Relatos e Potos

Série sobre a cidade de Kobe

Nankin-machi, um pedacinho da China no centro de Kobe

O ensaio da dança do Shishimai pode ser visto nas noites de sextas-feiras na praça do Nankin-machi O Nankin-machi é um dos três China Town que existem no Japão. Além de Kobe, também as cidades de Yokohama e Nagasaki foram contempladas com bairros que são verdadeiras vitrines da riqueza cultural do gigante asiático, concentrando lojas com diversos produtos importados, barracas que oferecem lanches e doces típicos, e restaurantes especializados na variadíssima culinária chinesa.

Uma das principais vantagens de visitar um China Town é o de poder experimentar as comidas típicas com o sabor bem mais próximo do apreciado no próprio país. Apesar de no Japão existirem uma infinidade de restaurantes de estilo chinês, são raros os que servem pratos no padrão original.

Mas mesmo dentro desses bairros chineses existem os lugares imperdíveis entre tantos estabelecimentos que parecem tudo igual. Por isso vou listar algumas sugestões para se aproveitar bem e curtir da melhor maneira possível o Nankin-machi de Kobe.

Porto internacional
Com a transformação de Kobe em um porto internacional, em 1868, além da área delimitada para o estrangeiros ocidentais, também foi criada uma específica para os chineses, que originou a Nankin-machi.

Atualmente o bairro é uma das principais atrações turísticas da cidade e a sua localização é muito boa porque também esta próxima de outros pontos importantes de visitação, como o Meriken Park e a área Kyukyoryuchi, sendo possível incluir todos num mesmo roteiro e percorrê-los a pé.

No início e no fim da rua principal do Nankin-machi existem grandes portais e no meio dela fica a praça com um “coreto” típico chinês. Os cerca de 100 estabelecimentos comerciais se distribuem nessa rua e nas transversais.

Roteiro
Os manju salgados e doces estão entre as delícias produzidas pela própria Daidoco O melhor horário para visitar o Nankin-machi é na hora que o estômago estiver vazio. Uma vez dentro desse pedacinho da China, faça como a maioria dos visitantes: passe pelas barracas enfileiradas na rua principal e vá lambendo com os olhos, pesquisando o que melhor lhe apetece. São muitas curiosidades sendo preparadas na hora, nas frigideiras ou fumegando no vapor. Depois é só comprar e se juntar aos outros que comem sentados na praça ou em pé mesmo, perambulando pela rua.

Entre essas barracas, a sugestão é a Daidoco, que fica na rua principal bem perto da praça, todos os seus artigos são de própria produção, frescos e deliciosos.

Os vestidos típicos podem ser provados na Hao Hao Part 2 A Hao Hao Part 2 é uma das lojas que vendem roupas, lembrancinhas e outros artigos típicos chineses. Vale a pena dar uma olhada na coleção dos coloridos vestidos. Quem quiser ver como fica dentro de um deles, pode escolher e provar.

Que tal um genuíno chá chinês para completar o passeio no Nankin-machi? A loja Tenjin Meicha é uma empresa de Taiwan que vende folhas de chá importado diretamente de fazendas dessa ilha.

Nas prateleiras têm cerca de 200 tipos e qualidades diferentes de chá. O melhor deles, cultivado no topo de uma montanha de 2.500 metros, custa quase ¥ 10 mil por cem gramas. Mas existem muitas outras opções para qualquer nível de bolso. O dono da loja faz demonstração para os fregueses da maneira tradicional chinesa de preparar o chá.

Para quem consegue falar japonês, vale a pena bater um papo com ele. Simpático e conversador, o senhor dá uma verdadeira aula sobre o chá chinês. Diferente da cerimônia de chá japonesa, na China existe uma tradição de degustar as bebidas finas conversando, relaxadamente, sobre o tipo, o local onde foi produzida etc. E isso acontece tanto nas reuniões com amigos, parentes, como em mesas de negociações.

Dança típica
Quem tiver tempo livre nas noites das terças-feiras ou das sextas-feiras, poderá ver os ensaios de danças tradicionais chinesas do Ryumai (dragão) e do Shishimai (leão mitológico). Normalmente, são realizados das 19h às 21h, ao ar livre na praça do Nankin-machi.

Os grupos são formados por jovens descendentes de chineses e japoneses, que se empenham para manter viva no bairro a tradição e cultura da China. Em março e setembro acontecem os festivais onde esses grupos figuram entre as principais atrações.

Texto e fotos: Reginaldo Okada©
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo
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O ensaio da dança do Shishimai pode ser visto nas noites de sextas-feiras na praça do Nankin-machiLocal para uma pausa, no centro do bairro tem um “coreto” em estilo típicoA Daidoco é uma das barracas de lanches mais indicadasOs manju salgados e doces estão entre as delícias produzidas pela própria Daidoco
Os visitantes comem os lanches andando pelas ruas ou sentados na praçaA Tenjin Meicha vende mais de 200 tipos de chá chinêsOs vestidos típicos podem ser provados na Hao Hao Part 2

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