (mercado de peixe). Algumas lojas abrem às 10h. Tel.: (0246) 92-3701. Site: http://www.lalamew.jp/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
Os três locais ficam no porto de Onahama: o aquário, no cais 2, o Lalamew, no cais 1 e o Bishoku Hotel, no meio dos dois. Para visitá-los, deve-se pegar ônibus em frente à estação Izumi, da linha Joban, da JR, com destino a Onahama, e descer na parada Shisho-Iriguchi (percurso: 12 min.; tarifa: \ 270). Até os cais, leva 10 min. a pé.&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info2 --&gt;</summary>
		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Aquário</dc:subject>
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<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1449_file.jpg" class="pict" alt="O maior aquário contém peixes que vivem no shiome no umi. O cardume de “dez mil sardinhas” fica nadando na parte de cima" title="O maior aquário contém peixes que vivem no shiome no umi. O cardume de “dez mil sardinhas” fica nadando na parte de cima" width="439" height="292" /><br />
<br />
Visto de longe, o Aquamarine Fukushima, da cidade de Iwaki, parecia um submarino ou uma baleia de vidro. Depois fiquei sabendo que o desenho da arrojada arquitetura se baseou mesmo na segunda opção. Eu estava do outro lado da baiazinha que foi transformada numa deleitosa área de lazer com mercado de peixes, shopping e barco de passeio turístico. Mas as pernas se apressaram por conta própria para chegar primeiro naquele prédio envidraçado lá da outra ponta.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1450_file.jpg" class="pict" alt="A arquitetura futurista do Aquamarine foi inspirada na forma da baleia" title="A arquitetura futurista do Aquamarine foi inspirada na forma da baleia" width="266" height="177" align="left" /> Aquário, jardim botânico, museu de ciência marinha, centro de educação ambiental, parque temático. O Aquamarine Fukushima é tudo isso ao mesmo tempo, a exemplo de outros espetaculares projetos japoneses dessa área.<br />
<br />
Eu já fiquei admirado logo no primeiro recinto, sobre fósseis. Uma exposição mostra diversos exemplares. Para mim, a novidade foi que no mesmo local também tinha aquários com animais marinhos que são considerados fósseis vivos. Comparando com os que estavam petrificados, realmente, a aerodinâmica tinha certas semelhanças. Fiquei comovido de ver de perto espécies que sobreviveram a milhares de anos e às mudanças ambientais do planeta sem mudar a forma. Em tempos de aquecimento globol, virei fã deles.<br />
<br />
Na sequência, uma escada rolante leva para o próximo recinto, uma mistura de aquário com jardim botânico, dentro de uma estufa. Ele reproduz os ecossistemas de rio e da costa de Fukushima. Os aquaterrários são realistas a ponto das árvores perderem as folhas no outono. Essas folhas ficam dentro dos tanques como lição para os visitantes. Se fosse na cidade, seriam lixo, mas dentro do rio entrarão em processo de decomposição e serão alimentos para outros organismos. Um ciclo de vida que beneficia até o mar. Sábia natureza.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1451_file.jpg" class="pict" alt="Os visitantes passam pelo meio do aquário que representa o encontro da duas correntes" title="Os visitantes passam pelo meio do aquário que representa o encontro da duas correntes" width="133" height="200" align="right" /> <strong>Tema principal</strong><br />
Todas as exposições e atividades do Aquamarine gira em torno de um tema, o <em>shiome no umi</em>. Ele é o responsável pela fartura de pescados do litoral de Fukushima. O nome se refere à área no oceano onde ocorre o encontro de correntes marinhas. No caso, o fenômeno natural envolve a <em>oyashio</em>, que desce do norte acompanhando a costa do arquipélago japonês e, no sentido contrário, a <em>kuroshio</em>. A primeira nasce no mar da Rússia e é bem fria, a outra vem dos mares tropicais do sul.<br />
<br />
As duas correntes se chocam na costa de Fukushima e depois seguem juntas para o alto mar. No ponto onde elas se misturam acontece uma explosão de vida porque a <em>oyashio</em> é rica em minerais e outros nutrientes e a <em>kuroshio</em> contribui com a sua temperatura morna para que aconteça uma grande proliferação de plânctons, base da cadeia alimentar marinha.<br />
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<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1452_file.jpg" class="pict" alt="Aquaterráreo tropical com o ecossistema de manguezal" title="Aquaterráreo tropical com o ecossistema de manguezal" width="266" height="176" align="left" /> <strong>Do subártico ao tropical</strong><br />
Os outros recintos do Aquamarine mostram os seres marinhos que vivem nas regiões por onde passam as duas correntes, a partir do ponto onde nascem até onde se encontram. Uma ampla faixa que abrange desde as regiões subártica do norte até os recifes de corais e manguezais do sul.<br />
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Na parte de fora do prédio também tem uma reconstituição de vários ecossistemas “banhados”, a criançada pode brincar à vontade e aprender sobre a natureza e o meio ambiente. Os adultos também.<br />
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Uma nova área será inaugurada no dia 20 de março. Será um local para os visitantes pescarem os frutos do mar e em seguida preparar comida com eles. Um projeto de educação ambiental para se aprender a respeitar e valorizar os seres que doam suas vidas para nos alimentar. <br />
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Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
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<!-- begin entry_info1 --><br />
<strong>Aquamarine Fukushima</strong> – Horário: 9h às 17h (de dezembro a 20 de março), 9h às 17h (de 21 de março a novembro). Ingresso: \ 1.600 (adulto), \ 800 (adolescente e criança). Tel.: (0246) 73-2525. Site: http://www.marine.fks.ed.jp/<br />
<strong>Onahama Bishoku Hotel</strong> – Horário: 10h às 21h (lojas) e até 22h (restaurantes).  Fecha numa quarta-feira do mês em dia não determinado, deve-se confirmar no site ou por telefone. Tel.: (0246) 54-3409. Site: http://www.bishokuhotel.com/<br />
<strong>Iwaki Lalamew</strong> – Horário: 9h às 18h (mercado de peixe). Algumas lojas abrem às 10h. Tel.: (0246) 92-3701. Site: http://www.lalamew.jp/<br />
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<!-- begin entry_info2 --><br />
Os três locais ficam no porto de Onahama: o aquário, no cais 2, o Lalamew, no cais 1 e o Bishoku Hotel, no meio dos dois. Para visitá-los, deve-se pegar ônibus em frente à estação Izumi, da linha Joban, da JR, com destino a Onahama, e descer na parada Shisho-Iriguchi (percurso: 12 min.; tarifa: \ 270). Até os cais, leva 10 min. a pé.<br />
<!-- end entry_info2 -->]]></content>
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		<title>Ankō, um peixe medonho, mas delicioso</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid84.html" />
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		<issued>2010-02-04T12:14:51+09:00</issued>
		<modified>2010-02-04T03:14:51Z</modified>
		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1420_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;O senhor Shinohara, da pousada Yamani Gōsaku, fazendo uma demonstração da técnica antiga de desossar o peixe ankō &quot; title=&quot;O senhor Shinohara, da pousada Yamani Gōsaku, fazendo uma demonstração da técnica antiga de desossar o peixe ankō &quot; width=&quot;228&quot; height=&quot;343&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; O mar em frente ao porto estava escuro e a paisagem meio embaçada por uma fina neblina. Muitas gaivotas pousadas no cais. Eu ali, sorrateiro como um gato, tentado me aproximar delas para conseguir um bom ângulo. De repente, as aves começaram a grasnar alto e debandaram. Perdi a foto. Mas a culpa não foi minha. Olhei na direção para onde voaram e vi um barco entrando na baiazinha. Dada a festa das gaivotas, só podia ser um pesqueiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os frutos do mar que chegam no porto de Hirakata, na cidade de Kitaibaraki (Ibaraki), gozam de bom prestígio. O mar da região é rico em nutrientes por causa do &lt;em&gt;shiome no umi&lt;/em&gt;, o local onde ocorre o encontro de correntes marinhas. Há fartura e diversidade de pescados. Eles ganham boa cotação no mercado das grandes capitais por causa do sabor diferenciado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1421_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;No porto de Hirakata chegam os prestigiados frutos do mar pescados na costa de Fukushima e Ibaraki&quot; title=&quot;No porto de Hirakata chegam os prestigiados frutos do mar pescados na costa de Fukushima e Ibaraki&quot; width=&quot;133&quot; height=&quot;200&quot; align=&quot;left&quot; /&gt; Os barcos voltam depois de passar noite e madrugada no mar. Descarregam e logo acontece o leilão no galpão em frente ao cais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes do pregão, conheci um comprador que abastece restaurantes. Perguntei porque esses frutos do mar tinham boa fama. Ele foi até um tanque com lulas. Pegou uma bitela. Arrancou a cabeça, lavou e me deu: - &lt;em&gt;Kue...umaizoo&lt;/em&gt; (Coma!...É gostoso!). Não precisou nem de sal. Ainda estava com sabor de oceano e uma textura crocantezinha de tão fresca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Atração gastronômica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
O peixe &lt;em&gt;ankō&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;lophiidae&lt;/em&gt;) é um dos destaques desse porto pesqueiro no inverno. Mas o bichinho é feio. Medonho mesmo. Vendo ele inteiro, é impossível acreditar que se trata de algo comestível. Além da aparência grotesca e diabólica, é mole e gosmento. No fundo do mar, o seu habitat, ele mimetiza uma pedra com algas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Yuji Shinohara, o dono da pousada Yamani Gōsaku, compra nesse porto os frutos do mar que serve aos hospedes. Ele arrematou um &lt;em&gt;ankō&lt;/em&gt; de mais de dez quilos, o maior no leilão desse dia. A minha janta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1422_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;O fígado do ankō é comparado ao foie gras&quot; title=&quot;O fígado do ankō é comparado ao foie gras&quot; width=&quot;133&quot; height=&quot;200&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; O senhor Shinohara me explicou que, apesar da aparência feia do &lt;em&gt;ankō&lt;/em&gt;, dele quase tudo se aproveita, até a pele, nadadeiras e guelras. A parte mais valiosa é o fígado, comparado ao &lt;em&gt;foie gras&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O &lt;em&gt;nabe&lt;/em&gt; (ensopado) de &lt;em&gt;ankō&lt;/em&gt; é atração turística da região no inverno. As pousadas próximas ao porto de Hirakata preparam uma receita típica local, chamada &lt;em&gt;dobu-jiru&lt;/em&gt;. Antigamente, era a comida feita em cima do barco pelos pescadores. O &lt;em&gt;ankō&lt;/em&gt; não tinha valor no mercado e, quando vinha na rede, devolvia-se ao mar ou ia para a panela. Depois, passou-se a retirar só o fígado e, atualmente, apenas as mandíbulas e o intestino não são consumidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1423_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;O dobu-jiru servido no jantar da Yamani Gōsaku&quot; title=&quot;O dobu-jiru servido no jantar da Yamani Gōsaku&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;176&quot; align=&quot;left&quot; /&gt; &lt;strong&gt;Onsen e dobu-jiru&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
As pousadas próximas ao porto também contam com banho de água termal natural e, a quinze minutos a pé, fica a praia Nakoso. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O jantar da Yamani Gōsaku é farto e variado e a estrela principal no inverno é o &lt;em&gt;dobu-jiru&lt;/em&gt;. O sabor desse cozido é exótico por causa do tempero de &lt;em&gt;miso&lt;/em&gt; (pasta de soja fermenta) e do próprio fígado derretido do &lt;em&gt;ankō&lt;/em&gt;. Também não se coloca água como no nabe comum. O cozido fica denso, apenas com o líquido que se desprende da carne do peixe e das verduras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi a primeira vez que comi &lt;em&gt;ankō&lt;/em&gt;. A carne não é fibrosa e tem uma consistência gelatinosa. Lembra a de baiacu, sem o perigo de morrer envenenado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
Pousada Yamani Gōsaku – Endereço: Kitaibaraki-shi, Hirakata-machi, 273.  Tel.: (0293) 46-1178. Site: http://www5.ocn.ne.jp/~yamani/&lt;br /&gt;
Associação de turismo de Kitaibaraki –Site: http://www.kitaibarakishi-kankokyokai.gr.jp/&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
Para visitar o bairro de Hirakata, leva 5 min. de carro da estação Otsukō ou 10 min. da estação Nakoso, ambas da linha Jōban, da JR. A praia de Nakoso fica 10 min. de carro da estação Nakoso ou 15 min. a pé do porto de Hirakata.&lt;br /&gt;
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			<name>relatos</name>
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		<dc:subject>Tema &gt; Gastronomia</dc:subject>
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<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1420_file.jpg" class="pict" alt="O senhor Shinohara, da pousada Yamani Gōsaku, fazendo uma demonstração da técnica antiga de desossar o peixe ankō " title="O senhor Shinohara, da pousada Yamani Gōsaku, fazendo uma demonstração da técnica antiga de desossar o peixe ankō " width="228" height="343" align="right" /> O mar em frente ao porto estava escuro e a paisagem meio embaçada por uma fina neblina. Muitas gaivotas pousadas no cais. Eu ali, sorrateiro como um gato, tentado me aproximar delas para conseguir um bom ângulo. De repente, as aves começaram a grasnar alto e debandaram. Perdi a foto. Mas a culpa não foi minha. Olhei na direção para onde voaram e vi um barco entrando na baiazinha. Dada a festa das gaivotas, só podia ser um pesqueiro.<br />
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<br />
Os frutos do mar que chegam no porto de Hirakata, na cidade de Kitaibaraki (Ibaraki), gozam de bom prestígio. O mar da região é rico em nutrientes por causa do <em>shiome no umi</em>, o local onde ocorre o encontro de correntes marinhas. Há fartura e diversidade de pescados. Eles ganham boa cotação no mercado das grandes capitais por causa do sabor diferenciado.<br />
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<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1421_file.jpg" class="pict" alt="No porto de Hirakata chegam os prestigiados frutos do mar pescados na costa de Fukushima e Ibaraki" title="No porto de Hirakata chegam os prestigiados frutos do mar pescados na costa de Fukushima e Ibaraki" width="133" height="200" align="left" /> Os barcos voltam depois de passar noite e madrugada no mar. Descarregam e logo acontece o leilão no galpão em frente ao cais. <br />
<br />
Antes do pregão, conheci um comprador que abastece restaurantes. Perguntei porque esses frutos do mar tinham boa fama. Ele foi até um tanque com lulas. Pegou uma bitela. Arrancou a cabeça, lavou e me deu: - <em>Kue...umaizoo</em> (Coma!...É gostoso!). Não precisou nem de sal. Ainda estava com sabor de oceano e uma textura crocantezinha de tão fresca.<br />
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<strong>Atração gastronômica</strong><br />
O peixe <em>ankō</em> (<em>lophiidae</em>) é um dos destaques desse porto pesqueiro no inverno. Mas o bichinho é feio. Medonho mesmo. Vendo ele inteiro, é impossível acreditar que se trata de algo comestível. Além da aparência grotesca e diabólica, é mole e gosmento. No fundo do mar, o seu habitat, ele mimetiza uma pedra com algas.<br />
<br />
Yuji Shinohara, o dono da pousada Yamani Gōsaku, compra nesse porto os frutos do mar que serve aos hospedes. Ele arrematou um <em>ankō</em> de mais de dez quilos, o maior no leilão desse dia. A minha janta.<br />
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<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1422_file.jpg" class="pict" alt="O fígado do ankō é comparado ao foie gras" title="O fígado do ankō é comparado ao foie gras" width="133" height="200" align="right" /> O senhor Shinohara me explicou que, apesar da aparência feia do <em>ankō</em>, dele quase tudo se aproveita, até a pele, nadadeiras e guelras. A parte mais valiosa é o fígado, comparado ao <em>foie gras</em>.<br />
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O <em>nabe</em> (ensopado) de <em>ankō</em> é atração turística da região no inverno. As pousadas próximas ao porto de Hirakata preparam uma receita típica local, chamada <em>dobu-jiru</em>. Antigamente, era a comida feita em cima do barco pelos pescadores. O <em>ankō</em> não tinha valor no mercado e, quando vinha na rede, devolvia-se ao mar ou ia para a panela. Depois, passou-se a retirar só o fígado e, atualmente, apenas as mandíbulas e o intestino não são consumidos.<br />
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<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1423_file.jpg" class="pict" alt="O dobu-jiru servido no jantar da Yamani Gōsaku" title="O dobu-jiru servido no jantar da Yamani Gōsaku" width="266" height="176" align="left" /> <strong>Onsen e dobu-jiru</strong><br />
As pousadas próximas ao porto também contam com banho de água termal natural e, a quinze minutos a pé, fica a praia Nakoso. <br />
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O jantar da Yamani Gōsaku é farto e variado e a estrela principal no inverno é o <em>dobu-jiru</em>. O sabor desse cozido é exótico por causa do tempero de <em>miso</em> (pasta de soja fermenta) e do próprio fígado derretido do <em>ankō</em>. Também não se coloca água como no nabe comum. O cozido fica denso, apenas com o líquido que se desprende da carne do peixe e das verduras.<br />
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Foi a primeira vez que comi <em>ankō</em>. A carne não é fibrosa e tem uma consistência gelatinosa. Lembra a de baiacu, sem o perigo de morrer envenenado.<br />
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Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
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Pousada Yamani Gōsaku – Endereço: Kitaibaraki-shi, Hirakata-machi, 273.  Tel.: (0293) 46-1178. Site: http://www5.ocn.ne.jp/~yamani/<br />
Associação de turismo de Kitaibaraki –Site: http://www.kitaibarakishi-kankokyokai.gr.jp/<br />
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<!-- begin entry_info2 --><br />
Para visitar o bairro de Hirakata, leva 5 min. de carro da estação Otsukō ou 10 min. da estação Nakoso, ambas da linha Jōban, da JR. A praia de Nakoso fica 10 min. de carro da estação Nakoso ou 15 min. a pé do porto de Hirakata.<br />
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