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	<title>Curtindo o Japão - Relatos e Fotos</title>
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	<modified>2010-07-27T03:39:16+00:00</modified>
	<tagline><![CDATA[Através de fotos e textos sobre viagens, apresenta a cultura, paisagens e pontos turísticos do Japão ]]></tagline>
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		<title>Hanabi do rio Sumida-gawa: fogos no ar e charme na terra </title>
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		<modified>2010-07-27T03:39:13Z</modified>
		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1921_Foto1abre.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;No Sumida-gawa Hanabi Taikai 20 mil fogos de artifício são disparados de plataformas que ficam em dois pontos do rio&quot; title=&quot;No Sumida-gawa Hanabi Taikai 20 mil fogos de artifício são disparados de plataformas que ficam em dois pontos do rio&quot; width=&quot;439&quot; height=&quot;292&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das principais características do verão japonês é a incrível quantidade de Hanabi, festivais de fogos de artifício, que ocorrem em todo o país. Segundo os órgãos oficiais que licenciam esses tipos de eventos, de norte a sul do Japão se pode contar anualmente a ocorrência de cerca de 7 mil. Se forem computados apenas os grandes, aqueles que atraem multidões, o número fica por volta de 300.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1922_Foto3amiolo1.JPG&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;O ponto do rio onde acontece o festival fica próxima do famoso e tradicional bairro de Asakusa. Antes de começar a queima de fogos, as pessoas ficam badalando em frente ao templo Senso-ji&quot; title=&quot;O ponto do rio onde acontece o festival fica próxima do famoso e tradicional bairro de Asakusa. Antes de começar a queima de fogos, as pessoas ficam badalando em frente ao templo Senso-ji&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;177&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; Entre todos, o Sumida-gawa Hanabi Taikai, que é realizado no rio Sumida-gawa, em Tokyo, é o mais antigo e famoso. Chega-se ao ponto de um canal de televisão comprar o direito exclusivo de transmissão ao vivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele é especial porque além de ser o lugar onde historicamente se realizou o primeiro festival de &lt;em&gt;hanabi&lt;/em&gt;(fogos de artifício), também é bem diferente pois atualmente o local está altamente urbanizado. Por causa disso é proibido soltar fogos muito grandes, mas mesmo assim a quantidade chega a 20 mil. Os outros festivais são realizados em amplos espaços desabitados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1923_Foto6amiolo2.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;O Hanabi é uma das raras chances que os jovens japoneses têm atualmente para badalar vestindo um quimono&quot; title=&quot;O Hanabi é uma das raras chances que os jovens japoneses têm atualmente para badalar vestindo um quimono&quot; width=&quot;166&quot; height=&quot;250&quot; align=&quot;left&quot; /&gt; O divertido no Hanabi não são apenas os milhares de fogos que pipocam no ar, formando flores, cascatas e outras figuras incríveis. Os &lt;em&gt;yukata&lt;/em&gt; (quimono de verão) também ajudam a colorir a festa com o seu charme e beleza, enchem os olhos e são atrações a mais nos festivais. E nesse ponto o Sumida-gawa dá um verdadeiro show de “&lt;em&gt;hanabi fashion&lt;/em&gt;”. Entre um público estimado em 900 mil pessoas, uma boa porcentagem se veste à caráter e capricha na escolha dos quimonos. Afinal, esse é o Hanabi mais tradicional do país.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Origem do festival&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
O festival de fogos de artifício do rio Sumida-gawa foi o primeiro a acontecer no país. Durante o século 17, em Edo (atual Tokyo) havia um serviço de barcos de passeios pelo rio nas noites de verão. Ao mesmo tempo que era um divertimento, onde se comia e bebia dentro dos barcos, também era uma forma de se refrescar durante a estação quente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa época, os vendedores de fogos de artifício aproveitavam o movimento no rio. Eles disparavam os fogos de dentro de seus barcos para fazer demonstrações dos produtos e incitar os compradores. Assim surgiu a tradição pirotécnica no Sumida-gawa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A forma de festival que hoje podemos apreciar em todo o país também teve início nesse rio. Em 1732, o Japão sofreu uma grande seca, inviabilizando a agricultura e causando um grave problema de fome entre a população. Para piorar ainda mais o quadro de tragédia, alastrou-se na capital uma incontrolável epidemia de cólera. Milhares de pessoas morreram em consequência dessas duas calamidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No ano seguinte, o então xogum Yoshimune Tokugawa decidiu realizar uma cerimônia soltando fogos de artifício para ser dedicados aos espíritos dos falecidos e também para espantar o mau agouro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste primeiro festival foram disparados 20 fogos de artifício. Em termos de números não dá para comparar com os 20 mil que atualmente sobem aos céu lançados do do mesmo Sumida-gawa, mas o importante é que a partir desse evento iniciou-se uma ardorosa competição entre os fabricantes para produzir cada vez mais belos shows pirotécnicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir da Restação Meiji (1868), o Japão restabeleceu o comércio com outras nações e isso possibilitou a importação de produtos químicos e outras matérias-primas que alavancaram o desenvolvimento da técnica de pirotecnia japonesa. Anteriormente, só se conseguia a cor vermelha, utilizando salitre, enxofre e carvão, mas depois foi possível diversificar o colorido com o magnésio, alumínio, bário etc. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir da Era Taisho (1912~1926), surgiram muitos mestres que aprimoraram os fogos de artifícios, desenvolvendo sequências de explosão em um único disparo, simultaneamente à formação de desenhos. Atualmente, a técnica nipônica de produção dos fogos de artifícios é tida como a mais desenvolvida do mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1924_Foto15miolo3.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;No museu podemos conhecer como são feitos os fogos de artifício japoneses e ver amostras em tamanho real&quot; title=&quot;No museu podemos conhecer como são feitos os fogos de artifício japoneses e ver amostras em tamanho real&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;176&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; &lt;strong&gt;Museu do Hanabi&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Quem quiser conhecer mais sobre a história dos fogos de artifício e dos festivais deve visitar o museu Ryogoku Hanabi Shiryokan, que também fica no distrito de Sumida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele é bem pequeno, mas tem vários livros, vídeos e panfletos sobre o assunto. Além disso, a pessoa que atende os visitantes dá verdadeiras aulas sobre diversos aspectos da pirotecnia, a arte que os japoneses dominaram com maestria e se tornaram insuperáveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
Sumida-gawa Hanabi Taikai – É realizado todo ano no último sábado de julho. Site em japonês e inglês: http://sumidagawa-hanabi.com/index.html&lt;br /&gt;
Ryogoku Hanabi Shiryokan – Endereço: Tokyo, Sumida-ku, Ryogoku 2-10-8. Fica na avenida Keiyo-doru, no andar térreo do edifício Sumitomo Fudosan Ryogoku Biru, a 3 minutos a pé da estação Ryogoku, da linha Sobu da JR. A entrada é gratuita. Funciona de quinta-feira a sábado, das 12h às 16h. Em julho e agosto abre todos os dias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
A referência é a estação Asakusa da linha de trem Isezaki (Tobu) e a estação Asakusa das linhas Ginza e Towei-Asakusa do metrô.&lt;br /&gt;
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		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Festivais</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<!-- begin entry_body --><br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1921_Foto1abre.jpg" class="pict" alt="No Sumida-gawa Hanabi Taikai 20 mil fogos de artifício são disparados de plataformas que ficam em dois pontos do rio" title="No Sumida-gawa Hanabi Taikai 20 mil fogos de artifício são disparados de plataformas que ficam em dois pontos do rio" width="439" height="292" /><br />
<br />
Uma das principais características do verão japonês é a incrível quantidade de Hanabi, festivais de fogos de artifício, que ocorrem em todo o país. Segundo os órgãos oficiais que licenciam esses tipos de eventos, de norte a sul do Japão se pode contar anualmente a ocorrência de cerca de 7 mil. Se forem computados apenas os grandes, aqueles que atraem multidões, o número fica por volta de 300.<br />
<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1922_Foto3amiolo1.JPG" class="pict" alt="O ponto do rio onde acontece o festival fica próxima do famoso e tradicional bairro de Asakusa. Antes de começar a queima de fogos, as pessoas ficam badalando em frente ao templo Senso-ji" title="O ponto do rio onde acontece o festival fica próxima do famoso e tradicional bairro de Asakusa. Antes de começar a queima de fogos, as pessoas ficam badalando em frente ao templo Senso-ji" width="266" height="177" align="right" /> Entre todos, o Sumida-gawa Hanabi Taikai, que é realizado no rio Sumida-gawa, em Tokyo, é o mais antigo e famoso. Chega-se ao ponto de um canal de televisão comprar o direito exclusivo de transmissão ao vivo.<br />
<br />
Ele é especial porque além de ser o lugar onde historicamente se realizou o primeiro festival de <em>hanabi</em>(fogos de artifício), também é bem diferente pois atualmente o local está altamente urbanizado. Por causa disso é proibido soltar fogos muito grandes, mas mesmo assim a quantidade chega a 20 mil. Os outros festivais são realizados em amplos espaços desabitados.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1923_Foto6amiolo2.jpg" class="pict" alt="O Hanabi é uma das raras chances que os jovens japoneses têm atualmente para badalar vestindo um quimono" title="O Hanabi é uma das raras chances que os jovens japoneses têm atualmente para badalar vestindo um quimono" width="166" height="250" align="left" /> O divertido no Hanabi não são apenas os milhares de fogos que pipocam no ar, formando flores, cascatas e outras figuras incríveis. Os <em>yukata</em> (quimono de verão) também ajudam a colorir a festa com o seu charme e beleza, enchem os olhos e são atrações a mais nos festivais. E nesse ponto o Sumida-gawa dá um verdadeiro show de “<em>hanabi fashion</em>”. Entre um público estimado em 900 mil pessoas, uma boa porcentagem se veste à caráter e capricha na escolha dos quimonos. Afinal, esse é o Hanabi mais tradicional do país.<br />
<br />
<strong>Origem do festival</strong><br />
O festival de fogos de artifício do rio Sumida-gawa foi o primeiro a acontecer no país. Durante o século 17, em Edo (atual Tokyo) havia um serviço de barcos de passeios pelo rio nas noites de verão. Ao mesmo tempo que era um divertimento, onde se comia e bebia dentro dos barcos, também era uma forma de se refrescar durante a estação quente.<br />
<br />
Nessa época, os vendedores de fogos de artifício aproveitavam o movimento no rio. Eles disparavam os fogos de dentro de seus barcos para fazer demonstrações dos produtos e incitar os compradores. Assim surgiu a tradição pirotécnica no Sumida-gawa.<br />
<br />
A forma de festival que hoje podemos apreciar em todo o país também teve início nesse rio. Em 1732, o Japão sofreu uma grande seca, inviabilizando a agricultura e causando um grave problema de fome entre a população. Para piorar ainda mais o quadro de tragédia, alastrou-se na capital uma incontrolável epidemia de cólera. Milhares de pessoas morreram em consequência dessas duas calamidades.<br />
<br />
No ano seguinte, o então xogum Yoshimune Tokugawa decidiu realizar uma cerimônia soltando fogos de artifício para ser dedicados aos espíritos dos falecidos e também para espantar o mau agouro. <br />
<br />
Neste primeiro festival foram disparados 20 fogos de artifício. Em termos de números não dá para comparar com os 20 mil que atualmente sobem aos céu lançados do do mesmo Sumida-gawa, mas o importante é que a partir desse evento iniciou-se uma ardorosa competição entre os fabricantes para produzir cada vez mais belos shows pirotécnicos.<br />
<br />
A partir da Restação Meiji (1868), o Japão restabeleceu o comércio com outras nações e isso possibilitou a importação de produtos químicos e outras matérias-primas que alavancaram o desenvolvimento da técnica de pirotecnia japonesa. Anteriormente, só se conseguia a cor vermelha, utilizando salitre, enxofre e carvão, mas depois foi possível diversificar o colorido com o magnésio, alumínio, bário etc. <br />
<br />
A partir da Era Taisho (1912~1926), surgiram muitos mestres que aprimoraram os fogos de artifícios, desenvolvendo sequências de explosão em um único disparo, simultaneamente à formação de desenhos. Atualmente, a técnica nipônica de produção dos fogos de artifícios é tida como a mais desenvolvida do mundo.<br />
<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1924_Foto15miolo3.jpg" class="pict" alt="No museu podemos conhecer como são feitos os fogos de artifício japoneses e ver amostras em tamanho real" title="No museu podemos conhecer como são feitos os fogos de artifício japoneses e ver amostras em tamanho real" width="266" height="176" align="right" /> <strong>Museu do Hanabi</strong><br />
Quem quiser conhecer mais sobre a história dos fogos de artifício e dos festivais deve visitar o museu Ryogoku Hanabi Shiryokan, que também fica no distrito de Sumida.<br />
<br />
Ele é bem pequeno, mas tem vários livros, vídeos e panfletos sobre o assunto. Além disso, a pessoa que atende os visitantes dá verdadeiras aulas sobre diversos aspectos da pirotecnia, a arte que os japoneses dominaram com maestria e se tornaram insuperáveis.<br />
<br />
<br />
Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
<!-- end entry_body --><br />
<br />
<!-- begin entry_info1 --><br />
Sumida-gawa Hanabi Taikai – É realizado todo ano no último sábado de julho. Site em japonês e inglês: http://sumidagawa-hanabi.com/index.html<br />
Ryogoku Hanabi Shiryokan – Endereço: Tokyo, Sumida-ku, Ryogoku 2-10-8. Fica na avenida Keiyo-doru, no andar térreo do edifício Sumitomo Fudosan Ryogoku Biru, a 3 minutos a pé da estação Ryogoku, da linha Sobu da JR. A entrada é gratuita. Funciona de quinta-feira a sábado, das 12h às 16h. Em julho e agosto abre todos os dias.<br />
<br />
<!-- end entry_info1 --><br />
<br />
<!-- begin entry_info2 --><br />
A referência é a estação Asakusa da linha de trem Isezaki (Tobu) e a estação Asakusa das linhas Ginza e Towei-Asakusa do metrô.<br />
<!-- end entry_info2 -->]]></content>
	</entry>
	<entry>
		<title>Festival da Neve de Sapporo – Parte 2</title>
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		<issued>2010-07-15T07:50:29+09:00</issued>
		<modified>2010-07-14T22:50:29Z</modified>
		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1883_abreFoto1.JPG&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;As grandes esculturas de neve e gelo do Parque Ōdōri Kōen tem palco para shows e eventos&quot; title=&quot;As grandes esculturas de neve e gelo do Parque Ōdōri Kōen tem palco para shows e eventos&quot; width=&quot;439&quot; height=&quot;292&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Sapporo Yuki Matsuri (Festival da Neve de Sapporo) não é um lugar só para admirar descomunais esculturas brancas e “passar frio”. O evento é uma chance para os visitantes curtirem as possibilidades de diversão que a neve - fértil progenitora de brincadeiras - proporciona.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A programação também inclui espetáculos de luz e som, shows de música, concurso de escultura, competição e demonstração de salto de esqui e snowbord, entre outras atividades de uma lista tão longa quanto o próprio parque Ōdōri Kōen, a área principal do festival.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1884_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;À noite, as esculturas maiores ganham iluminação colorida&quot; title=&quot;À noite, as esculturas maiores ganham iluminação colorida&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;176&quot; align=&quot;left&quot;　/&gt; Este ano, nas doze quadras do parque foram erguidas 144 esculturas. No meio delas estão as sete gigantescas que variam de 15 a 26 metros de altura. O tamanho já é mais do que suficiente para deixar todos deslumbrados, porém, à noite, elas ficam ainda mais espetaculares porque são alvos de spots de luzes coloridas que dançam conforme a música. O povo adora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem mais: essas esculturas avantajadas possuem palco na parte da frente e são os locais onde acontecem shows de música e outros eventos de porte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1885_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;O festival oferece a rara chance de experimentar o esqui cross country&quot; title=&quot;O festival oferece a rara chance de experimentar o esqui cross country&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;179&quot; align=&quot;right&quot;　/&gt; &lt;strong&gt;Patins, esqui e snowboard&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Entre as brincadeiras na neve, uma das que eu gosto mais é o esqui cross country. E não é que no festival de Sapporo tinha uma área – gratuita - para os visitantes sentirem o gostinho de andar com eles? Eu também não resisti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já a pista de patinação não é muito a minha praia, digo, lagoa congelada, mas foi divertido ver as outras pessoas deslizando e, algumas, levando tombos. Aqui se cobrava ¥ 200 pelo aluguel dos patins.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa categoria de brincadeiras deslizantes, a maior sensação do festival foram os saltos de esqui e snowboard na rampa de 24 metros de altura. O público tinha visão privilegiada, do tipo fila do gargarejo mesmo. Quando o atleta dava o cavalo-de-pau no final da descida, era só abrir a boca que a neve espirrada na derrapagem caia dentro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Concurso internacional&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Quatorze grupos de várias regiões do mundo, inclusive de países onde não neva, participaram este ano do “37th International Snow Sculpture Contest”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu tenho uma dica infalível para os brasileiros que quiserem faturar o prêmio no próximo ano: o tema das esculturas dos três primeiros colocados de 2010 - Tailândia, Nova Zelândia e Hong Kong - foi sobre lendas folclóricas de cada país. Parece que sensibiliza o júri.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas tem uma lenda verde-amarela que é melhor evitar. Ficaria meio descaracterizado um saci-pererê albino e seria pior ainda tentar manter a estátua em pé com uma perna só...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1886_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Comida internacional: o japonês “Muito  Careca” e o Márcio servem churrasco brasileiro&quot; title=&quot;Comida internacional: o japonês “Muito  Careca” e o Márcio servem churrasco brasileiro&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;176&quot; align=&quot;left&quot;　/&gt; &lt;strong&gt;Gastronomia no parque&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Em várias partes do Ōdōri Kōen tinha barracas de comida conquistando os visitantes com panelas fumegantes. Naquele frio de graus negativos, qualquer fumacinha era como água no oásis. A mais concorrida foi a praça de alimentação da gastronomia típica de Hokkaido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na mesma quadra onde aconteceu o concurso de esculturas, o International Square, também encontrei várias barracas de comida étnica. Adivinha de onde vinha o cheiro de carne assada que impregnava o ar e seduzia os passantes de barriga vazia: da barraca brasileira do senhor Hara (japonês apelidado de “Muito Careca”) e do Márcio, que vieram de Hamamatsu (Shizuoka).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Calendário de 2011&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Depois de sete dias com o parque Ōdōri Kōen lotado de visitantes de várias partes do planeta, chegou ao fim o Sapporo Yuki Matsuri. A quarta-feira de cinza desse festival gelado é muito triste porque todas as esculturas são destruídas imediatamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que desperdício, por que não deixam mais tempo?!  Coloco aqui mais uma frase do mesmo motorista de táxi da reportagem anterior: “se deixar, corre-se o risco das estátuas derreterem e desmoronar com o próprio peso. E também, assim bem curto, os visitantes não enjoam e ficam com vontade de voltar no próximo ano”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A data do Sapporo Yuki Matsuri de 2011 já está definida: será entre os dias 7 e 13 de fevereiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja mais sobre o Festival da Neve de Sapporo &lt;a href=&quot;http://curtindoojapao.com/blog/sb.cgi?cid=72&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/sb.cgi?cid=1&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://curtindoojapao.com/webtv/sb.cgi?cid=3&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Sapporo Yuki Matsuri (Sapporo Snow Festival)&lt;/strong&gt; – É realizado anualmente em fevereiro, normalmente do dia 5 a 11, na cidade de Sapporo (Hokkaidō). Locais: parque Ōdōri Kōen, bairro Susukino e estádio Tsudome. Site: http://www.snowfes.com/&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Site de informações turísticas da prefeitura de Sapporo&lt;/strong&gt; - http://www.welcome.city.sapporo.jp/&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
O grupo JAL tem voos para o Aeroporto de Shin-chitose (Sapporo) a partir de Tokyo (Haneda), Osaka (Itami e Kansai), Aichi (Chubu), Fukuoka, Hyogo (Kobe) e outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para ir do aeroporto ao centro da cidade de Sapporo, primeiro deve-se pegar o trem Kaisoku Airport, da JR, até a estação Sapporo (percurso:36 min.; tarifa: ¥1.040). Da estação ao parque Ōdōri Kōen, deve pegar metrô, da linha Nanboku ou Toho, e descer na estação Ōdōri (percurso:1min.; tarifa: ¥200), e ao bairro Susukino pegar metrô, da linha Nanboku, e descer na estação Susukino (percurso: 3 min.; tarifa: ¥200).&lt;!-- end entry_info2 --&gt;</summary>
		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Festivais</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<!-- begin entry_body --><br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1883_abreFoto1.JPG" class="pict" alt="As grandes esculturas de neve e gelo do Parque Ōdōri Kōen tem palco para shows e eventos" title="As grandes esculturas de neve e gelo do Parque Ōdōri Kōen tem palco para shows e eventos" width="439" height="292" /><br />
<br />
O Sapporo Yuki Matsuri (Festival da Neve de Sapporo) não é um lugar só para admirar descomunais esculturas brancas e “passar frio”. O evento é uma chance para os visitantes curtirem as possibilidades de diversão que a neve - fértil progenitora de brincadeiras - proporciona.<br />
<br />
A programação também inclui espetáculos de luz e som, shows de música, concurso de escultura, competição e demonstração de salto de esqui e snowbord, entre outras atividades de uma lista tão longa quanto o próprio parque Ōdōri Kōen, a área principal do festival.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1884_file.jpg" class="pict" alt="À noite, as esculturas maiores ganham iluminação colorida" title="À noite, as esculturas maiores ganham iluminação colorida" width="266" height="176" align="left"　/> Este ano, nas doze quadras do parque foram erguidas 144 esculturas. No meio delas estão as sete gigantescas que variam de 15 a 26 metros de altura. O tamanho já é mais do que suficiente para deixar todos deslumbrados, porém, à noite, elas ficam ainda mais espetaculares porque são alvos de spots de luzes coloridas que dançam conforme a música. O povo adora.<br />
<br />
Tem mais: essas esculturas avantajadas possuem palco na parte da frente e são os locais onde acontecem shows de música e outros eventos de porte.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1885_file.jpg" class="pict" alt="O festival oferece a rara chance de experimentar o esqui cross country" title="O festival oferece a rara chance de experimentar o esqui cross country" width="266" height="179" align="right"　/> <strong>Patins, esqui e snowboard</strong><br />
Entre as brincadeiras na neve, uma das que eu gosto mais é o esqui cross country. E não é que no festival de Sapporo tinha uma área – gratuita - para os visitantes sentirem o gostinho de andar com eles? Eu também não resisti.<br />
<br />
Já a pista de patinação não é muito a minha praia, digo, lagoa congelada, mas foi divertido ver as outras pessoas deslizando e, algumas, levando tombos. Aqui se cobrava ¥ 200 pelo aluguel dos patins.<br />
<br />
Nessa categoria de brincadeiras deslizantes, a maior sensação do festival foram os saltos de esqui e snowboard na rampa de 24 metros de altura. O público tinha visão privilegiada, do tipo fila do gargarejo mesmo. Quando o atleta dava o cavalo-de-pau no final da descida, era só abrir a boca que a neve espirrada na derrapagem caia dentro.<br />
<br />
<strong>Concurso internacional</strong><br />
Quatorze grupos de várias regiões do mundo, inclusive de países onde não neva, participaram este ano do “37th International Snow Sculpture Contest”. <br />
<br />
Eu tenho uma dica infalível para os brasileiros que quiserem faturar o prêmio no próximo ano: o tema das esculturas dos três primeiros colocados de 2010 - Tailândia, Nova Zelândia e Hong Kong - foi sobre lendas folclóricas de cada país. Parece que sensibiliza o júri.<br />
<br />
Mas tem uma lenda verde-amarela que é melhor evitar. Ficaria meio descaracterizado um saci-pererê albino e seria pior ainda tentar manter a estátua em pé com uma perna só...<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1886_file.jpg" class="pict" alt="Comida internacional: o japonês “Muito  Careca” e o Márcio servem churrasco brasileiro" title="Comida internacional: o japonês “Muito  Careca” e o Márcio servem churrasco brasileiro" width="266" height="176" align="left"　/> <strong>Gastronomia no parque</strong><br />
Em várias partes do Ōdōri Kōen tinha barracas de comida conquistando os visitantes com panelas fumegantes. Naquele frio de graus negativos, qualquer fumacinha era como água no oásis. A mais concorrida foi a praça de alimentação da gastronomia típica de Hokkaido.<br />
<br />
Na mesma quadra onde aconteceu o concurso de esculturas, o International Square, também encontrei várias barracas de comida étnica. Adivinha de onde vinha o cheiro de carne assada que impregnava o ar e seduzia os passantes de barriga vazia: da barraca brasileira do senhor Hara (japonês apelidado de “Muito Careca”) e do Márcio, que vieram de Hamamatsu (Shizuoka).<br />
<br />
<strong>Calendário de 2011</strong><br />
Depois de sete dias com o parque Ōdōri Kōen lotado de visitantes de várias partes do planeta, chegou ao fim o Sapporo Yuki Matsuri. A quarta-feira de cinza desse festival gelado é muito triste porque todas as esculturas são destruídas imediatamente.<br />
<br />
Que desperdício, por que não deixam mais tempo?!  Coloco aqui mais uma frase do mesmo motorista de táxi da reportagem anterior: “se deixar, corre-se o risco das estátuas derreterem e desmoronar com o próprio peso. E também, assim bem curto, os visitantes não enjoam e ficam com vontade de voltar no próximo ano”.<br />
<br />
A data do Sapporo Yuki Matsuri de 2011 já está definida: será entre os dias 7 e 13 de fevereiro.<br />
<br />
<br />
Veja mais sobre o Festival da Neve de Sapporo <a href="http://curtindoojapao.com/blog/sb.cgi?cid=72" target="_blank" title="Link">aqui</a>, <a href="http://curtindoojapao.com/relatos/sb.cgi?cid=1" target="_blank" title="Link">aqui</a> e <a href="http://curtindoojapao.com/webtv/sb.cgi?cid=3" target="_blank" title="Link">aqui</a><br />
<br />
Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
<!-- end entry_body --><br />
<br />
<!-- begin entry_info1 --><br />
<strong>Sapporo Yuki Matsuri (Sapporo Snow Festival)</strong> – É realizado anualmente em fevereiro, normalmente do dia 5 a 11, na cidade de Sapporo (Hokkaidō). Locais: parque Ōdōri Kōen, bairro Susukino e estádio Tsudome. Site: http://www.snowfes.com/<br />
<strong>Site de informações turísticas da prefeitura de Sapporo</strong> - http://www.welcome.city.sapporo.jp/<br />
<!-- end entry_info1 --><br />
<br />
<!-- begin entry_info2 --><br />
O grupo JAL tem voos para o Aeroporto de Shin-chitose (Sapporo) a partir de Tokyo (Haneda), Osaka (Itami e Kansai), Aichi (Chubu), Fukuoka, Hyogo (Kobe) e outros.<br />
<br />
Para ir do aeroporto ao centro da cidade de Sapporo, primeiro deve-se pegar o trem Kaisoku Airport, da JR, até a estação Sapporo (percurso:36 min.; tarifa: ¥1.040). Da estação ao parque Ōdōri Kōen, deve pegar metrô, da linha Nanboku ou Toho, e descer na estação Ōdōri (percurso:1min.; tarifa: ¥200), e ao bairro Susukino pegar metrô, da linha Nanboku, e descer na estação Susukino (percurso: 3 min.; tarifa: ¥200).<!-- end entry_info2 -->]]></content>
	</entry>
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		<title>Tabi Fair: a maior feira de turismo do Japão é show</title>
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		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1905_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Mais do que uma feira de turismo, o Tabi Fair parece um festival da cultura tradicional de todas as regiões do país. Na foto, o traje antigo das peregrinas de Kumano (Wakayama)&quot; title=&quot;Mais do que uma feira de turismo, o Tabi Fair parece um festival da cultura tradicional de todas as regiões do país. Na foto, o traje antigo das peregrinas de Kumano (Wakayama)&quot; width=&quot;439&quot; height=&quot;292&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que se pode esperar de uma feira de turismo no Japão? Resposta: muita, muita cultura regional. Foi uma agradável surpresa ver acontecendo - o tempo todo e em vários locais simultaneamente - apresentações de grupos folclóricos de diversas regiões do país. Eu não esperava encontrar uma festa tão rica e colorida. Tive a sensação de estar pulando de festival em festival, de província em província. Para completar a alegria, também havia barracas de gastronomia típica. Juntou a fome com a vontade de comer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fica aí a dica: se tiver a chance de visitar a Tabi Fair, não desperdice. Com um ingresso de \ 500 (gratuito para crianças e adolescentes) se tem uma amostra da incrível diversidade cultural e turística japonesa, de Okinawa a Hokkaido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1906_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;As principais empresas japonesas de transporte aéreo e terrestre participam da feira&quot; title=&quot;As principais empresas japonesas de transporte aéreo e terrestre participam da feira&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;176&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; &lt;strong&gt;Evento anual&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
O Tabi Fair 2010 foi realizado no centro de convenções do Makuhari Messe (Chiba), entre 28 e 30 de maio. O público que prestigiou o evento nos três dias foi de cerca de 120 mil pessoas. É a maior feira de turismo do Japão. Ela vem sendo realizada desde 1995 e é organizada pela Japan Tourism Association. As cidades que a recebem têm variado a cada ano entre Yokohama, Tokyo, Nagoya e a já citada Chiba.	&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O número de expositores neste ano girou em torno de cem. Associações turísticas de cidades e províncias, agências, empresas de transportes, entre outras, montaram estandes no amplo espaço do centro de convenções. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O destaque também foram as empresas de produtos típicos regionais, normalmente, vendidos como omiyage (lembrançinhas que os turistas compram para presentear). Aliás, a cada dois anos nessa feira é realizado um concurso no qual o público elege o melhor omiyage entre os centenas que ficam expostos em uma área específica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1907_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;O Sentokun “nasceu” recentemente, mas já faz grande sucesso&quot; title=&quot;O Sentokun “nasceu” recentemente, mas já faz grande sucesso&quot; width=&quot;133&quot; height=&quot;200&quot; align=&quot;left&quot; /&gt; &lt;strong&gt;Bonecos Yurukyara&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Uma curiosidade da feira são os bonecos (pessoas com fantasias) que ficam circulando por todos os lugares e que são chamados genericamente de Yurukyara.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mais famoso entre eles é o Hikonyan, que é o precursor desses bonecos. Ele foi criado, em 2007, como símbolo da comemoração dos 400 anos do castelo Hikone-jo, da cidade de Hikone (Shiga).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Hikonyan fez tanto sucesso que depois outras localidades também criaram o seu boneco para promover o turismo local. No Tabi Fair, todos se encontram e o povo adora fazer fotos junto com eles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas a grande sensação mesmo é o Hikonyan. A reação quando ele aparece é a mesmo que o povão tem diante de um artista muito famoso. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um outro que está fazendo sucesso é o Sentokun. Ele foi criado como símbolo da comemoração dos 1300 anos de Nara como antiga capital do Japão. Diferente dos outros Yurukyara, que são redondinhos e fofinhos, o Sentokun tem a forma humana e na cabeça um par de chifres de veado, representando os celebres animais que perambulam livremente pelo principal ponto turístico da cidade, o Parque de Nara.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acompanhe o site da Japan Tourism Association para saber a data e o local do Tabi Fair de 2011 e aproveite para conhecer muitos aspectos turísticos do Japão e para encontrar com o Hikonyan.&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
Site do Tabi Fair 2010 - &lt;a href=&quot;http://www.tabifair2010.com/&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;http://www.tabifair2010.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Site do Japan Turism Association - &lt;a href=&quot;http://www.nihon-kankou.or.jp/&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;http://www.nihon-kankou.or.jp/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
Como carger の内容を書く&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info2 --&gt;</summary>
		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Festivais</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<!-- begin entry_body --><br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1905_file.jpg" class="pict" alt="Mais do que uma feira de turismo, o Tabi Fair parece um festival da cultura tradicional de todas as regiões do país. Na foto, o traje antigo das peregrinas de Kumano (Wakayama)" title="Mais do que uma feira de turismo, o Tabi Fair parece um festival da cultura tradicional de todas as regiões do país. Na foto, o traje antigo das peregrinas de Kumano (Wakayama)" width="439" height="292" /><br />
<br />
O que se pode esperar de uma feira de turismo no Japão? Resposta: muita, muita cultura regional. Foi uma agradável surpresa ver acontecendo - o tempo todo e em vários locais simultaneamente - apresentações de grupos folclóricos de diversas regiões do país. Eu não esperava encontrar uma festa tão rica e colorida. Tive a sensação de estar pulando de festival em festival, de província em província. Para completar a alegria, também havia barracas de gastronomia típica. Juntou a fome com a vontade de comer.<br />
<br />
Fica aí a dica: se tiver a chance de visitar a Tabi Fair, não desperdice. Com um ingresso de \ 500 (gratuito para crianças e adolescentes) se tem uma amostra da incrível diversidade cultural e turística japonesa, de Okinawa a Hokkaido.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1906_file.jpg" class="pict" alt="As principais empresas japonesas de transporte aéreo e terrestre participam da feira" title="As principais empresas japonesas de transporte aéreo e terrestre participam da feira" width="266" height="176" align="right" /> <strong>Evento anual</strong><br />
O Tabi Fair 2010 foi realizado no centro de convenções do Makuhari Messe (Chiba), entre 28 e 30 de maio. O público que prestigiou o evento nos três dias foi de cerca de 120 mil pessoas. É a maior feira de turismo do Japão. Ela vem sendo realizada desde 1995 e é organizada pela Japan Tourism Association. As cidades que a recebem têm variado a cada ano entre Yokohama, Tokyo, Nagoya e a já citada Chiba.	<br />
<br />
O número de expositores neste ano girou em torno de cem. Associações turísticas de cidades e províncias, agências, empresas de transportes, entre outras, montaram estandes no amplo espaço do centro de convenções. <br />
<br />
O destaque também foram as empresas de produtos típicos regionais, normalmente, vendidos como omiyage (lembrançinhas que os turistas compram para presentear). Aliás, a cada dois anos nessa feira é realizado um concurso no qual o público elege o melhor omiyage entre os centenas que ficam expostos em uma área específica.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1907_file.jpg" class="pict" alt="O Sentokun “nasceu” recentemente, mas já faz grande sucesso" title="O Sentokun “nasceu” recentemente, mas já faz grande sucesso" width="133" height="200" align="left" /> <strong>Bonecos Yurukyara</strong><br />
Uma curiosidade da feira são os bonecos (pessoas com fantasias) que ficam circulando por todos os lugares e que são chamados genericamente de Yurukyara.<br />
<br />
O mais famoso entre eles é o Hikonyan, que é o precursor desses bonecos. Ele foi criado, em 2007, como símbolo da comemoração dos 400 anos do castelo Hikone-jo, da cidade de Hikone (Shiga).<br />
<br />
O Hikonyan fez tanto sucesso que depois outras localidades também criaram o seu boneco para promover o turismo local. No Tabi Fair, todos se encontram e o povo adora fazer fotos junto com eles.<br />
<br />
Mas a grande sensação mesmo é o Hikonyan. A reação quando ele aparece é a mesmo que o povão tem diante de um artista muito famoso. <br />
<br />
Um outro que está fazendo sucesso é o Sentokun. Ele foi criado como símbolo da comemoração dos 1300 anos de Nara como antiga capital do Japão. Diferente dos outros Yurukyara, que são redondinhos e fofinhos, o Sentokun tem a forma humana e na cabeça um par de chifres de veado, representando os celebres animais que perambulam livremente pelo principal ponto turístico da cidade, o Parque de Nara.<br />
<br />
Acompanhe o site da Japan Tourism Association para saber a data e o local do Tabi Fair de 2011 e aproveite para conhecer muitos aspectos turísticos do Japão e para encontrar com o Hikonyan.<br />
	<br />
Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
<!-- end entry_body --><br />
<br />
<!-- begin entry_info1 --><br />
Site do Tabi Fair 2010 - <a href="http://www.tabifair2010.com/" target="_blank" title="Link">http://www.tabifair2010.com/</a><br />
Site do Japan Turism Association - <a href="http://www.nihon-kankou.or.jp/" target="_blank" title="Link">http://www.nihon-kankou.or.jp/</a><br />
<!-- end entry_info1 --><br />
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<!-- begin entry_info2 --><br />
Como carger の内容を書く<br />
<!-- end entry_info2 -->]]></content>
	</entry>
	<entry>
		<title>Festival da Neve de Sapporo – Parte 1</title>
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		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1859_abreFoto1.JPG&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Uma das principais esculturas do festival de 2010 prestou homenagem aos dois zoológicos situados mais ao norte do Japão, na província de Hokkaidō&quot; title=&quot;Uma das principais esculturas do festival de 2010 prestou homenagem aos dois zoológicos situados mais ao norte do Japão, na província de Hokkaidō&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;283&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não tenho receio em emitir o seguinte parecer pessoal: o Sapporo Yuki Matsuri se tornou o festival japonês mais famoso no exterior e, consequentemente, que atrai maior número de visitantes estrangeiros. Foi o que os meus olhos e ouvidos deduziram durante os dias que estive acompanhando o evento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1861_miolo2Foto2.JPG&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;“O lugar onde os sonhos se concretizam” foi o tema da escultura Tokyo Disney Resort&quot; title=&quot;“O lugar onde os sonhos se concretizam” foi o tema da escultura Tokyo Disney Resort&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;176&quot; align=&quot;left&quot; /&gt; Todos os continentes devem ter enviado seus turistas-representantes para prestigiar o festival e engrossar a assombrosa marca de 2.4 milhões de visitantes - este ano foi recorde de público - no curto período de uma semana. Normalmente, ele é realizado entre os dias 5 e 11 de fevereiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O prestígio do Sapporo Yuki Matsuri se espalhou pelo mundo e chegou ao ponto de servir de modelo para festivais similares na China, Canadá, Alemanha, Estados Unidos e outros países.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se me pedirem para definir em uma frase o que cativa e deslumbra tanta gente no Sapporo Yuki Matsuri, eu diria o seguinte: é a exacerbação – no bom sentido - daquele instinto que todas pessoas tem de fazer uma bolinha ou boneco quando encontram neve pela frente. &lt;br /&gt;
Diante de centenas de esculturas, os visitantes mergulham no mundo da fantasia. Ficam encantados. Voltam a ser crianças.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Recorde de altura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
O primeiro Sapporo Yuki Matsuri foi realizado, em 1950, com apenas seis singelas esculturas. Cinco anos depois, o exército entrou na brincadeira, utilizando técnica de engenharia, e elas foram ficando cada vez mais ousadas. Este ano, a escultura da igreja alemã Frauenkirche bateu o recorde de todos os tempos com a altura de 26 metros. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2010, as três áreas onde aconteceu a 61ª edição do festival contaram com um total de 249 esculturas de variados tamanhos. Além dos soldados do exército, milhares de voluntários também participam da tarefa de erguê-las. A neve utilizada – equivalente à carga de 6.5 mil caminhões - foi transportada das montanhas da periferia de Sapporo e cidades vizinhas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1860_miolo1Foto3.JPG&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Vista do parque Ōdōri Kōen a partir do mirante da Sapporo TV Tower&quot; title=&quot;Vista do parque Ōdōri Kōen a partir do mirante da Sapporo TV Tower&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;176&quot; align=&quot;right&quot;/&gt; &lt;strong&gt;Dez graus negativos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Nos dois primeiros dias do Sapporo Yuki Matsuri, a temperatura chegou nos 10 graus negativos e nevou bastante. Mesmo assim as pessoas lotaram o parque Ōdōri Kōen, a área principal do festival. Ele possui doze quadras e se estende por 1.5 km. Numa das pontas fica a Sapporo TV Tower, que é uma das atrações turísticas da cidade. Do seu mirante localizado na altura de 90 metros se descortina uma belíssima vista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O número de esculturas no Ōdōri Kōen neste ano foi de 144, entre as quais sete gigantes. À noite, elas ganharam iluminação colorida em determinados horários. No parque também aconteceram diversas atividades e espetáculos que vou descrever na próxima edição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma outra área do festival fica no Susukino, o famoso bairro de badalação noturna do centro da cidade. À noite, uma parte da avenida principal ficou interditada para visitação das cerca de 80 estátuas, esculpidas em 300 toneladas de gelo. Elas ficaram iluminadas até meia-noite.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1862_miolo3Foto6.JPG&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;O palácio havaiano Iolani foi feito com blocos de gelo. À noite fica multicolorido&quot; title=&quot;O palácio havaiano Iolani foi feito  no parque Ōdōri Kōen com blocos de gelo. À noite fica multicolorido&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;176&quot; align=&quot;left&quot; /&gt; Eu penei um pouco, tendo que ficar andando o dia inteiro no vasto Ōdōri Kōen para fazer fotos enfrentando a baixa temperatura e a neve. Contudo, para os visitantes esse foi mais um motivo de alegria. Um motorista de táxi me disse que “foi bom que fez bastante frio nesses dias, assim todas essas pessoas puderam sentir de verdade o inverno da província de Hokkaidō”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja mais sobre o Festival da Neve de Sapporo &lt;a href=&quot;http://curtindoojapao.com/blog/sb.cgi?cid=72&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/sb.cgi?cid=1&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://curtindoojapao.com/webtv/sb.cgi?cid=3&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Sapporo Yuki Matsuri (Sapporo Snow Festival)&lt;/strong&gt; – É realizado anualmente em fevereiro, normalmente do dia 5 a 11, na cidade de Sapporo (Hokkaidō). Locais: parque Ōdōri Kōen, bairro Susukino e estádio Tsudome. Site: http://www.snowfes.com/&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Site de informações turísticas da prefeitura de Sapporo&lt;/strong&gt; - http://www.welcome.city.sapporo.jp/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
O grupo JAL tem voos para o Aeroporto de Shin-chitose (Sapporo) a partir de Tokyo (Haneda), Osaka (Itami e Kansai), Aichi (Chubu), Fukuoka, Hyogo (Kobe) e outros. &lt;br /&gt;
Para ir do aeroporto ao centro da cidade de Sapporo, primeiro deve-se pegar o trem Kaisoku Airport, da JR, até a estação Sapporo (percurso:36 min.; tarifa: ¥1.040). Da estação ao parque Ōdōri Kōen, deve pegar metrô, da linha Nanboku ou Toho, e descer na estação Ōdōri (percurso:1min.; tarifa: ¥200), e ao bairro Susukino pegar metrô, da linha Nanboku, e descer na estação Susukino (percurso: 3 min.; tarifa: ¥200).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info2 --&gt;</summary>
		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Festivais</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<!-- begin entry_body --><br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1859_abreFoto1.JPG" class="pict" alt="Uma das principais esculturas do festival de 2010 prestou homenagem aos dois zoológicos situados mais ao norte do Japão, na província de Hokkaidō" title="Uma das principais esculturas do festival de 2010 prestou homenagem aos dois zoológicos situados mais ao norte do Japão, na província de Hokkaidō" width="425" height="283" /><br />
<br />
Não tenho receio em emitir o seguinte parecer pessoal: o Sapporo Yuki Matsuri se tornou o festival japonês mais famoso no exterior e, consequentemente, que atrai maior número de visitantes estrangeiros. Foi o que os meus olhos e ouvidos deduziram durante os dias que estive acompanhando o evento.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1861_miolo2Foto2.JPG" class="pict" alt="“O lugar onde os sonhos se concretizam” foi o tema da escultura Tokyo Disney Resort" title="“O lugar onde os sonhos se concretizam” foi o tema da escultura Tokyo Disney Resort" width="266" height="176" align="left" /> Todos os continentes devem ter enviado seus turistas-representantes para prestigiar o festival e engrossar a assombrosa marca de 2.4 milhões de visitantes - este ano foi recorde de público - no curto período de uma semana. Normalmente, ele é realizado entre os dias 5 e 11 de fevereiro.<br />
<br />
O prestígio do Sapporo Yuki Matsuri se espalhou pelo mundo e chegou ao ponto de servir de modelo para festivais similares na China, Canadá, Alemanha, Estados Unidos e outros países.<br />
<br />
Se me pedirem para definir em uma frase o que cativa e deslumbra tanta gente no Sapporo Yuki Matsuri, eu diria o seguinte: é a exacerbação – no bom sentido - daquele instinto que todas pessoas tem de fazer uma bolinha ou boneco quando encontram neve pela frente. <br />
Diante de centenas de esculturas, os visitantes mergulham no mundo da fantasia. Ficam encantados. Voltam a ser crianças.<br />
<br />
<strong>Recorde de altura</strong><br />
O primeiro Sapporo Yuki Matsuri foi realizado, em 1950, com apenas seis singelas esculturas. Cinco anos depois, o exército entrou na brincadeira, utilizando técnica de engenharia, e elas foram ficando cada vez mais ousadas. Este ano, a escultura da igreja alemã Frauenkirche bateu o recorde de todos os tempos com a altura de 26 metros. <br />
<br />
Em 2010, as três áreas onde aconteceu a 61ª edição do festival contaram com um total de 249 esculturas de variados tamanhos. Além dos soldados do exército, milhares de voluntários também participam da tarefa de erguê-las. A neve utilizada – equivalente à carga de 6.5 mil caminhões - foi transportada das montanhas da periferia de Sapporo e cidades vizinhas.<br />
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<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1860_miolo1Foto3.JPG" class="pict" alt="Vista do parque Ōdōri Kōen a partir do mirante da Sapporo TV Tower" title="Vista do parque Ōdōri Kōen a partir do mirante da Sapporo TV Tower" width="266" height="176" align="right"/> <strong>Dez graus negativos</strong><br />
Nos dois primeiros dias do Sapporo Yuki Matsuri, a temperatura chegou nos 10 graus negativos e nevou bastante. Mesmo assim as pessoas lotaram o parque Ōdōri Kōen, a área principal do festival. Ele possui doze quadras e se estende por 1.5 km. Numa das pontas fica a Sapporo TV Tower, que é uma das atrações turísticas da cidade. Do seu mirante localizado na altura de 90 metros se descortina uma belíssima vista.<br />
<br />
O número de esculturas no Ōdōri Kōen neste ano foi de 144, entre as quais sete gigantes. À noite, elas ganharam iluminação colorida em determinados horários. No parque também aconteceram diversas atividades e espetáculos que vou descrever na próxima edição.<br />
<br />
Uma outra área do festival fica no Susukino, o famoso bairro de badalação noturna do centro da cidade. À noite, uma parte da avenida principal ficou interditada para visitação das cerca de 80 estátuas, esculpidas em 300 toneladas de gelo. Elas ficaram iluminadas até meia-noite.<br />
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<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1862_miolo3Foto6.JPG" class="pict" alt="O palácio havaiano Iolani foi feito com blocos de gelo. À noite fica multicolorido" title="O palácio havaiano Iolani foi feito  no parque Ōdōri Kōen com blocos de gelo. À noite fica multicolorido" width="266" height="176" align="left" /> Eu penei um pouco, tendo que ficar andando o dia inteiro no vasto Ōdōri Kōen para fazer fotos enfrentando a baixa temperatura e a neve. Contudo, para os visitantes esse foi mais um motivo de alegria. Um motorista de táxi me disse que “foi bom que fez bastante frio nesses dias, assim todas essas pessoas puderam sentir de verdade o inverno da província de Hokkaidō”.<br />
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Veja mais sobre o Festival da Neve de Sapporo <a href="http://curtindoojapao.com/blog/sb.cgi?cid=72" target="_blank" title="Link">aqui</a>, <a href="http://curtindoojapao.com/relatos/sb.cgi?cid=1" target="_blank" title="Link">aqui</a> e <a href="http://curtindoojapao.com/webtv/sb.cgi?cid=3" target="_blank" title="Link">aqui</a><br />
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Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
<!-- end entry_body --><br />
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<!-- begin entry_info1 --><br />
<strong>Sapporo Yuki Matsuri (Sapporo Snow Festival)</strong> – É realizado anualmente em fevereiro, normalmente do dia 5 a 11, na cidade de Sapporo (Hokkaidō). Locais: parque Ōdōri Kōen, bairro Susukino e estádio Tsudome. Site: http://www.snowfes.com/<br />
<strong>Site de informações turísticas da prefeitura de Sapporo</strong> - http://www.welcome.city.sapporo.jp/<br />
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<!-- begin entry_info2 --><br />
O grupo JAL tem voos para o Aeroporto de Shin-chitose (Sapporo) a partir de Tokyo (Haneda), Osaka (Itami e Kansai), Aichi (Chubu), Fukuoka, Hyogo (Kobe) e outros. <br />
Para ir do aeroporto ao centro da cidade de Sapporo, primeiro deve-se pegar o trem Kaisoku Airport, da JR, até a estação Sapporo (percurso:36 min.; tarifa: ¥1.040). Da estação ao parque Ōdōri Kōen, deve pegar metrô, da linha Nanboku ou Toho, e descer na estação Ōdōri (percurso:1min.; tarifa: ¥200), e ao bairro Susukino pegar metrô, da linha Nanboku, e descer na estação Susukino (percurso: 3 min.; tarifa: ¥200).<br />
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<!-- end entry_info2 -->]]></content>
	</entry>
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		<title>Okinawa, para curtir neste verão e com direito a aquário gigante</title>
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		<issued>2010-06-17T15:29:37+09:00</issued>
		<modified>2010-06-17T06:29:37Z</modified>
		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align:center&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1857_abreFoto1.JPG&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Entre as paradisíacas praias da ilha Tokashiki, a mais bonita é a Aharen. Ela também é boa para mergulhos com snorkel e outros esportes marinhos&quot; title=&quot;Entre as paradisíacas praias da ilha Tokashiki, a mais bonita é a Aharen. Ela também é boa para mergulhos com snorkel e outros esportes marinhos&quot; width=&quot;439&quot; height=&quot;292&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O &lt;em&gt;tsuyu&lt;/em&gt;, estação das chuvas, já passou por Okinawa e liberou as paradisíacas ilhas do sul para os visitantes curtirem o sol forte e o céu azul à beira do estonteante mar esmeralda. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para quem está se preparando para viajar neste verão, vou deixar aqui algumas indicações do que considero imperdível na ilha principal e arredores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre as maravilhosas praias de Okinawa, a que eu gosto mais é a da &lt;a href=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid9.html&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;ilha Tokashiki&lt;/a&gt;, que fica a cerca de uma hora de barco de Naha. Pode-se ir de manhã e voltar à tarde numa boa, e ainda sobra tempo para badalar na noite da capital da província.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além das praias, Okinawa tem muitas outras atrações originais. O maior destaque atualmente é o Okinawa Churaumi Aquarium (veja detalhes abaixo). Mas eu também sou apaixonado pelos aspectos culturais, que englobam os festivais, o artesanato e a gastronomia, bem diferentes de outras províncias do Japão. Para se ter uma visão geral de todos estes últimos quesitos juntos, vale dar um esticada até o Okinawa World ou o Ryukyu Mura, que são uma espécie de parque temático.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1844_miolo1Foto4.JPG&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;As lojas de roupas com estampas “tropicais”, típicas de Okinawa, são atrações na avenida Kokusai-dori&quot; title=&quot;As lojas de roupas com estampas “tropicais”, típicas de Okinawa, são atrações na avenida Kokusai-dori&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;177&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; Deixe um tempo reservado para perambular pela avenida Kokusai-dori, que é a principal da cidade de Naha. É o local para ver vitrines e fazer compras, especialmente de lembrancinhas. Aproveite também para ir nos restaurantes de comida típica e saborear o &lt;em&gt;Okinawa-sob&lt;/em&gt;a (o lámem típico) e o &lt;em&gt;Goya-chyanpuru&lt;/em&gt; (refogado com pepino amargo), entre outros pratos regionais. O meu restaurante predileto por ali é o Yunangi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Aquário gigante&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
O Okinawa Churaumi Aquarium é assombroso pelo tamanho e pela variedade de criaturas que expõe: mais de seiscentas espécies distribuídas em setenta e sete tanques. É o ponto mais visitado pelos turistas em Okinawa atualmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O nome – &lt;em&gt;churaumi&lt;/em&gt; - significa “lindo mar” no dialeto local. Conforme se avança no roteiro de visita, depara-se com tanques que mostram os aspectos do lindo mar de Okinawa. Começa como se estivesse na beira da praia, depois vai aos recifes de corais, até chegar nos aquários que representam o oceano profundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Churaumi se faz uma importante experiência. Esse aquário foi o primeiro do mundo a expor corais vivos e a tentar fazer reprodução. A iniciativa é fundamental para se conhecer melhor essas belas e frágeis criaturas, já que existe sérios riscos de extinção em várias partes do mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1845_miolo2Foto2.JPG&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Tubarões-baleia e raias-jamanta nadam no gigantesco aquário do Churaumi&quot; title=&quot;Tubarões-baleia e raias-jamanta nadam no gigantesco aquário do Churaumi&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;176&quot; align=&quot;left&quot;/&gt; A maior atração do Churaumi é um aquário que representa a corrente marinha do Oceano Pacífico que passa pela costa do Japão e que é chamada de Kuroshio. O tanque tem mais de vinte metros de largura e oito de altura, com capacidade para sete mil e quinhentas toneladas de água. Ele já foi o maior do mundo, mas agora está em segundo lugar. Dentro dele se encontra cardumes de sessenta espécies de peixes oceânicos, com destaque para exemplares do tubarão-baleia, que medem cerca de sete metros de comprimento, e as também colossais raias-jamanta, com cerca de quatro a cinco metros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
Okinawa Churaumi Suizokukan – Endereço: Motobu-chō, Ishikawa, 424. Tel.: (098) 48-3748. Horário: 8h30 às 18h30 (de março a setembro, até 20h). Fecha na primeira quarta-feira e no dia seguinte do mês de dezembro. Ingresso: \1.800, \1.200 e \ 600 (conforme a idade). Site: http://oki-churaumi.jp/&lt;br /&gt;
Okinawa World – Horário: 9h às 17h30 (abril a outubro) ou até 17h (novembro a março). Ingresso: museu Oukoku-mura e caverna Gyokusendo \1.200 (adulto) e \600 (criança). Entrada só para Oukoku-mura \600 (adulto) e \300 (criança). Endereço: Nanjo-shi, Tamagusuku, Maekawa, 1336. Tel.: (098)949-7421. Site: http://www.gyokusendo.co.jp/okinawaworld/&lt;br /&gt;
Ryukyumura – Horário: 8h30 às 17h. Ingresso: \840, \730  e \420 (conforme a idade). Endereço: Onna-son, Yamada, 1130. Tel.: (098)965-1234. Site: http://www.ryukyumura.co.jp/&lt;br /&gt;
Restaurante Yunangi – Horário: 12h às 15h (almoço) e 17h30 às 22h30 (jantar). Fecha nos domingos e feriados. Endereço: Naha-shi, Kumoji, 3-3-3. Tel.: (098)867-3565. Site: http://rp.gnavi.co.jp/sb/3009339/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
O grupo JAL tem voos para o Aeroporto de Naha a partir de Tokyo (Haneda), Osaka (Itami e Kansai), Aichi (Nagoya), Fukuoka, Hyogo (Kobe), Ishikawa (Komatsu) e Okayama. Para ir do aeroporto ao centro de Naha (início da Av. Kokusai-dori), primeiro deve-se pegar monotrilho Yui Rail até a estação Kencho-mae (percurso:13 min.; tarifa: ¥ 230) e depois caminhar 2 min. Da ponta inicial da avenida, a pé, até o restaurante Yunangi leva 3 min., e até o mercado e galerias leva 15 min.&lt;br /&gt;
Para ir ao Okinawa World, pegar o ônibus de número 83, no Terminal de Ônibus de Naha, e descer na parada Gyokusendo-mae (percurso: 60 min.; tarifa: ¥ 560). &lt;br /&gt;
Para ir ao Ryukyumura, no terminal pegar ônibus número 120, e descer na parada Ryukumura (percurso: 70min.; tarifa: ¥ 1.040).&lt;br /&gt;
Para ir ao Okinawa Churaumi Suizokukan, pegar ônibus número 20 e ir até o Terminal de Ônibus de Nago (percurso: 90 min.; tarifa: ¥2.040). Depois tomar um outro ônibus de número 65 ou 70 e descer na parada Kinen Koen Mae (percurso: 11 min.; tarifa: ¥ 230).&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info2 --&gt;</summary>
		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Praias</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<!-- begin entry_body --><br />
<div style="text-align:center"><img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1857_abreFoto1.JPG" class="pict" alt="Entre as paradisíacas praias da ilha Tokashiki, a mais bonita é a Aharen. Ela também é boa para mergulhos com snorkel e outros esportes marinhos" title="Entre as paradisíacas praias da ilha Tokashiki, a mais bonita é a Aharen. Ela também é boa para mergulhos com snorkel e outros esportes marinhos" width="439" height="292" /></div><br />
<br />
O <em>tsuyu</em>, estação das chuvas, já passou por Okinawa e liberou as paradisíacas ilhas do sul para os visitantes curtirem o sol forte e o céu azul à beira do estonteante mar esmeralda. <br />
<br />
Para quem está se preparando para viajar neste verão, vou deixar aqui algumas indicações do que considero imperdível na ilha principal e arredores.<br />
<br />
Entre as maravilhosas praias de Okinawa, a que eu gosto mais é a da <a href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid9.html" target="_blank" title="Link">ilha Tokashiki</a>, que fica a cerca de uma hora de barco de Naha. Pode-se ir de manhã e voltar à tarde numa boa, e ainda sobra tempo para badalar na noite da capital da província.<br />
<br />
Além das praias, Okinawa tem muitas outras atrações originais. O maior destaque atualmente é o Okinawa Churaumi Aquarium (veja detalhes abaixo). Mas eu também sou apaixonado pelos aspectos culturais, que englobam os festivais, o artesanato e a gastronomia, bem diferentes de outras províncias do Japão. Para se ter uma visão geral de todos estes últimos quesitos juntos, vale dar um esticada até o Okinawa World ou o Ryukyu Mura, que são uma espécie de parque temático.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1844_miolo1Foto4.JPG" class="pict" alt="As lojas de roupas com estampas “tropicais”, típicas de Okinawa, são atrações na avenida Kokusai-dori" title="As lojas de roupas com estampas “tropicais”, típicas de Okinawa, são atrações na avenida Kokusai-dori" width="266" height="177" align="right" /> Deixe um tempo reservado para perambular pela avenida Kokusai-dori, que é a principal da cidade de Naha. É o local para ver vitrines e fazer compras, especialmente de lembrancinhas. Aproveite também para ir nos restaurantes de comida típica e saborear o <em>Okinawa-sob</em>a (o lámem típico) e o <em>Goya-chyanpuru</em> (refogado com pepino amargo), entre outros pratos regionais. O meu restaurante predileto por ali é o Yunangi.<br />
<br />
<strong>Aquário gigante</strong><br />
O Okinawa Churaumi Aquarium é assombroso pelo tamanho e pela variedade de criaturas que expõe: mais de seiscentas espécies distribuídas em setenta e sete tanques. É o ponto mais visitado pelos turistas em Okinawa atualmente.<br />
<br />
O nome – <em>churaumi</em> - significa “lindo mar” no dialeto local. Conforme se avança no roteiro de visita, depara-se com tanques que mostram os aspectos do lindo mar de Okinawa. Começa como se estivesse na beira da praia, depois vai aos recifes de corais, até chegar nos aquários que representam o oceano profundo.<br />
<br />
No Churaumi se faz uma importante experiência. Esse aquário foi o primeiro do mundo a expor corais vivos e a tentar fazer reprodução. A iniciativa é fundamental para se conhecer melhor essas belas e frágeis criaturas, já que existe sérios riscos de extinção em várias partes do mundo.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1845_miolo2Foto2.JPG" class="pict" alt="Tubarões-baleia e raias-jamanta nadam no gigantesco aquário do Churaumi" title="Tubarões-baleia e raias-jamanta nadam no gigantesco aquário do Churaumi" width="266" height="176" align="left"/> A maior atração do Churaumi é um aquário que representa a corrente marinha do Oceano Pacífico que passa pela costa do Japão e que é chamada de Kuroshio. O tanque tem mais de vinte metros de largura e oito de altura, com capacidade para sete mil e quinhentas toneladas de água. Ele já foi o maior do mundo, mas agora está em segundo lugar. Dentro dele se encontra cardumes de sessenta espécies de peixes oceânicos, com destaque para exemplares do tubarão-baleia, que medem cerca de sete metros de comprimento, e as também colossais raias-jamanta, com cerca de quatro a cinco metros.<br />
<br />
Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
<!-- end entry_body --><br />
<br />
<!-- begin entry_info1 --><br />
Okinawa Churaumi Suizokukan – Endereço: Motobu-chō, Ishikawa, 424. Tel.: (098) 48-3748. Horário: 8h30 às 18h30 (de março a setembro, até 20h). Fecha na primeira quarta-feira e no dia seguinte do mês de dezembro. Ingresso: \1.800, \1.200 e \ 600 (conforme a idade). Site: http://oki-churaumi.jp/<br />
Okinawa World – Horário: 9h às 17h30 (abril a outubro) ou até 17h (novembro a março). Ingresso: museu Oukoku-mura e caverna Gyokusendo \1.200 (adulto) e \600 (criança). Entrada só para Oukoku-mura \600 (adulto) e \300 (criança). Endereço: Nanjo-shi, Tamagusuku, Maekawa, 1336. Tel.: (098)949-7421. Site: http://www.gyokusendo.co.jp/okinawaworld/<br />
Ryukyumura – Horário: 8h30 às 17h. Ingresso: \840, \730  e \420 (conforme a idade). Endereço: Onna-son, Yamada, 1130. Tel.: (098)965-1234. Site: http://www.ryukyumura.co.jp/<br />
Restaurante Yunangi – Horário: 12h às 15h (almoço) e 17h30 às 22h30 (jantar). Fecha nos domingos e feriados. Endereço: Naha-shi, Kumoji, 3-3-3. Tel.: (098)867-3565. Site: http://rp.gnavi.co.jp/sb/3009339/<br />
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<!-- end entry_info1 --><br />
<br />
<!-- begin entry_info2 --><br />
O grupo JAL tem voos para o Aeroporto de Naha a partir de Tokyo (Haneda), Osaka (Itami e Kansai), Aichi (Nagoya), Fukuoka, Hyogo (Kobe), Ishikawa (Komatsu) e Okayama. Para ir do aeroporto ao centro de Naha (início da Av. Kokusai-dori), primeiro deve-se pegar monotrilho Yui Rail até a estação Kencho-mae (percurso:13 min.; tarifa: ¥ 230) e depois caminhar 2 min. Da ponta inicial da avenida, a pé, até o restaurante Yunangi leva 3 min., e até o mercado e galerias leva 15 min.<br />
Para ir ao Okinawa World, pegar o ônibus de número 83, no Terminal de Ônibus de Naha, e descer na parada Gyokusendo-mae (percurso: 60 min.; tarifa: ¥ 560). <br />
Para ir ao Ryukyumura, no terminal pegar ônibus número 120, e descer na parada Ryukumura (percurso: 70min.; tarifa: ¥ 1.040).<br />
Para ir ao Okinawa Churaumi Suizokukan, pegar ônibus número 20 e ir até o Terminal de Ônibus de Nago (percurso: 90 min.; tarifa: ¥2.040). Depois tomar um outro ônibus de número 65 ou 70 e descer na parada Kinen Koen Mae (percurso: 11 min.; tarifa: ¥ 230).<br />
<!-- end entry_info2 -->]]></content>
	</entry>
	<entry>
		<title>Japão “nouveau”, releituras da gastronomia e do design tradicional</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid102.html" />
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		<issued>2010-06-06T10:23:32+09:00</issued>
		<modified>2010-06-06T01:23:32Z</modified>
		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1816_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Cerâmicas modernas transformam o vIsual dos pratos do tradicional kaIsekI ryorI&quot; title=&quot;Cerâmicas modernas transformam o vIsual dos pratos do tradicional kaIsekI ryorI&quot; width=&quot;228&quot; height=&quot;343&quot; align=&quot;left&quot; /&gt;	“A tradição é continuidade da renovação”. A frase parece contraditória. A lógica nos leva a crer que o que se renova deixa de ser tradicional. Mas por incrível que pareça, esse é o lema de uma das mais antigas - e tradicionais - empresas nipônicas, a fabricante de doces Toraya.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encontrei a instigante citação em um panfleto quando percorria alguns locais em Tokyo para curtir o Japão “nouveau”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim, com a gastronomia, não é diferente do que acontece no mundo da moda, da arte plástica, e em diversas outras áreas. Há muitos exemplos de ótimos restaurantes que fazem fusão do tradicional com o contemporâneo, entre os quais estou indicando aqui alguns que considero imperdíveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1817_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Ingredientes básicos do wagashi ganham novos companheIros como chocolate, mel, castanhas, especiarIas e licores, nos doces e sobremesas da Toraya Café&quot; title=&quot;Ingredientes básicos do wagashi ganham novos companheIros como chocolate, mel, castanhas, especiarIas e licores, nos doces e sobremesas da Toraya Café&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;176&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; &lt;strong&gt;Toraya Café&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
A Toraya foi criada há quinhentos anos, em Kyoto. É uma fabricante de wagashi, doce tradicional japonês. No seu currículo consta que ela fornecia os seus finos e deliciosos produtos até para a corte imperial. A empresa é considerada um ícone da cultura gastronômica pelos próprios nipônicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atualmente, a Toraya mantém lojas e Tea Room em diversas províncias e em Paris. Também já teve fábrica e loja em Nova York.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A novidade mais recente da empresa foi a abertura do Toraya Café, onde emprega influências da cultura, da técnica e ingredientes da confeitaria ocidental. Mas a empresa não quer que seja visto ou classificado como uma fusão do oriental com o ocidental. O que ela serve nessa cafeteria são “novos tipos de doces e sobremesas da Toraya”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre os que já provei, considero dois deles simplesmente delirantes. O “Azuki Bean and Cacao Foundant” (¥472) é um bolo de chocolate com massa de feijão azuki para ser saboreado deixando pedacinhos pequenos se dissolverem na boca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O outro é o “Soy Milk, White Azuki Bean and Kuzu Jelly” (¥525), que é um manjar rodeado por um molho de matcha (pó de chá verde) e chocolate branco derretido.&lt;br /&gt;
O Toraya Café que eu costumo ir fica no shopping Omotesando Hills, em Harajuku. Também tem um outro no Roppongi Hills, em Roppongi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1818_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Na entrada do Daidaiya de Akasaka, um jogo de luz crIa uma “pIscina”. Ao fundo, a cozInha à dIsposIção dos olhares&quot; title=&quot;Na entrada do Daidaiya de Akasaka, um jogo de luz crIa uma “pIscina”. Ao fundo, a cozInha à dIsposIção dos olhares&quot; width=&quot;166&quot; height=&quot;250&quot; align=&quot;left&quot; /&gt; &lt;strong&gt;Daidaiya&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Anos atrás, fui convidado para jantar em um restaurante, o Daidaiya de Akasaka, que me deixou maravilhado com a comida e o ambiente. Todos os detalhes – desde a apresentação dos pratos até a decoração interior - era uma releitura contemporânea do design tradicional japonês. Me senti de corpo, alma e paladar mergulhado em “instalações de arte”. Ele sintetiza o Japão moderno através da gastronomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Daidaiya é uma rede de sofisticados restaurantes que conta com filiais em Tokyo (4), Osaka (2) e Yokohama. Mas eles não são clones, não. Cada um possui identidade, chef e menu próprios. A característica comum, além da boa qualidade e alto padrão, é a existência de vários ambientes internos. Dependendo do local para onde se é encaminhado, não é possível ver as outras áreas. Por isso, aconselho a fingir que se vai ao banheiro e circular por todo o restaurante para dar uma espiadela geral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1819_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Kaiseki Ryori do Daidaiya de Ginza&quot; title=&quot;Kaiseki Ryori do Daidaiya de Ginza&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;177&quot; align=&quot;right&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Kaiseiki moderno&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Para fazer esta reportagem, eu fui conhecer um outro Daidaiya, o de Ginza. O ambiente é completamente diferente, com uma releitura mais “oriental” e intimista do Japão tradicional. O de Akasaka, visualmente, é mais sofisticado, modernoso e impactante.&lt;br /&gt;
O menu também é diferente, mas nesse ponto o estilo e o nível é idêntico: a base é a comida tradicional japonesa com interpretações contemporâneas e originais de cada restaurante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além dos pratos à la carte, o destaque do menu dos dois restaurantes é o kaiseki ryōri (em poucas palavras, refeição de alta qualidade e com vários pratos que são servidos em sequência). No Dadaya de Ginza as opções desse estilo custam entre \ 4.300 e \8.400, e no de Akasaka, entre \ 6.300 a \ 10.500.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Omotesandō Hills&lt;/strong&gt; – Horário: 11h às 21h (lojas), às 22h30 (cafeterias) ou às 23h30 (restaurantes), nos domingos cada setor fecha uma hora mais cedo. Endereço: Shibuya-ku, Jingū-mae, 4-12-10. Tel.: (03) 3497-0310. Site: http://www.omotesandohills.com/&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;TORAYA CAFÉ&lt;/strong&gt; – Horário: 11h às 21h30 (nos domingos até 20h30). Tel.: (03)5785-0533. Site: http://www.toraya-cafe.co.jp/&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Daidaiya-Akasaka&lt;/strong&gt; – Horário: almoço, 11h30 às 14h. Jantar, das 17h às 23h (sábados, domingos e feriados, até 22h). Endereço: Minato-ku, Akasaka, 3-1-6, belle Vie Akasaka 9F. Tel.: (03) 3588-5087. Site: http://r.gnavi.co.jp/fl/en/g145306/&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Daidaiya-Ginza&lt;/strong&gt; – Horário: segunda-feira a quinta-feira, das 17h às 23h, Sexta-feira até 24h. Sábado, domingo e feriado até 22h. Endereço: Chūō-ku, Ginza, 8-5, Ginza9-ichigōkan, 2F. Tel.: (03) 5537-3566. Site: http://r.gnavi.co.jp/fl/en/g145304/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
O TORAYA CAFÉ fica no piso B1 do shopping Omotesandō Hills, distante 7 min. a pé da saída Omotesandō-guchi, da estação Harajuku, da JR, da linha Yamanote. Ou a 3 min. da saída 5, da estação Meiji-jingū-mae, do metrõ, das linhas Chiyoda ou Fukutoshin. Ou a 2min. da saída A2, da estação Omotesandō, do metrô, das linhas Choyoda, Ginza ou Hanzōmon.&lt;br /&gt;
O Daidaiya-Akasaka fica no 9F do shopping bell Vie Akasaka que fica em cima da estação Akasaka-mitsuke, do metrõ, das linhas Marunouchi e Ginza.&lt;br /&gt;
O Daidaiya-Ginza fica no 2F do shopping Ginza 9-ichigōkan, a 3m a pé da saída Ginza-guchi, da estação Shinbashi, da JR, das linhas Yamanote, Keihin-tōhoku ou Yokosuka. OU a 1 min. da saída 3, da estação Shinbashi, do metrô, das linhas Ginza ou Toei Asakusa.&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info2 --&gt;</summary>
		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Gastronomia &gt; Gastronomia em Tokyo</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<!-- begin entry_body --><br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1816_file.jpg" class="pict" alt="Cerâmicas modernas transformam o vIsual dos pratos do tradicional kaIsekI ryorI" title="Cerâmicas modernas transformam o vIsual dos pratos do tradicional kaIsekI ryorI" width="228" height="343" align="left" />	“A tradição é continuidade da renovação”. A frase parece contraditória. A lógica nos leva a crer que o que se renova deixa de ser tradicional. Mas por incrível que pareça, esse é o lema de uma das mais antigas - e tradicionais - empresas nipônicas, a fabricante de doces Toraya.<br />
<br />
Encontrei a instigante citação em um panfleto quando percorria alguns locais em Tokyo para curtir o Japão “nouveau”.<br />
<br />
Sim, com a gastronomia, não é diferente do que acontece no mundo da moda, da arte plástica, e em diversas outras áreas. Há muitos exemplos de ótimos restaurantes que fazem fusão do tradicional com o contemporâneo, entre os quais estou indicando aqui alguns que considero imperdíveis.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1817_file.jpg" class="pict" alt="Ingredientes básicos do wagashi ganham novos companheIros como chocolate, mel, castanhas, especiarIas e licores, nos doces e sobremesas da Toraya Café" title="Ingredientes básicos do wagashi ganham novos companheIros como chocolate, mel, castanhas, especiarIas e licores, nos doces e sobremesas da Toraya Café" width="266" height="176" align="right" /> <strong>Toraya Café</strong><br />
A Toraya foi criada há quinhentos anos, em Kyoto. É uma fabricante de wagashi, doce tradicional japonês. No seu currículo consta que ela fornecia os seus finos e deliciosos produtos até para a corte imperial. A empresa é considerada um ícone da cultura gastronômica pelos próprios nipônicos.<br />
<br />
Atualmente, a Toraya mantém lojas e Tea Room em diversas províncias e em Paris. Também já teve fábrica e loja em Nova York.<br />
<br />
A novidade mais recente da empresa foi a abertura do Toraya Café, onde emprega influências da cultura, da técnica e ingredientes da confeitaria ocidental. Mas a empresa não quer que seja visto ou classificado como uma fusão do oriental com o ocidental. O que ela serve nessa cafeteria são “novos tipos de doces e sobremesas da Toraya”.<br />
<br />
Entre os que já provei, considero dois deles simplesmente delirantes. O “Azuki Bean and Cacao Foundant” (¥472) é um bolo de chocolate com massa de feijão azuki para ser saboreado deixando pedacinhos pequenos se dissolverem na boca.<br />
<br />
O outro é o “Soy Milk, White Azuki Bean and Kuzu Jelly” (¥525), que é um manjar rodeado por um molho de matcha (pó de chá verde) e chocolate branco derretido.<br />
O Toraya Café que eu costumo ir fica no shopping Omotesando Hills, em Harajuku. Também tem um outro no Roppongi Hills, em Roppongi.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1818_file.jpg" class="pict" alt="Na entrada do Daidaiya de Akasaka, um jogo de luz crIa uma “pIscina”. Ao fundo, a cozInha à dIsposIção dos olhares" title="Na entrada do Daidaiya de Akasaka, um jogo de luz crIa uma “pIscina”. Ao fundo, a cozInha à dIsposIção dos olhares" width="166" height="250" align="left" /> <strong>Daidaiya</strong><br />
Anos atrás, fui convidado para jantar em um restaurante, o Daidaiya de Akasaka, que me deixou maravilhado com a comida e o ambiente. Todos os detalhes – desde a apresentação dos pratos até a decoração interior - era uma releitura contemporânea do design tradicional japonês. Me senti de corpo, alma e paladar mergulhado em “instalações de arte”. Ele sintetiza o Japão moderno através da gastronomia.<br />
<br />
O Daidaiya é uma rede de sofisticados restaurantes que conta com filiais em Tokyo (4), Osaka (2) e Yokohama. Mas eles não são clones, não. Cada um possui identidade, chef e menu próprios. A característica comum, além da boa qualidade e alto padrão, é a existência de vários ambientes internos. Dependendo do local para onde se é encaminhado, não é possível ver as outras áreas. Por isso, aconselho a fingir que se vai ao banheiro e circular por todo o restaurante para dar uma espiadela geral.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1819_file.jpg" class="pict" alt="Kaiseki Ryori do Daidaiya de Ginza" title="Kaiseki Ryori do Daidaiya de Ginza" width="266" height="177" align="right" /><br />
<strong>Kaiseiki moderno</strong><br />
Para fazer esta reportagem, eu fui conhecer um outro Daidaiya, o de Ginza. O ambiente é completamente diferente, com uma releitura mais “oriental” e intimista do Japão tradicional. O de Akasaka, visualmente, é mais sofisticado, modernoso e impactante.<br />
O menu também é diferente, mas nesse ponto o estilo e o nível é idêntico: a base é a comida tradicional japonesa com interpretações contemporâneas e originais de cada restaurante.<br />
<br />
Além dos pratos à la carte, o destaque do menu dos dois restaurantes é o kaiseki ryōri (em poucas palavras, refeição de alta qualidade e com vários pratos que são servidos em sequência). No Dadaya de Ginza as opções desse estilo custam entre \ 4.300 e \8.400, e no de Akasaka, entre \ 6.300 a \ 10.500.<br />
<br />
Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
<br />
<!-- end entry_body --><br />
<br />
<!-- begin entry_info1 --><br />
<strong>Omotesandō Hills</strong> – Horário: 11h às 21h (lojas), às 22h30 (cafeterias) ou às 23h30 (restaurantes), nos domingos cada setor fecha uma hora mais cedo. Endereço: Shibuya-ku, Jingū-mae, 4-12-10. Tel.: (03) 3497-0310. Site: http://www.omotesandohills.com/<br />
<strong>TORAYA CAFÉ</strong> – Horário: 11h às 21h30 (nos domingos até 20h30). Tel.: (03)5785-0533. Site: http://www.toraya-cafe.co.jp/<br />
<strong>Daidaiya-Akasaka</strong> – Horário: almoço, 11h30 às 14h. Jantar, das 17h às 23h (sábados, domingos e feriados, até 22h). Endereço: Minato-ku, Akasaka, 3-1-6, belle Vie Akasaka 9F. Tel.: (03) 3588-5087. Site: http://r.gnavi.co.jp/fl/en/g145306/<br />
<strong>Daidaiya-Ginza</strong> – Horário: segunda-feira a quinta-feira, das 17h às 23h, Sexta-feira até 24h. Sábado, domingo e feriado até 22h. Endereço: Chūō-ku, Ginza, 8-5, Ginza9-ichigōkan, 2F. Tel.: (03) 5537-3566. Site: http://r.gnavi.co.jp/fl/en/g145304/<br />
<br />
<!-- end entry_info1 --><br />
<br />
<!-- begin entry_info2 --><br />
O TORAYA CAFÉ fica no piso B1 do shopping Omotesandō Hills, distante 7 min. a pé da saída Omotesandō-guchi, da estação Harajuku, da JR, da linha Yamanote. Ou a 3 min. da saída 5, da estação Meiji-jingū-mae, do metrõ, das linhas Chiyoda ou Fukutoshin. Ou a 2min. da saída A2, da estação Omotesandō, do metrô, das linhas Choyoda, Ginza ou Hanzōmon.<br />
O Daidaiya-Akasaka fica no 9F do shopping bell Vie Akasaka que fica em cima da estação Akasaka-mitsuke, do metrõ, das linhas Marunouchi e Ginza.<br />
O Daidaiya-Ginza fica no 2F do shopping Ginza 9-ichigōkan, a 3m a pé da saída Ginza-guchi, da estação Shinbashi, da JR, das linhas Yamanote, Keihin-tōhoku ou Yokosuka. OU a 1 min. da saída 3, da estação Shinbashi, do metrô, das linhas Ginza ou Toei Asakusa.<br />
<!-- end entry_info2 -->]]></content>
	</entry>
	<entry>
		<title>Koinobori, para superar as correntezas contrárias da vida</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid101.html" />
		<id>http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid101.html</id>
		<issued>2010-05-05T06:16:15+09:00</issued>
		<modified>2010-05-04T21:16:15Z</modified>
		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1788_curtindo-o-japao-reginaldo-okada-koinobori_1b.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;A Hashimoto Yakichi Shoten continua uma tradição de mais de 100 anos produzindo koinobori pintado à mão. Na foto, o artesão Masaro Hashimoto&quot; title=&quot;A Hashimoto Yakichi Shoten continua uma tradição de mais de 100 anos produzindo koinobori pintado à mão. Na foto, o artesão Masaro Hashimoto&quot; width=&quot;482&quot; height=&quot;320&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre abril e maio é época das carpas “nadarem no céu”. Até o dia 5 de maio, quando se comemora o Dia dos Meninos, o &lt;em&gt;koinobori&lt;/em&gt; estará tremulando ao sabor do vento e sobre as casas onde vivem crianças do sexo masculino. Em várias regiões do país também acontecem festivais com “peixes” gigantes ou com “cardumes” imensos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bela simbologia, a do koinobori. Essa carpa estilizada, que parece uma biruta, é hasteada em mastros no quintal das casas, varanda de apartamentos e também sobre rios, desejando que os meninos cresçam saudáveis e fortes para superarem as correntezas contrárias da vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1789_curtindo-o-japao-reginaldo-okada-koinobori_2b.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;O conjunto de koinobori é colocado em mastros para comemorar o Dia dos Meninos&quot; title=&quot;O conjunto de koinobori é colocado em mastros para comemorar o Dia dos Meninos&quot; width=&quot;166&quot; height=&quot;250&quot; align=&quot;left&quot; /&gt; Algumas semanas antes do início de maio, já se avista os &lt;em&gt;koinobori&lt;/em&gt; por todo o Japão. O costume surgiu durante o período Edo (1603~1868), baseado em uma lenda chinesa sobre uma carpa que virou dragão após transpor a revoltosa corredeira do rio Ryumon.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O povo chinês atribui ao dragão mitológico a representação simbólica do poder: as pessoas que, destemidas, enfrentarem os obstáculos e dificuldades serão coroadas pelo sucesso. Sob essa influência, os japoneses, desejando aos seus filhos êxito na vida, içam bem alto os koinobori, para que, infladas pelo vento, imitem o movimento do intrépido peixe enfrentando a correnteza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;A carpa tradicional&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
As peças de &lt;em&gt;koinobori&lt;/em&gt; também são dignas representantes da beleza e minúcia do artesanato japonês. A cidade de Kazo (Saitama) já foi a maior produtora e chegou a ter quarenta fábricas artesanais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu fui visitar a Hashimoto Yakichi Shōten, que é o único remanescente da cidade de Kazo – e do Japão - que ainda produz o &lt;em&gt;koinobori&lt;/em&gt; de maneira tradicional. Esse jeito de confeccionar a carpa em pano grosso de algodão e pintar à mão quase foi extinto décadas atrás, por causa do emprego de tecido sintético e do sistema industrial de impressão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1790_curtindo-o-japao-reginaldo-okada-koinobori_3b.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Takashi Hashimoto: artesão de koinobori em eterna busca da beleza&quot; title=&quot;Takashi Hashimoto: artesão de koinobori em eterna busca da beleza&quot; width=&quot;166&quot; height=&quot;250&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; Takashi Hashimoto, 69, a terceira geração proprietária da Hashimoto Yakichi Shōten, contou que para a empresa sobreviver e competir no mercado, também teve que assimilar a nova tendência porque ninguém comprava mais as peças tradicionais. “Naquela época, o tecido de nylon era sinônimo de modernidade e mais valorizado pelos consumidores”, explicou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, ele e seus empregados continuaram a produção artesanal quase como hobby, nas horas de folga. Como não era um produto para vender, ficaram livres e soltaram a criatividade, buscando a “beleza incondicional” como satisfação pessoal. Takashi chegou até a se inspirar em gravuras do famoso Hiroshige (1797-1858) e em pinturas de quimono.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa maneira, os &lt;em&gt;koinobori&lt;/em&gt; artesanais da Hashimoto Yakichi Shōten ganharam uma impressionante beleza - tanto quando vistos de perto como tremulando no ar - que não se compara com as peças “sintéticas”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Passado um tempo, aos poucos foi aumentando o número de pessoas vindas de várias partes do país procurando aquele estilo antigo, que não se encontrava mais no mercado. E assim, a carpa tradicional voltou a nadar no céu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1791_curtindo-o-japao-reginaldo-okada-koinobori_4b.JPG&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;O jumbo koinobori é tão grande que precisa da ajuda de um guindaste para ser erguido&quot; title=&quot;O jumbo koinobori é tão grande que precisa da ajuda de um guindaste para ser erguido&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;177&quot; align=&quot;left&quot; /&gt; &lt;strong&gt;Festivais de Koinobori&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
No dia 3 de maio, será realizado o Festival Kazo Shimin Heiwa-sai, cuja estrela é um jumbo koinobori, uma carpa gigantesca que mais parece uma baleia. É um projeto da prefeitura local, que contou com a experiência de Takashi e sua equipe na criação e direção da confecção. A peça mede cem metros de comprimentos, levou quatro meses para ficar pronta e contou com a participação de 2 mil voluntários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O jumbo &lt;em&gt;koinobori&lt;/em&gt; é tão grande que precisa da ajuda de um guindaste para ser erguido (quatro vezes no dia, entre as 11h30 e 14h). Ele não fica no ar muito tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na cidade vizinha de Tatebayashi (Gunma) também acontece - entre 25 de março e 10 de maio - um outro evento imperdível, o Sekai-ichi Koinobori-no-sato Matsuri. Em 2005, ele foi registrado no Guiness Book como o maior do mundo em número de &lt;em&gt;koinobori&lt;/em&gt;, com 5.283 peças.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Loja Hashimoto Yakichi Shōten&lt;/strong&gt; – Horário: 9h às 18h ou às 19h (novembro a 5 de maio). Endereço: Saitama-ken, Kazo-shi, Dote, 1-12-12. Tel.: (0480) 61-0371. Site: http://www.koinobori.co.jp/ &lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Festival Kazo Shimin Heiwa-sai&lt;/strong&gt; – Data: 3 de maio (se chover será no dia seguinte). Hora do levantamento do Jumbo Koinobori: às 11h30, 12h, 13h30 e 14h. Local: Parque do Rio Tone-gawa Kasenjiki Ryokuchi Kōen.&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Site da cidade de Kazo&lt;/strong&gt; - http://www.city.kazo.lg.jp/&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Sekai-ichi Koinobori-no-sato Matsuri&lt;/strong&gt; – Em cinco locais da cidade de Tatebayashi (Gunma), de 25 de março a 10 de maio. Site com mapa dos locais: http://www.utyututuji.jp/topic_koinobori/topic_koinobori.html&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
A loja Hashimoto Yakichi Shōten fica a 10 min. a pé da estação Kazo, da linha Tōbu Isezaki. Para chegar no local do festival, deve-se pegar ônibus gratuito em frente ao Kazo-shi Shōkō-kaikan e descer no final, em frente ao Kazo-shi Nōgyōkōsha. Depois caminhar 10 min.&lt;!-- end entry_info2 --&gt;</summary>
		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Festivais</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<!-- begin entry_body --><br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1788_curtindo-o-japao-reginaldo-okada-koinobori_1b.jpg" class="pict" alt="A Hashimoto Yakichi Shoten continua uma tradição de mais de 100 anos produzindo koinobori pintado à mão. Na foto, o artesão Masaro Hashimoto" title="A Hashimoto Yakichi Shoten continua uma tradição de mais de 100 anos produzindo koinobori pintado à mão. Na foto, o artesão Masaro Hashimoto" width="482" height="320" /><br />
<br />
Entre abril e maio é época das carpas “nadarem no céu”. Até o dia 5 de maio, quando se comemora o Dia dos Meninos, o <em>koinobori</em> estará tremulando ao sabor do vento e sobre as casas onde vivem crianças do sexo masculino. Em várias regiões do país também acontecem festivais com “peixes” gigantes ou com “cardumes” imensos.<br />
<br />
Bela simbologia, a do koinobori. Essa carpa estilizada, que parece uma biruta, é hasteada em mastros no quintal das casas, varanda de apartamentos e também sobre rios, desejando que os meninos cresçam saudáveis e fortes para superarem as correntezas contrárias da vida.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1789_curtindo-o-japao-reginaldo-okada-koinobori_2b.jpg" class="pict" alt="O conjunto de koinobori é colocado em mastros para comemorar o Dia dos Meninos" title="O conjunto de koinobori é colocado em mastros para comemorar o Dia dos Meninos" width="166" height="250" align="left" /> Algumas semanas antes do início de maio, já se avista os <em>koinobori</em> por todo o Japão. O costume surgiu durante o período Edo (1603~1868), baseado em uma lenda chinesa sobre uma carpa que virou dragão após transpor a revoltosa corredeira do rio Ryumon.<br />
<br />
O povo chinês atribui ao dragão mitológico a representação simbólica do poder: as pessoas que, destemidas, enfrentarem os obstáculos e dificuldades serão coroadas pelo sucesso. Sob essa influência, os japoneses, desejando aos seus filhos êxito na vida, içam bem alto os koinobori, para que, infladas pelo vento, imitem o movimento do intrépido peixe enfrentando a correnteza.<br />
<br />
<strong>A carpa tradicional</strong><br />
As peças de <em>koinobori</em> também são dignas representantes da beleza e minúcia do artesanato japonês. A cidade de Kazo (Saitama) já foi a maior produtora e chegou a ter quarenta fábricas artesanais.<br />
<br />
Eu fui visitar a Hashimoto Yakichi Shōten, que é o único remanescente da cidade de Kazo – e do Japão - que ainda produz o <em>koinobori</em> de maneira tradicional. Esse jeito de confeccionar a carpa em pano grosso de algodão e pintar à mão quase foi extinto décadas atrás, por causa do emprego de tecido sintético e do sistema industrial de impressão.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1790_curtindo-o-japao-reginaldo-okada-koinobori_3b.jpg" class="pict" alt="Takashi Hashimoto: artesão de koinobori em eterna busca da beleza" title="Takashi Hashimoto: artesão de koinobori em eterna busca da beleza" width="166" height="250" align="right" /> Takashi Hashimoto, 69, a terceira geração proprietária da Hashimoto Yakichi Shōten, contou que para a empresa sobreviver e competir no mercado, também teve que assimilar a nova tendência porque ninguém comprava mais as peças tradicionais. “Naquela época, o tecido de nylon era sinônimo de modernidade e mais valorizado pelos consumidores”, explicou.<br />
<br />
Porém, ele e seus empregados continuaram a produção artesanal quase como hobby, nas horas de folga. Como não era um produto para vender, ficaram livres e soltaram a criatividade, buscando a “beleza incondicional” como satisfação pessoal. Takashi chegou até a se inspirar em gravuras do famoso Hiroshige (1797-1858) e em pinturas de quimono.<br />
<br />
Dessa maneira, os <em>koinobori</em> artesanais da Hashimoto Yakichi Shōten ganharam uma impressionante beleza - tanto quando vistos de perto como tremulando no ar - que não se compara com as peças “sintéticas”.<br />
<br />
Passado um tempo, aos poucos foi aumentando o número de pessoas vindas de várias partes do país procurando aquele estilo antigo, que não se encontrava mais no mercado. E assim, a carpa tradicional voltou a nadar no céu.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1791_curtindo-o-japao-reginaldo-okada-koinobori_4b.JPG" class="pict" alt="O jumbo koinobori é tão grande que precisa da ajuda de um guindaste para ser erguido" title="O jumbo koinobori é tão grande que precisa da ajuda de um guindaste para ser erguido" width="266" height="177" align="left" /> <strong>Festivais de Koinobori</strong><br />
No dia 3 de maio, será realizado o Festival Kazo Shimin Heiwa-sai, cuja estrela é um jumbo koinobori, uma carpa gigantesca que mais parece uma baleia. É um projeto da prefeitura local, que contou com a experiência de Takashi e sua equipe na criação e direção da confecção. A peça mede cem metros de comprimentos, levou quatro meses para ficar pronta e contou com a participação de 2 mil voluntários.<br />
<br />
O jumbo <em>koinobori</em> é tão grande que precisa da ajuda de um guindaste para ser erguido (quatro vezes no dia, entre as 11h30 e 14h). Ele não fica no ar muito tempo.<br />
<br />
Na cidade vizinha de Tatebayashi (Gunma) também acontece - entre 25 de março e 10 de maio - um outro evento imperdível, o Sekai-ichi Koinobori-no-sato Matsuri. Em 2005, ele foi registrado no Guiness Book como o maior do mundo em número de <em>koinobori</em>, com 5.283 peças.<br />
<br />
Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
<br />
<!-- end entry_body --><br />
<br />
<!-- begin entry_info1 --><br />
<strong>Loja Hashimoto Yakichi Shōten</strong> – Horário: 9h às 18h ou às 19h (novembro a 5 de maio). Endereço: Saitama-ken, Kazo-shi, Dote, 1-12-12. Tel.: (0480) 61-0371. Site: http://www.koinobori.co.jp/ <br />
<strong>Festival Kazo Shimin Heiwa-sai</strong> – Data: 3 de maio (se chover será no dia seguinte). Hora do levantamento do Jumbo Koinobori: às 11h30, 12h, 13h30 e 14h. Local: Parque do Rio Tone-gawa Kasenjiki Ryokuchi Kōen.<br />
<strong>Site da cidade de Kazo</strong> - http://www.city.kazo.lg.jp/<br />
<strong>Sekai-ichi Koinobori-no-sato Matsuri</strong> – Em cinco locais da cidade de Tatebayashi (Gunma), de 25 de março a 10 de maio. Site com mapa dos locais: http://www.utyututuji.jp/topic_koinobori/topic_koinobori.html<br />
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<br />
<!-- begin entry_info2 --><br />
A loja Hashimoto Yakichi Shōten fica a 10 min. a pé da estação Kazo, da linha Tōbu Isezaki. Para chegar no local do festival, deve-se pegar ônibus gratuito em frente ao Kazo-shi Shōkō-kaikan e descer no final, em frente ao Kazo-shi Nōgyōkōsha. Depois caminhar 10 min.<!-- end entry_info2 -->]]></content>
	</entry>
	<entry>
		<title>Mercado Tsukiji: dicas de bons restaurantes</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid100.html" />
		<id>http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid100.html</id>
		<issued>2010-04-30T23:37:24+09:00</issued>
		<modified>2010-04-30T14:37:24Z</modified>
		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1771_curtindo-o-japao-reginaldo-okada-mercado-tsukiji-toquio-japao-peixe-restaurante-sushi_5a.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Yoshikazu Takahashi é dono de um ótimo restaurante de pratos típicos de frutos do mar&quot; title=&quot;Yoshikazu Takahashi é dono de um ótimo restaurante de pratos típicos de frutos do mar&quot; width=&quot;439&quot; height=&quot;292&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Tsukiji Shijo concentra em si uma verdadeira amostra do que é a cultura japonesa da gastronomia do pescado. Ele possui três partes que são&lt;br /&gt;
completamente diferentes, mas que estão intimamente relacionadas. Na &lt;a href=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid98.html&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;edição passada&lt;/a&gt;, eu falei sobre as duas partes principais do mercado: o lugar onde, entre outros, acontecem os famosos leilões de &lt;em&gt;maguro&lt;/em&gt; (atum) e também onde se encontram os estabelecimentos atacadistas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A outra face do Tsukiji, chamada Uogashi Yokocho, é um centro comercial varejista que conta com cerca de 140 estabelecimentos, dos quais 38 são restaurantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas lojas surgiram para atender outras necessidades dos profissionais de peixarias e restaurantes que compram diariamente no mercado ou que trabalham no local. Como por exemplo, utensílios e equipamentos de cozinha, roupas e uniformes de trabalho e vários produtos indispensáveis para preparar e servir os pratos de frutos do mar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1768_curtindo-o-japao-reginaldo-okada-mercado-tsukiji-toquio-japao-peixe-restaurante-sushi_2a.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Aspecto da Uogashi Yokocho, diariamente, formam-se longas filas na frente dos restaurantes, principalmente nos de sushi&quot; title=&quot;Aspecto da Uogashi Yokocho, diariamente, formam-se longas filas na frente dos restaurantes, principalmente nos de sushi&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;177&quot; align=&quot;left&quot; /&gt; Apesar de ser direcionado aos profissionais, nos últimos anos, o Uogashi Yokocho tem recebido um grande número de visitantes e certos estabelecimentos passaram também a oferecer produtos para esse público. Alguns restaurantes - especialmente os de &lt;em&gt;sushi&lt;/em&gt; - viraram atrações turísticas e estão sempre com longas filas de espera.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Restaurantes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Os restaurantes do Uogashi Yokocho também eram voltados para os trabalhadores e pessoas que compravam no mercado. Os de &lt;em&gt;sushi&lt;/em&gt;, por exemplo, eram como &lt;em&gt;fast food&lt;/em&gt;. Contudo, atualmente, muitos se converteram para atender os turistas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos restaurantes que ainda mantém a tradição de ser frequentado pelos “nativos” do mercado é o Takahashi. Ele é uma ótima opção para quem quiser saborear variadas receitas típicas japonesas de frutos do mar - como cozidos, assados e &lt;em&gt;sashimi&lt;/em&gt; ( peixe cru) - com sabor autêntico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1769_curtindo-o-japao-reginaldo-okada-mercado-tsukiji-toquio-japao-peixe-restaurante-sushi_3a.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;O cozido do peixe Kinmedai é um dos pratos típicos servidos no restaurante Takahashi&quot; title=&quot;O cozido do peixe Kinmedai é um dos pratos típicos servidos no restaurante Takahashi&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;177&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; Yoshikazu Takahashi é o cozinheiro e também a terceira geração como proprietário. O ponto que ele considera mais importante é a exigência na escolha dos ingredientes que compra no Tsukiji. O seu restaurante não é tão freqüentado por turistas como os vizinhos, mas ele acredita que os estrangeiros deveriam buscar conhecer outros pratos além do &lt;em&gt;sushi&lt;/em&gt;. “A gastronomia do pescado é muito rica e complexa no Japão, eu gostaria que os estrangeiros também pudessem apreciá-la com profundidade”, disse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1770_curtindo-o-japao-reginaldo-okada-mercado-tsukiji-toquio-japao-peixe-restaurante-sushi_4a.JPG&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Um dos “set” mais interessantes do Sushibun é o que custa \ 3.675, com 10 sushis, 3 makizushi, Tamagoyaki (omelete) e misoshiro&quot; title=&quot;Um dos “set” mais interessantes do Sushibun é o que custa \ 3.675, com 10 sushis, 3 makizushi, Tamagoyaki (omelete) e misoshiro&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;177&quot; align=&quot;left&quot; /&gt; &lt;strong&gt;Sushiya&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Existem inúmeros restaurantes de &lt;em&gt;sushi&lt;/em&gt; no Uogashi Yokocho, mas não basta estar ali para significar que é  bom. Alguns deles são execrados em comentários na internet. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A minha dica de sushiya nesse local é o Sushibun. Ele é ótimo para estrangeiros porque só é preciso decidir o “set” pelo preço e depois degustar o que é servido, sem mais nenhum &quot;trabalho&quot;. Está tudo muito bem esquematizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O visitante vai ter uma amostra do que vem a ser o sushi japonês de bom nível, com garantia de ingredientes de primeira qualidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para quem não quer ficar na fila, eu aconselho a evitar o final de semana e chegar por volta das 11hs. O restaurante também não permite tirar fotos no interior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Uogashi Yokocho&lt;/strong&gt; – Fica próximo ao Mercado Tsukiji. Endereço: Chuo-ku Tsukiji 5-2-1. Fecha nas quartas-feiras e domingos. Site do Uogashi Yoko- cho: www.uogashiyokocho.or.jp (em japonês). Site da cooperativa dos restaurantes do Uogashi Yokocho: www. tsukijigourmet.or.jp (em japonês). &lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Mapa do Uogashi Yokocho&lt;/strong&gt; – www. uogashiyokocho.or.jp/map/map. htm (em japonês).&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Restaurante Takahashi&lt;/strong&gt; – Fica no prédio 8 e funciona das 8h às 13h.&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Restaurante Sushibun&lt;/strong&gt; – Fica no prédio 8, atende das 6h às 14h30. Site: http://www.tsukijinet.com/tsukiji/kanren/susibun/index.shtml&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
O portal Seimon do mercado Tsukiji fica ao lado da saída A1 da estação Tsukiji Shijo da linha Ōedo do metrô Toei.&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info2 --&gt;</summary>
		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Gastronomia &gt; Gastronomia em Tokyo</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<!-- begin entry_body --><br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1771_curtindo-o-japao-reginaldo-okada-mercado-tsukiji-toquio-japao-peixe-restaurante-sushi_5a.jpg" class="pict" alt="Yoshikazu Takahashi é dono de um ótimo restaurante de pratos típicos de frutos do mar" title="Yoshikazu Takahashi é dono de um ótimo restaurante de pratos típicos de frutos do mar" width="439" height="292" /><br />
<br />
O Tsukiji Shijo concentra em si uma verdadeira amostra do que é a cultura japonesa da gastronomia do pescado. Ele possui três partes que são<br />
completamente diferentes, mas que estão intimamente relacionadas. Na <a href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid98.html" target="_blank" title="Link">edição passada</a>, eu falei sobre as duas partes principais do mercado: o lugar onde, entre outros, acontecem os famosos leilões de <em>maguro</em> (atum) e também onde se encontram os estabelecimentos atacadistas.<br />
<br />
A outra face do Tsukiji, chamada Uogashi Yokocho, é um centro comercial varejista que conta com cerca de 140 estabelecimentos, dos quais 38 são restaurantes.<br />
<br />
Essas lojas surgiram para atender outras necessidades dos profissionais de peixarias e restaurantes que compram diariamente no mercado ou que trabalham no local. Como por exemplo, utensílios e equipamentos de cozinha, roupas e uniformes de trabalho e vários produtos indispensáveis para preparar e servir os pratos de frutos do mar.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1768_curtindo-o-japao-reginaldo-okada-mercado-tsukiji-toquio-japao-peixe-restaurante-sushi_2a.jpg" class="pict" alt="Aspecto da Uogashi Yokocho, diariamente, formam-se longas filas na frente dos restaurantes, principalmente nos de sushi" title="Aspecto da Uogashi Yokocho, diariamente, formam-se longas filas na frente dos restaurantes, principalmente nos de sushi" width="266" height="177" align="left" /> Apesar de ser direcionado aos profissionais, nos últimos anos, o Uogashi Yokocho tem recebido um grande número de visitantes e certos estabelecimentos passaram também a oferecer produtos para esse público. Alguns restaurantes - especialmente os de <em>sushi</em> - viraram atrações turísticas e estão sempre com longas filas de espera.<br />
<br />
<strong>Restaurantes</strong><br />
Os restaurantes do Uogashi Yokocho também eram voltados para os trabalhadores e pessoas que compravam no mercado. Os de <em>sushi</em>, por exemplo, eram como <em>fast food</em>. Contudo, atualmente, muitos se converteram para atender os turistas.<br />
<br />
Um dos restaurantes que ainda mantém a tradição de ser frequentado pelos “nativos” do mercado é o Takahashi. Ele é uma ótima opção para quem quiser saborear variadas receitas típicas japonesas de frutos do mar - como cozidos, assados e <em>sashimi</em> ( peixe cru) - com sabor autêntico.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1769_curtindo-o-japao-reginaldo-okada-mercado-tsukiji-toquio-japao-peixe-restaurante-sushi_3a.jpg" class="pict" alt="O cozido do peixe Kinmedai é um dos pratos típicos servidos no restaurante Takahashi" title="O cozido do peixe Kinmedai é um dos pratos típicos servidos no restaurante Takahashi" width="266" height="177" align="right" /> Yoshikazu Takahashi é o cozinheiro e também a terceira geração como proprietário. O ponto que ele considera mais importante é a exigência na escolha dos ingredientes que compra no Tsukiji. O seu restaurante não é tão freqüentado por turistas como os vizinhos, mas ele acredita que os estrangeiros deveriam buscar conhecer outros pratos além do <em>sushi</em>. “A gastronomia do pescado é muito rica e complexa no Japão, eu gostaria que os estrangeiros também pudessem apreciá-la com profundidade”, disse.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1770_curtindo-o-japao-reginaldo-okada-mercado-tsukiji-toquio-japao-peixe-restaurante-sushi_4a.JPG" class="pict" alt="Um dos “set” mais interessantes do Sushibun é o que custa \ 3.675, com 10 sushis, 3 makizushi, Tamagoyaki (omelete) e misoshiro" title="Um dos “set” mais interessantes do Sushibun é o que custa \ 3.675, com 10 sushis, 3 makizushi, Tamagoyaki (omelete) e misoshiro" width="266" height="177" align="left" /> <strong>Sushiya</strong><br />
Existem inúmeros restaurantes de <em>sushi</em> no Uogashi Yokocho, mas não basta estar ali para significar que é  bom. Alguns deles são execrados em comentários na internet. <br />
<br />
A minha dica de sushiya nesse local é o Sushibun. Ele é ótimo para estrangeiros porque só é preciso decidir o “set” pelo preço e depois degustar o que é servido, sem mais nenhum "trabalho". Está tudo muito bem esquematizado.<br />
<br />
O visitante vai ter uma amostra do que vem a ser o sushi japonês de bom nível, com garantia de ingredientes de primeira qualidade.<br />
<br />
Para quem não quer ficar na fila, eu aconselho a evitar o final de semana e chegar por volta das 11hs. O restaurante também não permite tirar fotos no interior.<br />
<br />
<!-- end entry_body --><br />
<br />
<!-- begin entry_info1 --><br />
<strong>Uogashi Yokocho</strong> – Fica próximo ao Mercado Tsukiji. Endereço: Chuo-ku Tsukiji 5-2-1. Fecha nas quartas-feiras e domingos. Site do Uogashi Yoko- cho: www.uogashiyokocho.or.jp (em japonês). Site da cooperativa dos restaurantes do Uogashi Yokocho: www. tsukijigourmet.or.jp (em japonês). <br />
<strong>Mapa do Uogashi Yokocho</strong> – www. uogashiyokocho.or.jp/map/map. htm (em japonês).<br />
<strong>Restaurante Takahashi</strong> – Fica no prédio 8 e funciona das 8h às 13h.<br />
<strong>Restaurante Sushibun</strong> – Fica no prédio 8, atende das 6h às 14h30. Site: http://www.tsukijinet.com/tsukiji/kanren/susibun/index.shtml<br />
<!-- end entry_info1 --><br />
<br />
<!-- begin entry_info2 --><br />
O portal Seimon do mercado Tsukiji fica ao lado da saída A1 da estação Tsukiji Shijo da linha Ōedo do metrô Toei.<br />
<!-- end entry_info2 -->]]></content>
	</entry>
	<entry>
		<title>Tsukiji, o maior mercado de peixes do mundo</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid98.html" />
		<id>http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid98.html</id>
		<issued>2010-04-16T15:42:10+09:00</issued>
		<modified>2010-04-16T06:42:10Z</modified>
		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1741_curtindo-o-japao-reginaldo-okada-mercado-tsukiji-toquio-japao-peixe_-RL.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Após o leilão, o atum é desossado nos estabelecimentos atacadistas dentro do próprio mercado&quot; title=&quot;Após o leilão, o atum é desossado dentro do próprio mercado&quot; width=&quot;439&quot; height=&quot;331&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Certa vez, vendo as maravilhas que estavam sendo descarregadas de um barco num porto pesqueiro no nordeste do Japão, comentei com um dos pescadores que o povo da cidade tinha sorte de poder comer os melhores peixes que chegavam ali diariamente. Ele balançou a cabeça e disse: “você está se enganando, o melhor vai para o Tsukiji”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa é a realidade nacional. O supra-sumo dos frutos do mar pescados em todo o Japão se concentram no Tsukiji. É nesse mercado que os produtos de alta qualidade alcançam as melhores cotações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Tsukiji Shijo é considerado o maior mercado de pescados do mundo. Ele ocupa uma área de 23 hectares no centro de Tokyo. A venda diária gira em torno de 2 mil toneladas. Em dinheiro, seria o equivalente a cerca de U$ 18 milhões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sua reputação é tão grande que ele recebe até compradores de outras províncias e muitos restaurantes - principalmente os de &lt;em&gt;sushi&lt;/em&gt; - fazem questão de divulgar que compram os ingredientes no Tsukiji.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É impossível falar mais a fundo sobre a gastronomia de Tokyo sem citar esse mercado. Ele também é um dos clássicos do turismo Japão e vale a pena inclui-lo num roteiro na capital do país.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Tsukiji também existem ótimos restaurantes especializados em frutos do mar. Na próxima reportagem eu vou indicar dois imperdíveis para se ter uma verdadeira aula do que é a gastronomia do pescado em Tokyo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Leilões&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
O movimento dos caminhões com a carga proveniente dos portos pesqueiros de todo o país, e de outras partes do mundo, começa no fim da tarde e avança pela madrugada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Às 5 horas da manhã, as mercadorias já estão nos lugares onde acontecerão os leilões. A partir daí o Tsukiji se torna palco de um exótico espetáculo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1745_curtindo-o-japao-reginaldo-okada-mercado-tsukiji-toquio-japao-peixe-M1.JPG&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;O leiloreiro dá show com &amp;quot;cantos e mímicas&amp;quot;&quot; title=&quot;O leiloreiro dá show com &amp;quot;cantos e mímicas&amp;quot;&quot; width=&quot;166&quot; height=&quot;250&quot;  align=&quot;left&quot; /&gt; O leiloeiro dá show badalando um sino, “cantando” palavras indecifráveis e fazendo sinais com a mão. Excitados, os compradores arriscam os lances - também fazendo indicações apenas com os dedos. As vendas acontecem rápidas como um relâmpago. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As mercadorias arrematadas pelos comerciantes atacadistas nos leilões são imediatamente levadas para os seus estabelecimentos. Dentro do próprio mercado há 800 deles, cujos “fregueses” são representantes de peixarias, restaurantes, hotéis e supermercados. Certos lugares também vendem a varejo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As mercadorias ficam expostas ocupando uma grande área. Essa é uma outra parte do exótico show que se vê no Tsukiji. A variedade de frutos do mar causa um grande impacto visual. É como se fosse uma amostra de todos os seres marinhos comestíveis que podem ser coletados em determinada época do ano no Japão. Sem contar os importados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Maguro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Ao final de um leilão, eu segui o carrinho que levou os &lt;em&gt;maguro&lt;/em&gt; (atum) arrematados pela loja atacadista Daiga Suisan, que também fica dentro do mercado. Todos os dias ela compra cerca de 30 peças, entre frescas e congeladas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim que chegaram na loja, os atuns frescos já foram direto para a mesa de “operação” e teve início mais um dos espetáculos dentro do Tsukiji. Enquanto um exemplar de 150 quilos estava sendo desossado, juntou uma boa platéia de visitantes para assistir, a maioria, estrangeiros.&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1743_curtindo-o-japao-reginaldo-okada-mercado-tsukiji-toquio-japao-peixe-M2.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;O dono da Daiga Suisen, Seiichi Kousaka, e o sushiman Akira Tonosaki&quot; title=&quot;À esq., o dono da Daiga Suisen, Seiichi Kousaka, e o sushiman Akira Tonosaki&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;177&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; O Daiga Suisan me foi apresentado pelo sushiman &lt;a href=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid96.html&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;Akira Tonosaki&lt;/a&gt;, dono do &lt;a href=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid96.html&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;restaurante Hatsuzush&lt;/a&gt;i. Todo dia ele compra no Tsukiji e o &lt;em&gt;maguro&lt;/em&gt; é sempre desse atacadista porque ele só trabalha com atuns naturais, que não foram criados em tanques artificiais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seiichi Kousaka, o proprietário da Daiga Suisen, garantiu que o sabor do atum natural é muito superior. “A ração que se dá para os criados pelo homem deixa a carne com um cheiro diferente e ela também se deteriora mais rapidamente. Os atuns que vivem na natureza capturam vários tipos de frutos do mar e ficam o tempo todo se movimentando, até quando dormem. Por isso a carne tem outro sabor e boa consistência”, explicou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Daiga Suisen também vende &lt;em&gt;maguro&lt;/em&gt; a varejo, cortado em pedaços pequenos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Visitantes x compradores&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
O mercado Tsukiji vive um dilema. A princípio, não é um local para se fazer turismo. Mas é muito grande o número de pessoas que o visitam diariamente, especialmente estrangeiros. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1744_curtindo-o-japao-reginaldo-okada-mercado-tsukiji-toquio-japao-peixe_M3.JPG&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Os espaços para circulação são muito estreitos&quot; title=&quot;Os espaços para circulação são muito estreitos&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;177&quot; align=&quot;left&quot; /&gt; Os locais de passagem são muito estreitos e os turistas se tornam grande estorvo para as pessoas que estão ali a trabalho e fazendo compras. O pior é que não é raro aparecer visitantes carregando malas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No galpão de leilão do maguro existe um local reservado para os visitantes ficarem, mas muitos não obedecem os limites, invadem a área onde estão os atuns e às vezes até os abraçam para tirar fotografias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por essa razão, há períodos que fica proibido assistir o leilão de atum, principalmente nas épocas de grande fluxo de turistas, como neste mês: entre 8 de abril e 8 de maio de 2010.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Regras para visitar o Mercado Tsukiji&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
- Tem certas áreas proibidas aos visitantes. O mapa em inglês que indica essas áreas é distribuído no posto de guardas que fica no portal Seimon.&lt;br /&gt;
- Enquanto estiver assistindo ao leilão de atum, deve-se ficar dentro de uma área determinada para visitantes. É proibido usar flash para tirar fotos.&lt;br /&gt;
- Deve-se tomar muito cuidado com a passagem de carrinhos de carga.&lt;br /&gt;
- No mercado não tem guarda-volumes. Não se deve ir levando bolsas grandes ou malas, pois dentro do mercado é muito apertado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://curtindoojapao.com/blog/sb.cgi?cid=87&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;Mais sobre gastronomia em Tokyo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Tsukiji Shijo (Mercado Tsukiji)&lt;/strong&gt; - Endereço: Chuo-ku, Tsukiji, 5-2-1. Tel.: 03-3547-8013. Horário para assistir ao leilão de atum: 5h às 6h15. O movimento nas lojas atacadistas é maior entre as 7h e 11h. O mercado fecha nas quartas-feiras e domingos. Site em inglês sobre os mercados atacadistas provincial de Tokyo: http://www.shijou.metro.tokyo.jp/english/index.html&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
O portal Seimon do mercado Tsukiji fica ao lado da saída A1 da estação Tsukiji Shijo da linha Ōedo do metrô Toei.&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info2 --&gt;</summary>
		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Gastronomia &gt; Gastronomia em Tokyo</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<!-- begin entry_body --><br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1741_curtindo-o-japao-reginaldo-okada-mercado-tsukiji-toquio-japao-peixe_-RL.jpg" class="pict" alt="Após o leilão, o atum é desossado nos estabelecimentos atacadistas dentro do próprio mercado" title="Após o leilão, o atum é desossado dentro do próprio mercado" width="439" height="331" /><br />
<br />
Certa vez, vendo as maravilhas que estavam sendo descarregadas de um barco num porto pesqueiro no nordeste do Japão, comentei com um dos pescadores que o povo da cidade tinha sorte de poder comer os melhores peixes que chegavam ali diariamente. Ele balançou a cabeça e disse: “você está se enganando, o melhor vai para o Tsukiji”.<br />
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Essa é a realidade nacional. O supra-sumo dos frutos do mar pescados em todo o Japão se concentram no Tsukiji. É nesse mercado que os produtos de alta qualidade alcançam as melhores cotações.<br />
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O Tsukiji Shijo é considerado o maior mercado de pescados do mundo. Ele ocupa uma área de 23 hectares no centro de Tokyo. A venda diária gira em torno de 2 mil toneladas. Em dinheiro, seria o equivalente a cerca de U$ 18 milhões.<br />
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A sua reputação é tão grande que ele recebe até compradores de outras províncias e muitos restaurantes - principalmente os de <em>sushi</em> - fazem questão de divulgar que compram os ingredientes no Tsukiji.<br />
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É impossível falar mais a fundo sobre a gastronomia de Tokyo sem citar esse mercado. Ele também é um dos clássicos do turismo Japão e vale a pena inclui-lo num roteiro na capital do país.<br />
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No Tsukiji também existem ótimos restaurantes especializados em frutos do mar. Na próxima reportagem eu vou indicar dois imperdíveis para se ter uma verdadeira aula do que é a gastronomia do pescado em Tokyo.<br />
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<strong>Leilões</strong><br />
O movimento dos caminhões com a carga proveniente dos portos pesqueiros de todo o país, e de outras partes do mundo, começa no fim da tarde e avança pela madrugada. <br />
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Às 5 horas da manhã, as mercadorias já estão nos lugares onde acontecerão os leilões. A partir daí o Tsukiji se torna palco de um exótico espetáculo.<br />
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<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1745_curtindo-o-japao-reginaldo-okada-mercado-tsukiji-toquio-japao-peixe-M1.JPG" class="pict" alt="O leiloreiro dá show com &quot;cantos e mímicas&quot;" title="O leiloreiro dá show com &quot;cantos e mímicas&quot;" width="166" height="250"  align="left" /> O leiloeiro dá show badalando um sino, “cantando” palavras indecifráveis e fazendo sinais com a mão. Excitados, os compradores arriscam os lances - também fazendo indicações apenas com os dedos. As vendas acontecem rápidas como um relâmpago. <br />
<br />
As mercadorias arrematadas pelos comerciantes atacadistas nos leilões são imediatamente levadas para os seus estabelecimentos. Dentro do próprio mercado há 800 deles, cujos “fregueses” são representantes de peixarias, restaurantes, hotéis e supermercados. Certos lugares também vendem a varejo.<br />
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As mercadorias ficam expostas ocupando uma grande área. Essa é uma outra parte do exótico show que se vê no Tsukiji. A variedade de frutos do mar causa um grande impacto visual. É como se fosse uma amostra de todos os seres marinhos comestíveis que podem ser coletados em determinada época do ano no Japão. Sem contar os importados.<br />
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<strong>Maguro</strong><br />
Ao final de um leilão, eu segui o carrinho que levou os <em>maguro</em> (atum) arrematados pela loja atacadista Daiga Suisan, que também fica dentro do mercado. Todos os dias ela compra cerca de 30 peças, entre frescas e congeladas.<br />
<br />
Assim que chegaram na loja, os atuns frescos já foram direto para a mesa de “operação” e teve início mais um dos espetáculos dentro do Tsukiji. Enquanto um exemplar de 150 quilos estava sendo desossado, juntou uma boa platéia de visitantes para assistir, a maioria, estrangeiros.<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1743_curtindo-o-japao-reginaldo-okada-mercado-tsukiji-toquio-japao-peixe-M2.jpg" class="pict" alt="O dono da Daiga Suisen, Seiichi Kousaka, e o sushiman Akira Tonosaki" title="À esq., o dono da Daiga Suisen, Seiichi Kousaka, e o sushiman Akira Tonosaki" width="266" height="177" align="right" /> O Daiga Suisan me foi apresentado pelo sushiman <a href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid96.html" target="_blank" title="Link">Akira Tonosaki</a>, dono do <a href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid96.html" target="_blank" title="Link">restaurante Hatsuzush</a>i. Todo dia ele compra no Tsukiji e o <em>maguro</em> é sempre desse atacadista porque ele só trabalha com atuns naturais, que não foram criados em tanques artificiais. <br />
<br />
Seiichi Kousaka, o proprietário da Daiga Suisen, garantiu que o sabor do atum natural é muito superior. “A ração que se dá para os criados pelo homem deixa a carne com um cheiro diferente e ela também se deteriora mais rapidamente. Os atuns que vivem na natureza capturam vários tipos de frutos do mar e ficam o tempo todo se movimentando, até quando dormem. Por isso a carne tem outro sabor e boa consistência”, explicou.<br />
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O Daiga Suisen também vende <em>maguro</em> a varejo, cortado em pedaços pequenos.<br />
<br />
<strong>Visitantes x compradores</strong><br />
O mercado Tsukiji vive um dilema. A princípio, não é um local para se fazer turismo. Mas é muito grande o número de pessoas que o visitam diariamente, especialmente estrangeiros. <br />
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<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1744_curtindo-o-japao-reginaldo-okada-mercado-tsukiji-toquio-japao-peixe_M3.JPG" class="pict" alt="Os espaços para circulação são muito estreitos" title="Os espaços para circulação são muito estreitos" width="266" height="177" align="left" /> Os locais de passagem são muito estreitos e os turistas se tornam grande estorvo para as pessoas que estão ali a trabalho e fazendo compras. O pior é que não é raro aparecer visitantes carregando malas.<br />
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No galpão de leilão do maguro existe um local reservado para os visitantes ficarem, mas muitos não obedecem os limites, invadem a área onde estão os atuns e às vezes até os abraçam para tirar fotografias.<br />
<br />
Por essa razão, há períodos que fica proibido assistir o leilão de atum, principalmente nas épocas de grande fluxo de turistas, como neste mês: entre 8 de abril e 8 de maio de 2010.<br />
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<strong>Regras para visitar o Mercado Tsukiji</strong><br />
- Tem certas áreas proibidas aos visitantes. O mapa em inglês que indica essas áreas é distribuído no posto de guardas que fica no portal Seimon.<br />
- Enquanto estiver assistindo ao leilão de atum, deve-se ficar dentro de uma área determinada para visitantes. É proibido usar flash para tirar fotos.<br />
- Deve-se tomar muito cuidado com a passagem de carrinhos de carga.<br />
- No mercado não tem guarda-volumes. Não se deve ir levando bolsas grandes ou malas, pois dentro do mercado é muito apertado.<br />
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Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
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<a href="http://curtindoojapao.com/blog/sb.cgi?cid=87" target="_blank" title="Link">Mais sobre gastronomia em Tokyo</a><br />
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<!-- end entry_body --><br />
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<!-- begin entry_info1 --><br />
<strong>Tsukiji Shijo (Mercado Tsukiji)</strong> - Endereço: Chuo-ku, Tsukiji, 5-2-1. Tel.: 03-3547-8013. Horário para assistir ao leilão de atum: 5h às 6h15. O movimento nas lojas atacadistas é maior entre as 7h e 11h. O mercado fecha nas quartas-feiras e domingos. Site em inglês sobre os mercados atacadistas provincial de Tokyo: http://www.shijou.metro.tokyo.jp/english/index.html<br />
<!-- end entry_info1 --><br />
<br />
<!-- begin entry_info2 --><br />
O portal Seimon do mercado Tsukiji fica ao lado da saída A1 da estação Tsukiji Shijo da linha Ōedo do metrô Toei.<br />
<!-- end entry_info2 -->]]></content>
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		<title>'Hatsuzushi, um dia com um mestre sushiman' ou 'O meu sushiya em Tokyo'</title>
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		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1718_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Akira Tonosaki é um mestre do Edomae-zushi, o estilo de sushi que nasceu em Edo (atual Tokyo)&quot; title=&quot;Akira Tonosaki é um mestre do Edomae-zushi, o estilo de sushi que nasceu em Edo (atual Tokyo) e conquistou o mundo&quot; width=&quot;228&quot; height=&quot;343&quot; align=&quot;left&quot; /&gt; &lt;br /&gt;
O &lt;em&gt;sushi&lt;/em&gt; parece uma comida muito simples. Um pedaço de peixe em cima de um bolinho de arroz. Mas essa pequena e singela iguaria pode revelar um dos aspectos básicos da cultura japonesa, o primor na simplicidade. Para conhecer os segredos que ficam atrás do balcão de um bom &lt;em&gt;sushiya&lt;/em&gt;, acompanhei por um dia o sushiman Akira Tonosaki.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele é o dono do restaurante Hatsuzushi, que fica em Nakano-ku (Tokyo). Não é um daqueles famosos e elitistas que sempre aparecem na mídia, nem um popular &lt;em&gt;kaitenzushi&lt;/em&gt;, de esteiras giratórias. É um típico &lt;em&gt;sushiya&lt;/em&gt; japonês, localizado em uma área residencial e frequentado, principalmente, pelos moradores da vizinhança. Entre eles, eu. Atualmente, não moro mais por perto, mas esse restaurante continua sendo o “meu &lt;em&gt;sushiya&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sushiman Tonosaki merece receber o título de mestre porque ele consegue realizar uma proeza. Suas obras gastronômicas são ao mesmo tempo primorosas e baratas, se comparadas com outros lugares que servem a mesma qualidade. “Seria muito fácil ir no mercado, pagar pelos melhores ingredientes e depois fazer um &lt;em&gt;sushi&lt;/em&gt; caríssimo. Mas o que eu procuro é conseguir bons materiais e oferecê-los com preço razoável”, explicou sobre o conceito do seu restaurante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1719_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;O sushiman Tonosaki compra, diariamente, os pescados frescos no mercado Tsukiji&quot; title=&quot;O sushiman Tonosaki compra, diariamente, os pescados frescos no mercado Tsukiji&quot; width=&quot;133&quot; height=&quot;200&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; &lt;strong&gt;Mercado Tsukiji&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Diariamente, Tonosaki acorda às 5h da manhã. Após os preparativos, monta na sua vespa e 25 minutos depois chega no mercado Tsukiji, o maior entreposto de pescados do mundo, que fica no centro de Tokyo. Eu o acompanhei desde a hora das compras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele me disse que sempre está atento à previsão do tempo de todo o país, para ficar sabendo quais os lugares que os barcos puderam sair para pescar ou não. Quando chega no mercado, já sabe o que quer comprar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vários fatores influenciam na qualidade do produto. Um peixe do mesmo tipo pode ter sabor diferente conforme a época do ano e local onde é pescado. Em águas frias, por exemplo, aumenta o teor de gordura e o peixe fica mais gostoso que o normal. A carne também pode ter diferença de textura, dependendo da corrente marinha do lugar onde ele vive.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mestre também faz questão absoluta de só comprar pescados naturais, isto é, que não são criados em tanques ou outros sistemas artificiais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1720_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Limpando o delicioso anago, um tipo de enguia&quot; title=&quot;Limpando o delicioso anago, um tipo de enguia&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;174&quot; align=&quot;left&quot; /&gt; &lt;strong&gt;O preparo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Normalmente, Tonosaki chega de volta do mercado às 9 horas. Nesse dia não foi diferente. Imediatamente, começou a limpar e preparar os pescados que comprou. Alguns são transformados em blocos ou filé e já vão direto para a vitrine refrigerada na frente do balcão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros passaram por um processo mais complexo. Foram esses que me possibilitaram ver o sushiman mostrar o seu lado cozinheiro de temperos e fogão. Uma leve fervura, um grelhado no ponto certo, o cozimento num molho misterioso, enriquecem os pescados que não serão servidos cru.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O arroz é outro ingrediente determinante do sabor de um &lt;em&gt;sushi&lt;/em&gt;. Nesse item, Tonosaki mostrou mais uma vez o seu o nível de exigência. Além de ter um fornecedor fixo de um produto de alta qualidade, dependendo da época, ele faz uma mistura do arroz do ano anterior com o recém-colhido. “Para equilibrar a diferença do teor de umidade dos grãos e manter a consistência que considero ideal”, explicou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1723_Foto1miolo3.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Desgustando o sushi o bate-papo com o mestre&quot; title=&quot;Desgustando o sushi, o bate-papo com o mestre e o conteúdo da vitrine na frente do balcão&quot; width=&quot;266&quot; height=&quot;177&quot; align=&quot;right&quot; /&gt; &lt;strong&gt;Curtindo o sushiya&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
No Hatsuzushi trabalha apenas Tonosaki e a esposa. A equipe de &quot;um casal&quot; é uma das características dos &lt;em&gt;sushiya&lt;/em&gt; típicos que se encontram nos bairros residenciais. A relação com os fregueses é mais íntima. Na verdade, é um estilo de saborear &lt;em&gt;sushi&lt;/em&gt;: num estabelecimento pequeno e familiar, sentado ao balcão e recebendo as sugestões do “amigo” sushiman.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Normalmente, nos &lt;em&gt;sushiya&lt;/em&gt; desse tipo não têm cardápio e preços. Por isso, é um pouco difícil para quem não está acostumado ou não domina bem a língua japonesa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas existem maneiras fáceis de fazer o pedido, como por exemplo, um “&lt;em&gt;omakas&lt;/em&gt;e” de “tal” valor. O sushiman é que vai se encarregar de escolher. No caso do Hatsuzushi, com um valor entre ¥ 3 mil e ¥ 5 mil, dá para se satisfazer. Nesse caso é importante, pelo menos, dizer o que não gosta. Se deixar de comer algum, o sushiman ficará irado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele dá um conselho para os leitores que moram no Japão: que procurem um &lt;em&gt;sushiya&lt;/em&gt; próximo da sua residência, onde se sintam à vontade. Passem a frequentá-lo com regularidade para construir uma amizade com o sushiman e, assim, poder curtir mais profundamente essas iguarias através das diferentes estações do ano. “Para mim, também é importante a relação humana com as pessoas que vem aqui. Preparar e servir o &lt;em&gt;sushi&lt;/em&gt; é uma ponte de comunicação com elas em várias sentidos”, concluiu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Esta reportagem foi publicada, 4 de julho de 2009, no jornal International Press, que e editado em português no Japão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://curtindoojapao.com/blog/sb.cgi?cid=87&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;Mais sobre gastronomia em Tokyo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Hatsu-zushi&lt;/strong&gt;- Endereço: Nakano-ku, Chuo, 4-10-9. Horário: 11h30 às 14h e 17h às 22h. Domingo até as 21h. Fecha nas quartas-feiras, mas também há períodos de férias prolongadas. Deve-se telefonar antes para saber se estará aberto no dia desejado. Tel.: (03) 3381-2048.&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
O restaurante Hatsu-zushi fica a 3 min. a pé da saída 4 da estação Shin-Nakano da linha Marunouchi do Metrô.&lt;br /&gt;
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		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Gastronomia &gt; Gastronomia em Tokyo</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<!-- begin entry_body --><br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1718_file.jpg" class="pict" alt="Akira Tonosaki é um mestre do Edomae-zushi, o estilo de sushi que nasceu em Edo (atual Tokyo)" title="Akira Tonosaki é um mestre do Edomae-zushi, o estilo de sushi que nasceu em Edo (atual Tokyo) e conquistou o mundo" width="228" height="343" align="left" /> <br />
O <em>sushi</em> parece uma comida muito simples. Um pedaço de peixe em cima de um bolinho de arroz. Mas essa pequena e singela iguaria pode revelar um dos aspectos básicos da cultura japonesa, o primor na simplicidade. Para conhecer os segredos que ficam atrás do balcão de um bom <em>sushiya</em>, acompanhei por um dia o sushiman Akira Tonosaki.<br />
<br />
Ele é o dono do restaurante Hatsuzushi, que fica em Nakano-ku (Tokyo). Não é um daqueles famosos e elitistas que sempre aparecem na mídia, nem um popular <em>kaitenzushi</em>, de esteiras giratórias. É um típico <em>sushiya</em> japonês, localizado em uma área residencial e frequentado, principalmente, pelos moradores da vizinhança. Entre eles, eu. Atualmente, não moro mais por perto, mas esse restaurante continua sendo o “meu <em>sushiya</em>”.<br />
<br />
O sushiman Tonosaki merece receber o título de mestre porque ele consegue realizar uma proeza. Suas obras gastronômicas são ao mesmo tempo primorosas e baratas, se comparadas com outros lugares que servem a mesma qualidade. “Seria muito fácil ir no mercado, pagar pelos melhores ingredientes e depois fazer um <em>sushi</em> caríssimo. Mas o que eu procuro é conseguir bons materiais e oferecê-los com preço razoável”, explicou sobre o conceito do seu restaurante.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1719_file.jpg" class="pict" alt="O sushiman Tonosaki compra, diariamente, os pescados frescos no mercado Tsukiji" title="O sushiman Tonosaki compra, diariamente, os pescados frescos no mercado Tsukiji" width="133" height="200" align="right" /> <strong>Mercado Tsukiji</strong><br />
Diariamente, Tonosaki acorda às 5h da manhã. Após os preparativos, monta na sua vespa e 25 minutos depois chega no mercado Tsukiji, o maior entreposto de pescados do mundo, que fica no centro de Tokyo. Eu o acompanhei desde a hora das compras.<br />
<br />
Ele me disse que sempre está atento à previsão do tempo de todo o país, para ficar sabendo quais os lugares que os barcos puderam sair para pescar ou não. Quando chega no mercado, já sabe o que quer comprar.<br />
<br />
Vários fatores influenciam na qualidade do produto. Um peixe do mesmo tipo pode ter sabor diferente conforme a época do ano e local onde é pescado. Em águas frias, por exemplo, aumenta o teor de gordura e o peixe fica mais gostoso que o normal. A carne também pode ter diferença de textura, dependendo da corrente marinha do lugar onde ele vive.<br />
<br />
O mestre também faz questão absoluta de só comprar pescados naturais, isto é, que não são criados em tanques ou outros sistemas artificiais.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1720_file.jpg" class="pict" alt="Limpando o delicioso anago, um tipo de enguia" title="Limpando o delicioso anago, um tipo de enguia" width="266" height="174" align="left" /> <strong>O preparo</strong><br />
Normalmente, Tonosaki chega de volta do mercado às 9 horas. Nesse dia não foi diferente. Imediatamente, começou a limpar e preparar os pescados que comprou. Alguns são transformados em blocos ou filé e já vão direto para a vitrine refrigerada na frente do balcão.<br />
<br />
Outros passaram por um processo mais complexo. Foram esses que me possibilitaram ver o sushiman mostrar o seu lado cozinheiro de temperos e fogão. Uma leve fervura, um grelhado no ponto certo, o cozimento num molho misterioso, enriquecem os pescados que não serão servidos cru.<br />
<br />
O arroz é outro ingrediente determinante do sabor de um <em>sushi</em>. Nesse item, Tonosaki mostrou mais uma vez o seu o nível de exigência. Além de ter um fornecedor fixo de um produto de alta qualidade, dependendo da época, ele faz uma mistura do arroz do ano anterior com o recém-colhido. “Para equilibrar a diferença do teor de umidade dos grãos e manter a consistência que considero ideal”, explicou.<br />
<br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img1723_Foto1miolo3.jpg" class="pict" alt="Desgustando o sushi o bate-papo com o mestre" title="Desgustando o sushi, o bate-papo com o mestre e o conteúdo da vitrine na frente do balcão" width="266" height="177" align="right" /> <strong>Curtindo o sushiya</strong><br />
No Hatsuzushi trabalha apenas Tonosaki e a esposa. A equipe de "um casal" é uma das características dos <em>sushiya</em> típicos que se encontram nos bairros residenciais. A relação com os fregueses é mais íntima. Na verdade, é um estilo de saborear <em>sushi</em>: num estabelecimento pequeno e familiar, sentado ao balcão e recebendo as sugestões do “amigo” sushiman.<br />
<br />
Normalmente, nos <em>sushiya</em> desse tipo não têm cardápio e preços. Por isso, é um pouco difícil para quem não está acostumado ou não domina bem a língua japonesa. <br />
<br />
Mas existem maneiras fáceis de fazer o pedido, como por exemplo, um “<em>omakas</em>e” de “tal” valor. O sushiman é que vai se encarregar de escolher. No caso do Hatsuzushi, com um valor entre ¥ 3 mil e ¥ 5 mil, dá para se satisfazer. Nesse caso é importante, pelo menos, dizer o que não gosta. Se deixar de comer algum, o sushiman ficará irado.<br />
<br />
Ele dá um conselho para os leitores que moram no Japão: que procurem um <em>sushiya</em> próximo da sua residência, onde se sintam à vontade. Passem a frequentá-lo com regularidade para construir uma amizade com o sushiman e, assim, poder curtir mais profundamente essas iguarias através das diferentes estações do ano. “Para mim, também é importante a relação humana com as pessoas que vem aqui. Preparar e servir o <em>sushi</em> é uma ponte de comunicação com elas em várias sentidos”, concluiu.<br />
<br />
*Esta reportagem foi publicada, 4 de julho de 2009, no jornal International Press, que e editado em português no Japão.<br />
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Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
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<a href="http://curtindoojapao.com/blog/sb.cgi?cid=87" target="_blank" title="Link">Mais sobre gastronomia em Tokyo</a><br />
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<!-- begin entry_info1 --><br />
<strong>Hatsu-zushi</strong>- Endereço: Nakano-ku, Chuo, 4-10-9. Horário: 11h30 às 14h e 17h às 22h. Domingo até as 21h. Fecha nas quartas-feiras, mas também há períodos de férias prolongadas. Deve-se telefonar antes para saber se estará aberto no dia desejado. Tel.: (03) 3381-2048.<!-- end entry_info1 --><br />
<br />
<!-- begin entry_info2 --><br />
O restaurante Hatsu-zushi fica a 3 min. a pé da saída 4 da estação Shin-Nakano da linha Marunouchi do Metrô.<br />
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