Relatos e Potos

Série sobre a região de Jōban (Ibaraki e Fukushima)

Aquamarine Fukushima, explosão de vida no encontro de correntes marinhas

O maior aquário contém peixes que vivem no shiome no umi. O cardume de “dez mil sardinhas” fica nadando na parte de cima
Visto de longe, o Aquamarine Fukushima, da cidade de Iwaki, parecia um submarino ou uma baleia de vidro. Depois fiquei sabendo que o desenho da arrojada arquitetura se baseou mesmo na segunda opção. Eu estava do outro lado da baiazinha que foi transformada numa deleitosa área de lazer com mercado de peixes, shopping e barco de passeio turístico. Mas as pernas se apressaram por conta própria para chegar primeiro naquele prédio envidraçado lá da outra ponta.

A arquitetura futurista do Aquamarine foi inspirada na forma da baleia Aquário, jardim botânico, museu de ciência marinha, centro de educação ambiental, parque temático. O Aquamarine Fukushima é tudo isso ao mesmo tempo, a exemplo de outros espetaculares projetos japoneses dessa área.

Eu já fiquei admirado logo no primeiro recinto, sobre fósseis. Uma exposição mostra diversos exemplares. Para mim, a novidade foi que no mesmo local também tinha aquários com animais marinhos que são considerados fósseis vivos. Comparando com os que estavam petrificados, realmente, a aerodinâmica tinha certas semelhanças. Fiquei comovido de ver de perto espécies que sobreviveram a milhares de anos e às mudanças ambientais do planeta sem mudar a forma. Em tempos de aquecimento globol, virei fã deles.

Na sequência, uma escada rolante leva para o próximo recinto, uma mistura de aquário com jardim botânico, dentro de uma estufa. Ele reproduz os ecossistemas de rio e da costa de Fukushima. Os aquaterrários são realistas a ponto das árvores perderem as folhas no outono. Essas folhas ficam dentro dos tanques como lição para os visitantes. Se fosse na cidade, seriam lixo, mas dentro do rio entrarão em processo de decomposição e serão alimentos para outros organismos. Um ciclo de vida que beneficia até o mar. Sábia natureza.

Os visitantes passam pelo meio do aquário que representa o encontro da duas correntes Tema principal
Todas as exposições e atividades do Aquamarine gira em torno de um tema, o shiome no umi. Ele é o responsável pela fartura de pescados do litoral de Fukushima. O nome se refere à área no oceano onde ocorre o encontro de correntes marinhas. No caso, o fenômeno natural envolve a oyashio, que desce do norte acompanhando a costa do arquipélago japonês e, no sentido contrário, a kuroshio. A primeira nasce no mar da Rússia e é bem fria, a outra vem dos mares tropicais do sul.

As duas correntes se chocam na costa de Fukushima e depois seguem juntas para o alto mar. No ponto onde elas se misturam acontece uma explosão de vida porque a oyashio é rica em minerais e outros nutrientes e a kuroshio contribui com a sua temperatura morna para que aconteça uma grande proliferação de plânctons, base da cadeia alimentar marinha.

Aquaterráreo tropical com o ecossistema de manguezal Do subártico ao tropical
Os outros recintos do Aquamarine mostram os seres marinhos que vivem nas regiões por onde passam as duas correntes, a partir do ponto onde nascem até onde se encontram. Uma ampla faixa que abrange desde as regiões subártica do norte até os recifes de corais e manguezais do sul.

Na parte de fora do prédio também tem uma reconstituição de vários ecossistemas “banhados”, a criançada pode brincar à vontade e aprender sobre a natureza e o meio ambiente. Os adultos também.

Uma nova área será inaugurada no dia 20 de março. Será um local para os visitantes pescarem os frutos do mar e em seguida preparar comida com eles. Um projeto de educação ambiental para se aprender a respeitar e valorizar os seres que doam suas vidas para nos alimentar.

Texto e fotos: Reginaldo Okada©
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo

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O maior aquário contém peixes que vivem no shiome no umi. O cardume de “dez mil sardinhas” fica nadando na parte de cimaA arquitetura futurista do Aquamarine foi inspirada na forma da baleiaVista da parte de trás do prédio do Aquamarine e, à esq., o seu miranteRecinto dos fósseis
Fóssil do popularmente conhecido escorpião-marinhoO náutilo é considerado um fóssil vivo parente das lulasO caviar é feito com as ovas do fóssil vivo esturjãoAquaterrário reconstituindo um rio da região de Fukushima
Os visitantes passam pelo meio do aquário que representa o encontro da duas correntesA morsa representa o mar subártico da RússiaAquaterrário reconstituindo um igarapé tropicalAquaterráreo tropical com o ecossistema de manguezal
Coral da região tropicalMoréia que vive em área de corais A incrível "maquiagem" do peixe Napoleão pode ser admirada bem de pertoVisitante do Aquamarine aprendendo a manejar o remo típico japonês
A torre do mirante é toda envidraçadaVista do porto Onahama Área de lazer no cais do porto de OnahamaShopping Onahama Bishoku Hotel

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