Relatos e Potos

Série sobre a cidade de Kobe

Turismo com lições sobre terremoto

No Meriken Park tem um memorial com exposição de fotos e uma parte do atracadouro de barcos que foi destruída pelo terremoto de 1995 O japonês Masanobu Tochio já usava cadeiras de rodas antes de acontecer o terremoto de Kobe e sempre se preocupou muito com a possibilidade de sofrer um desastre natural, pois teria mais dificuldade ainda do que as pessoas normais. Mas, às 5h46 do dia 17 de janeiro de 1995, a sua casa foi chacoalhada pelo forte tremor. Uma garrafa térmica ainda destampada voou pelos ares e derramou a água quente sobre ele, causando graves queimaduras. Sua esposa também sofreu alguns ferimentos.

Segundo ele mesmo conta, os danos não foram mais graves porque sempre se preveniu muito bem em função de ser deficiente físico. E é essa mensagem que ele quer passar para as pessoas, para que pensem com responsabilidade sobre o assunto e se preparem para o caso de vir a acontecer um desastre natural de grandes proporções. Algumas medidas simples podem preservar vidas e valer muito na hora da urgência e necessidade.

Masanobu é um dos voluntários que se revezam no museu Bosai Mirai Kan contando aos visitantes a experiência que viveu com o terremoto que foi batizado de Hanshin Awaji Daishinsai (O Grande Terremoto de
Hashin Awaji).

Quem vai a Kobe poderá incluir no seu roteiro turístico alguns pontos para tirar lições sobre terremotos e sentir como foi esse grande tremor que causou enormes prejuízos na cidade e fez milhares de vítimas fatais.

Os danos em números
O Hanshin Awaji Daishinsai foi um terremoto tão forte que sentiu-se o abalo até em províncias distantes, como Tokyo, Gunma, Ibaraki (ao norte) e Kagoshima (ao sul).

A gravidade maior foi a localização do epicentro perto de uma grande metrópole, atingindo uma área urbana densamente povoada. O número de vítimas fatais, incluindo os que morreram posteriormente em decorrência dos ferimentos sofridos, chegou a 6.434. Destes, 73% perderam a vida soterrados pelo desabamento das casas e edifícios. A quantidade de feridos também foi grande, 43.792.

Os prédios danificados somaram 249 mil, dos quais mais de 100 mil ficaram completamente inutilizados.

Uma amostra dos danos sofridos na área urbana em Kobe pode ser vista no Meriken Park, no local chamado de Kobe-ko Shinsai Memorial Park. Uma parte do atracadouro de barco foi mantida do mesmo jeito que ficou depois de sofrer o terremoto, com uma grande fenda no concreto e os postes inclinados. Ao lado também encontramos uma exposição permanente de fotos de outros pontos do porto que foram destruídos.

No Bosai Mirai Kan um painel com fotos e maquetes mostra o processo de recuperação da cidade de Kobe Museu Bosai Mirai Kan
Um local imperdível sobre o tema é o museu Bosai Mirai Kan. Nele acontecem atividades educacionais para a prevenção de danos em caso de desastre natural e sobre o terremoto Hanshin Awaji Daishinsai.

Existe um roteiro predeterminado para percorrer o museu. Os visitantes aguardam na recepção e depois seguem em grupo para ver a primeira atração que é o “1.17 Theater”. Nele é feita uma projeção de imagens baseadas no que aconteceu de fato na cidade no exato momento do tremor.

Saindo do teatro passa-se por uma reconstituição em tamanho real de uma rua com partes de um prédio de apartamentos, de um hospital e de casas com o aspecto que ficaram logo após o terremoto.

Em seguida entra-se num cinema para assistir a uma novelinha de 15 minutos sobre a estória de uma menina que perdeu a irmã que dormia ao seu lado. O enredo faz um resumo do drama e do processo de recuperação psicológica das vítimas. Apesar de ser ficção, não foram poucas as histórias reais parecidas com essa e é impossível conter as lágrimas. Só para assistir a esse filme já vale a pena ir no museu.

Tsuyoshi Ogura e Masanobu Tochio, além de outros voluntários, contam para os visitantes do museu a experiência como vítimas do terremoto O roteiro continua passando por exposições de objetos doados, fotografias, vídeos, maquetes e um local para conversar com voluntários que foram vítimas do terremoto ou que participaram dos trabalhos de assistência.

Por fim, chega-se numa seção onde estão expostos vários produtos que devem ser incluídos em um kit de prevenção. Esse local é importante para se refletir sobre o que nos é indispensável e preparar com eles uma mochila que deve ser deixada em local de fácil aceso, como na parte de dentro da entrada da casa.
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No Meriken Park tem um memorial com exposição de fotos e uma parte do atracadouro de barcos que foi destruída pelo terremoto de 1995No Bosai Mirai Kan um painel com fotos e maquetes mostra o processo de recuperação da cidade de KobeTsuyoshi Ogura e Masanobu Tochio, além de outros voluntários, contam para os visitantes do museu a experiência como vítimas do terremotoDemonstração do efeito que teria um abalo sísmico na estrutura de um edifício
Exposição de kit de emergência das equipes de resgates de vários paísesO prédio do Disaster Reduction and Human Renovation Institution, que mantém o museu Bosai Mirai Kan

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