Relatos e Potos

Série sobre Kyoto (Quioto)

Kemari, o futebol ancestral japonês

O kemari é praticado por um grupo de 6 a 8 pessoas e era um misto de cerimônia e divertimento praticado na corte imperial japonesa Se o tempo de tradição contasse, era para o Japão ser o número um do futebol mundial, ou pelo menos estar entre os grandes campeões. Isso porque já há mil e quatrocentos anos se chuta a bola com os pés neste país, num misto de cerimônia e divertimento chamado kemari.

Já que o estilo sul-americano é chamado de futebol-arte, então o que “ancestralmente” se pratica no Japão podemos considerar como futebol-nobre. Pois foi entre a nobreza da corte imperial que o kemari virou um costume depois de ser introduzido da China, como quase toda tradição antiga japonesa.

Mas, parece que os chineses se enjoaram da brincadeira e a mania de chutar bola desapareceu no país vizinho. De tal forma que apenas no Japão a tradição ficou preservada, mantendo a mesma pompa e forma da época em que a corte imperial se encontrava em Kyoto.

O templo recebeu de presente, entre outras, bolas que foram utilizadas em jogos de Copas do Mundo de Futebol e em jogos da seleção japonesa de voleibol Templo do esporte
Duas vezes por ano, nos dias 14 de abril e 7 de julho, qualquer pessoa que for ao templo Shiramine Jingu poderá assistir gratuitamente à demostração de kemari que acontece no “quintal” do santuário. Também é interessante a cerimônia que antecede o bate-bola propriamente dito.

O Shiramine Jingu é considerado o “templo dos esportistas”, porque uma das divindades nele cultuadas é a “bola”. Muitos jogadores famosos vão até o santuário fazer orações e deixam bolas e outros objetos como presente. Até o autógrafo dos jogadores brasileiros de futebol Rui Ramos e Alcindo, que atuaram no Japão, foram emoldurados e expostos.

Cerimônia de abertura do kemari Quando a corte imperial foi transferida para Tokyo, em 1869, o kemari parou de ser praticado. O imperador Meiji ficou com saudades da brincadeira e, em 1903,
mandou criar em Kyoto um grupo para preservá-lo e assim a tradição foi mantida até os dias atuais.

O kemari não é uma disputa, é uma brincadeira pacífica e também deve ser visto como uma oferenda às divindades, desejando paz e prosperidade. Por isso ele era praticado em locais como os santuários xintoístas.

O importante no kemari é não deixar a pelota cair no chão pelo maior tempo possível, fazendo embaixadas e passando aos outros participantes. Uma das regras é chutar apenas com o pé direito, sem levantá-lo muito. Também não se deve flexionar exageradamente a parte superior do corpo, para manter a elegância e graciosidade nos movimentos, já que trata-se de uma demonstração para as divindades.

O kemari é praticado por um grupo de 6 a 8 pessoas e era um misto de cerimônia e divertimento praticado na corte imperial japonesa

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O templo recebeu de presente, entre outras, bolas que foram utilizadas em jogos de Copas do Mundo de Futebol e em jogos da seleção japonesa de voleibolAutógrafo dos brasileiros Alcindo e Rui Ramos, que atuaram no futebol japonêsCerimônia do kemariA bola entre diante do altar
Cerimônia do kemariCerimônia do kemariOs “jogadores”A bola, que não é totalmente redonda, é entregue ao líder do grupo de kemari durante a cerimônia
A bola, que não é totalmente redonda, é entregue ao líder do grupo de kemari durante a cerimôniaInício do “bate-bola”O kemari é praticado por um grupo de 6 a 8 pessoas e era um misto de cerimônia e divertimento praticado na corte imperial japonesaO kemari é praticado por um grupo de 6 a 8 pessoas e era um misto de cerimônia e divertimento praticado na corte imperial japonesa
O kemari é praticado por um grupo de 6 a 8 pessoas e era um misto de cerimônia e divertimento praticado na corte imperial japonesaReverência à "divindade bola"

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